Maximum Rocknroll: entrevista com a editora Grace Ambrose
Por Rafael Fioravanti
Fonte: Bolha Musical
Postado em 08 de março de 2017
A Maximum Rocknroll (abreviada para MRR) é uma revista mensal fundada em 1982, na cidade de San Francisco, nos Estados Unidos. Seu fundador Tim Yohannan sempre se dedicou à ética DIY do movimento e sempre fez questão de deixá-la visivelmente impressa nas páginas da revista. A Maximum Rocknroll é conhecida por focar unicamente no cenário independente, com foco na música punk e hardcore. Apesar da morte de Tim Yohannan em abril de 1998, a Maximum Rocknroll continua na ativa através do trabalho de seus voluntários, amplamente conhecidos como "shitworkers". A vontade do pessoal do Bolha Musical é de trazer ainda mais detalhes dessa revista para os fãs brasileiros, e, para isso, o jornalista musical Rafael Fioravanti foi conversar com Grace Ambrose, a atual editora da Maximum Rocknroll.
Bolha Musical: Grace, como você faz a seleção de notícias que serão publicadas na Maximum Rocknroll?
Grace Ambrose: Todo mês a gente tenta equilibrar o conteúdo. Isso significa que a gente quer incluir bandas de diferentes países e gêneros, e, inclusive, bandas que representam identidades raciais e de gênero. Eu sempre digo que se existir uma edição da Maximum Rocknroll onde eu seja fã de todas as bandas, essa edição muito provavelmente será uma edição falida! É importante pra caramba que a MRR represente variadas facetas do que significa ser punk, e não apenas o que é relevante na minha vida. Se a gente puder, a gente gosta de ajudar bandas publicando material em períodos de lançamento de novo disco ou turnê, mas isso não é uma exigência.
Bolha Musical: Qual a circulação da Maximum Rocknroll em números nos dias de hoje?
Grace Ambrose: A gente prensa 4,000 cópias da revista. É claro que o número caiu em relação ao período clássico da revista, mas vale dizer também que o número aumentou em relação ao ano anterior. A gente também vende bastante cópias digitais (mas o número eu não tenho em mãos agora).
Bolha Musical: Qual o tamanho da equipe da Maximum Rocknroll atualmente (com todas as pessoas incluídas)?
Grace Ambrose: Existem, ao menos, 100 pessoas envolvidas na produção de cada edição da revista. Alguns deles (críticos, colunistas, revisores, distribuidores) ajudam todos os meses; outros contribuem apenas uma ou duas vezes ao ano. No decorrer do ano, pelo menos 700 punks diferentes de todo o mundo estão envolvidos na produção da Maximum Rocknroll.
Bolha Musical: Grace, fale para mim: o que você sabe a respeito da cena punk/hardcore aqui no Brasil?
Grace Ambrose: Eu tenho vários penpals no Brasil que me deixam a par das coisas que estão ocorrendo no país. E claro, eu gosto das bandas clássicas, como Olho Seco, Cólera, Mercenárias, Inocentes, e Ratos de Porão. Eu acho que o Mateus, do Nada Nada, fez um excelente trabalho ao disponibilizar o velho punk Brasileiro para um número maior de pessoas. Eu compraria qualquer coisa que ele lançasse.
Para continuar lendo esta entrevista, acesse www.bolhamusical.com
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