Mellowdeth: entrevista com a banda argentina de tributo ao Megadeth

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Por Mateus Ribeiro
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Caso você não conheça o Mellowdeth, a banda é um tributo acústico ao Megadeth. Vindos de Buenos Aires, Konsu Muñiz (voz), Joaquín Miño (voz e violão) e Fernando Pizarro (violão) fazem versões acústicas para clássicos da banda de Dave Mustaine. Um trabalho muito original, que pode ser conferido no link abaixo.

Megadeth: Conheça o Mellowdeth, tributo acústico vindo de Buenos Aires

Os integrantes da banda concederam uma entrevista, onde falar de inúmeros assuntos, entre eles, o início do projeto, como é fazer algo tão diferente, e claro, o Megadeth. Confira abaixo o melhor desse bate papo:

Antes de mais nada, conte um pouco sobre como surgiu a ideia por trás do Mellowdeth.

Joaquín: Eu conheci Konsu na faculdade e nós nos demos bem de imediato graças a nossa afinidade musical. Nós começamos a nos reunir e cantar músicas aleatórias enquanto eu tocava meu violão. Logo percebemos que o Megadeth era nossa paixão em comum, e começamos a pensar como poderíamos tocar suas músicas acusticamente. Isso é basicamente como Mellowdeth nasceu.

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Fernando: Enquanto procurava por um cantor para minha banda de metal sinfônico, conheci Konsu.Ela me contou sobre um projeto acústico chamado "Mellowdeth", e disse que estavam procurando músicos para seu primeiro show ao vivo. O Megadeth é a banda que marcou minha vida, então assim que eu pratiquei as músicas, fui a uma audição e desde então sou um membro do Mellowdeth.

Joaquín: Eu gostaria de acrescentar que a primeira música que tocamos na audição foi "Foreclosure of a Dream", e Fernando estragou o arpejo no começo. Acho que foi a última vez que o vi cometer um erro no violão.

Qual foi a reação dos fãs quando ouviram suas versões para os clássicos do Megadeth?

Joaquín: No começo, ficamos com medo de que os metalheads nos odiassem, mas a resposta foi incrível e isso nos encorajou a seguir em frente com o projeto.

Konsu: Honestamente, foi muito lega. Ficamos muito surpresos, e eu, particularmente, temia que as pessoas não entendessem ou aceitassem o projeto, especialmente porque há uma voz feminina.

Fernando: Excelente! No começo,vimos alguns comentários negativos, mas hoje em dia eu acho que a maioria do público entende o que estamos fazendo, que esse projeto é diferente, mas é baseado no verdadeiro respeito e admiração pelo Megadeth.

Vocês regravaram o álbum "Youthanasia" . Existe algum plano para regravarem outro álbum na íntegra?

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Joaquín: Originalmente nós iríamos gravar "Rust In Peace" em sua totalidade. No entanto, começamos a perceber que a tarefa era complexa demais e acabamos fazendo "Rusted Pieces", uma coleção de 5 músicas do RIP. "Cryptic Writings" também seria um bom candidato. O que vocês acham,pessoal?

Konsu: Eu pessoalmente adoraria gravar o "Cryptic Writings" na íntegra, eu gosto muito das melodias nesse álbum. Para mim, é um dos melhores álbuns do Megadeth.

Fernando: Como somos fãs de praticamente todos os álbuns do Megadeth, o futuro é muito promissor e temos muito material gravar.

Sabemos que o Megadeth tem músicas muito rápidas e complexas. Qual foi a música mais difícil de criar uma versão acústica?

Joaquin: Em geral, as músicas mais difíceis são as que eu mais gosto de fazer, como a "Mechanix". Uma música que deveria ter sido fácil, mas levou semanas para completar, foi "Addicted To Chaos", que no final das contas, acabei odiando.

