Tocando a distância: a nova biografia de Ian Curtis
Por Josué Rowstock
Fonte: Cult.
Postado em 17 de junho de 2014
Lançada no Brasil com o nome "Tocando a distância", a biografia de Ian Curtis, escrita por sua mulher Deborah Curtis, é um livro valioso para os fãs de a banda Joy Division apreciarem sem moderação nenhuma.
O livro inicia com um belíssimo prefácio de Kid Vinil que assistiu a um show da banda nos anos oitenta quando viajava pela Inglaterra nos tempos em que Ian Curtis e seu Joy Division era os principais nomes do estilo musical mais cultuado na época, o Pós- Punk.
Eis que depois de 77, o esplendor e auge do Punk, as bandas começaram a surgir com certa melancolia no ar já que a ideologia Punk perdia sentido no meio de tantas bandas que agora se enchiam de regras para se manterem fiéis ao estilo e a marca da diversão que estava em bandas como Ramones e Sex Pistols foram desaparecendo aos poucos com o surgimento do Pós-Punk.
Entretanto, naquele início de anos oitenta a banda Joy Division estava estourando com diversas canções que refletiam muito a vida do vocalista Ian Curtis. Por exemplo, "Love will tear us apart" era uma canção sobre o que acabara virando o casamento de Ian com Deborah e "She's Lost Control" representava na sua acidez a falta de controle de Ian que sofria demasiado com sua epilepsia e os remédios fortes da época que pouco ajudavam alguém como ele que se via frustrado dentro do seu descontrole emocional, porém artístico.
Antes de dar um fim a sua própria vida depois de escutar o disco "The Idiot" de Iggy Pop, Ian Curtis e Joy Division iriam fazer uma turnê que tornaria a banda um expoente mundial do estilo, entretanto tudo estava fadado à tragédia de Ian perante o peso nas suas costas devido a traição com sua mulher quando teve um caso com Annik na estrada, além de estar completamente exausto dos ataques da epilepsia. O resto da história todos conhecem...
Agora para quem não conhece e também para os que conhecem a banda e estão ávidos por novas histórias, eis que esta nova biografia escrita por Deborah Curtis traz a versão da mulher que foi traída e que por muito tempo não confiou nos membros do então New Order, banda que surgiu dos integrantes do Joy Division, devido aos mesmos esconderem de Deborah as peripécias de Ian Curtis nos tempos em que Annik viajava em turnê com a banda e Deborah cuidava da sua filha com Ian em casa.
Portanto, a biografia "Tocando a distância" é uma bela maneira de enxergar os fatos através de outra vertente. O livro foi ainda muito estudado pelo diretor do filme "Control" que conta a biografia de Ian Curtis e a ascensão do Joy Division.
O livro está custando R$39,90 e vêm com 328 páginas de puro excesso e descontroles de Ian e sua turma nos tempos áureos do Pós- Punk.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O maior disco do metal para James Hetfield; "Nada se comparava a ele"
Rob Halford fala sobre situação atual da relação com K.K. Downing
A profunda letra do Metallica que Bruce Dickinson pediu para James Hetfield explicar
A melhor banda ao vivo que Dave Grohl viu na vida; "nunca vi alguém fazer algo sequer próximo"
A melhor faixa de "The Number of the Beast", do Iron Maiden, segundo o Loudwire
A história da versão de "Pavarotti" para "Roots Bloody Roots", segundo Andreas Kisser
David Ellefson nunca foi o melhor amigo de Dave Mustaine
Jay Weinberg fala pela primeira vez à imprensa sobre demissão do Slipknot
Para Dave Mustaine, Megadeth começou a desandar após "Countdown to Extinction"
David Lee Roth faz aparição no Coachella e canta "Jump", do Van Halen
O relato maduro e honesto de Rafael Bittencourt do Angra sobre ser pai de um homem trans
Evanescence lança música inédita e anuncia novo disco, que será lançado em junho
Hangar anuncia shows no RS e RJ antes do aguardado Bangers Open Air
A música dos Beatles que tem o "melhor riff já escrito", segundo guitarrista do Sting
A banda de rock nacional em que backing vocal se deu melhor que o vocalista após separação
Martin Barre, do Jethro Tull, relembra como Jimmy Page o interrompeu na gravação de "Aqualung"
O melhor guitarrista de todos os tempos, segundo Ritchie Blackmore e Ian Paice
O solo de Slash que, para Kiko Loureiro, consegue o que Ritchie Blackmore fazia nos anos 70

A banda que morreu, renasceu com outro nome e mudou a história do rock duas vezes
A segunda banda mais influente do século 20, segundo Billy Corgan
Freddie Mercury: Memórias do Homem que o Conhecia Melhor