Konsu: Uma música que foi difícil para eu gravar e que foi realmente um desafio foi a "Mechanix". Os vocais originais são ásperos e foi complexo para torná-los "suaves". Também é uma faixa rápida e, embora não tenhamos gravado tão rápido quanto a original, foi difícil cantar todas essas palavras juntas na maioria das partes. Outra música difícil para mim foi "Train of Consequences", porque nós queríamos que os vocais fossem "country style". Como eu nunca havia cantado nada relacionado ao gênero, tive que trabalhar duas vezes mais para tentar imitar a maneira country de cantar. Não saiu tão ruim assim ... hehehe.

Fernando: Nós recentemente gravamos nossa homenagem ao "Rust In Peace". Na verdade, algumas das músicas do Rust In Peace foram deixadas de fora e estão entre as mais complexas que já fizemos. Gravar "Rust In Peace" foi um verdadeiro desafio.

Algum membro do Megadeth conhece o projeto? E vocês sabem se eles gostaram do que viram?

Konsu: David Ellefson (baixista do Megadeth) tem nos apoiado desde o início, conversando conosco, curtindo nossos posts e vídeos e até mesmo compartilhando-os, dizendo palavras amáveis sobre nós, o que é realmente uma honra. Além disso, Dirk (baterista) gostou de alguns de nossos vídeos e Kiko (guitarrista) começou a nos seguir no Instagram.

Fernando: É isso mesmo, David Ellefson deixou pública sua admiração pelo nosso trabalho em suas contas de redes sociais, e isso foi incrível. Quanto ao resto da banda, sabemos que eles estão cientes de nós, mas eu não sei se eles gostam de nós ... hehehe.

Joaquin: Eu tenho certeza que Mustaine realmente gosta do que fazemos. Electra Mustaine (a filha do homem), quero dizer.

Em particular, acho que músicas como "A Tout Le Monde" e "Countdown to Extinction" se encaixam perfeitamente em versões acústicas. Por outro lado, as músicas do primeiro álbum parecem ser um caso mais complicado. Como foi o processo de transformação de "Killing Is My Business"?

Joaquín: Com o Mellowdeth, começamos cobrindo as músicas mais "óbvias", as faixas melódicas de meados e final dos anos 90. "Killing Is My Business" foi a primeira música mais antiga que decidimos tocar. Embora parecesse uma tarefa impossível, era apenas uma questão de perceber que Dave Mustaine tem um talento incrível para compor melodias vocais cativantes, mesmo em canções thrash como as encontradas nos álbuns "KIMB", "Peace Sells", "So Far..." e "RIP". Então a linda melodia vocal foi o ponto de partida para fazer uma interpretação acústica da música. E, tematicamente, combinamos com a segunda metade de Holy Wars, chamada "The Punishment Due". Ambas as músicas são sobre o gibi chamado "The Punisher", então era natural se juntar a elas. Felizmente, elas também eram compatíveis musicalmente, e assim nasceu "Killing Is My Business... The Punisher Suite".

Na opinião da banda, qual é a melhor formação do Megadeth? Por quais razões?

Konsu: Sem dúvida: Mustaine, Ellefson, Friedman, Menza. O "Dream Team".

Fer: Minha formação favorita sempre foi e sempre será com Nick atrás da bateria e Marty na guitarra, a famosa era de ouro da banda. Embora a formação dos dois primeiros registros tenha mudado a história do heavy metal, com Mustaine e Ellefson no comando.

Joaquín: Nenhum amor por Chuck Behler (baterista que gravou o álbum "So Far, So Good...So What")?

Os membros do Mellowdeth tocam em outras bandas? Falem um pouco dos outros trabalhos para os fãs brasileiros!

Konsu: Eu cantei em uma banda de metal chamada Dreamflight por quase 10 anos, mas foi dissolvida alguns meses atrás, embora o EP ainda esteja disponível no Youtube como "Dreamflight - Oniric", se você estiver interessado em ouvir.

Fernando: Eu sou o guitarrista, compositor e fundador da Dark Whisper, uma banda de metal sinfônico formada em 2007, e nós temos planos de lançar um novo álbum em 2019. Eu também trabalho como músico de sessão em outros projetos.

Joaquín: Então, eu sou o estranho da banda. Eu amo o Megadeth e o Black Sabbath, mas definitivamente não sou um fã de heavy metal. Minha única banda agora é Mellowdeth, mas eu costumava tocar uma banda de rock alternativo chamada Supernauta e também gravei um álbum solo pop acústico.

Todos sabemos que os argentinos amam o Megadeth e o Megadeth ama os argentinos. Você pode explicar por quê?

Fernando: Não há explicação, é um fenômeno que simplesmente ... acontece. E é muito difícil encontrar um motivo.

Joaquín: Os sul-americanos em geral são muito apaixonados. Colombianos, chilenos, brasileiros, todos eles são grandes plateias. Eu acho que os argentinos dão um passo adiante algumas vezes, particularmente com algumas bandas. Na Argentina, "adotamos" três bandas estrangeiras como se fossem nossas: os Ramones, os Rolling Stones e o Megadeth. Cada uma dessas bandas tem uma conexão especial com o público argentino, e é difícil explicar o motivo. O amor não tem razão, apenas acontece.

Como é a programação da banda? Vocês pensam em fazer shows em outros países?

Joaquín: Nós ensaiamos, e ensaiamos e ensaiamos. E isso é muito divertido. Depois fazemos alguns shows, vamos a alguns rádios, e também são ótimos momentos. E, claro,nós sonhamos em fazer shows em outros países.

Konsu: Nós ensaiamos todos os fins de semana e fazemos shows frequentemente, mas, na verdade, não com a frequência que gostaríamos. Nosso sonho é viajar pelo mundo e permitir que as pessoas vejam o que temos para oferecer.

Fernando: Nós praticamos em casa, pensamos em novas idéias para capas, ensaiamos e organizamos shows ao vivo, bem como entrevistas em rádios locais. E um dos nossos objetivos com Mellowdeth é atravessar a fronteira. Legalmente, você sabe.

Em algum momento, vocês tem sido alvo de críticas negativas por apostar em uma proposta tão diferente do que normalmente é feito por bandas de covers?

Joaquín: Claro, sempre há algum idiota que diz coisas como "Isso não é metal". Bem, que merda, realmente? Claro que não é metal, essa é a ideia por trás do projeto. Não nos chateamos com críticas construtivas e respeitosas. Isso é 100% ok. Felizmente, a maioria dos comentários é positiva e encorajadora.

Konsu: Sim. Infelizmente, há sempre pessoas que se escondem atrás da tela e dizem coisas não muito legais sobre nós ou nossa música... mas eu as desafio a nos ver ao vivo!

Fernando: A la gilada ni cabida. (Nota: a expressão usada por Fernando é algo como "dane se, não me importo com o que eles pensam").

Por fim, gostaria que vocês deixassem uma mensagem para os fãs brasileiros!

Joaquín: Embora os argentinos carreguem sua paixão pelo Megadeth em suas veias e o público local sempre foi muito bom para nós - para não mencionar nossos fãs de países como Colômbia, Chile, México, Equador, EUA, Japão e outros lugares de onde recebemos belas palavras de encorajamento - devo dizer que, desde que começamos há quase oito anos, a maior parte do amor pelo Mellowdeth veio do Brasil. Eu estou falando sério. Temos um relacionamento muito especial com os fãs brasileiros, o amor que você nos mostraram ao longo dos anos é extremamente comovente, e adoraríamos viajar ao Brasil para sentir essas boas vibrações pessoalmente.

Konsu: Recebemos várias mensagens agradáveis ​​e de apoio, comentários e curtidas de fãs brasileiros, por isso estamos muito gratos pelo amor e apoio, e esperamos estar aí em breve para agradecê-los com um show ao vivo!

Fernando: Um dos nossos objetivos é tocar no seu país. Nós realmente esperamos poder realizar esse sonho em breve. Obrigado pelo seu apoio ao longo dos anos!

Aguante, Megadeth!




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Sobre Mateus Ribeiro

Fanático por Ramones, In Flames e Soilwork. Limeirense com muito orgulho (e sotaque).

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