Deals Death: entrevista com a banda sueca no Metal Interview

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Por Raquel Pessamilio, Fonte: Metal Interview
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Deals Death é uma banda de death metal composta pelo vocalista Olle Ekman, o gutarrista Erik Jacobson, Kammo Olayvar no baixo e pelo baterista Janne Jaloma.

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A equipe do Metal Interview fez uma entrevista exclusiva com Olle Ekman, também conhecido por substituir o vocalista Enrik Englund, do Amaranthe, na turnê da banda pelos EUA.

Bastante simpático e acessível, o músico nos mostrou a carreira da banda, falou sobre a cena heavy metal no seu país, influências musicais e também demonstrou conhecer alguns esportistas brasileiros, como a família Gracie!

METAL INTERVIEW: Poderia nos contar como surgiu a banda?

Olle Ekman: Oi, Brasil! Aqui é o Olle falando com vocês. O Deals Death fez sua primeira aparição em Borlänge, Suécia, em maio de 2008. Era um concerto junto com a orquestra sinfônica de Dalama (uma província no meio da Suécia). O concerto foi realizado conjuntamente à graduação do Erik no colégio musical chamado Boomtown, onde ele completou dois anos de estudo avançado na área de produção musical e composição. Ele estudou em Boomtown com membros do Sabaton, entre eles, o Joakim Brodén, que mais tarde teve de cumprir suas obrigações com o Sabaton. Erik ficou sem um cantor e com vontade de tocar música mais pesada. Antes do show em maio de 2008 ele me ligou e nós completamos o show junto com músicos temporários. No fim de 2008, Erike se mudou novamente para Gothenburgo, onde ele cresceu, e começou a reunir grandes músicos junto comigo, nos tornando uma banda de cinco componentes. Foi no lançamento de Internal Deamons, no começo de 2009, que as pessoas ao redor do mundo começaram a ouvir nossa música pela primeira vez.

MI: Vocês têm alguma influência musical? Quais?

Olle: Nós éramos adolescentes no final dos anos 90 então, claro, nós estávamos vivendo e compondo sob influência de bandas de thrash e death metal inevitavelmente, eu acho. As bandas de death melódico, tanto da Suécia quanto da Finlândia, tiveram um grande impacto em nós enquanto crescíamos. Também somos bastante influenciados por trilhas sonoras de filmes e música sinfônica.

MI: Qual o processo de composição da banda? Existe alguém especificamente responsável pelas letras e/ou pelos arranjos ou cada um contribui livremente?

Olle: Erik é o compositor principal quando se trata dos riffs, teclados e arranjos. Junto com o Janne (baterista), eles lapidam a estrutura musical e depois mandam para mim. Então eu sinto o clima da música e escrevo as letras, geralmente sozinho.

MI: Falando no assunto, vocês possuem três álbuns de estúdio lançados até agora, correto? "Internal Deamons" (2009), "Elite" (2012) e "Point Zero Solution" (2013). Podem nos contar um pouco sobre cada álbum? Existe alguma temática em cada um, ou uma ideia predominante que baseou as letras de cada álbum de forma diferente dos demais? Parece-nos que o primeiro álbum possui letras de cunho mais pessoal como "Truthful Profession", "Tilted Lifestyle" e "Bad Habit", enquanto no segundo as letras giram um pouco mais em torno de uma reflexão sobre o mundo exterior do que sobre experiências pessoais, como em "Collapse" e "Elite", havendo um equilíbrio entre os temas no último álbum...

Olle: "Internal Deamons" reflete sobre a natureza humana, reflexões profundas sobre comportamento e sentimentos e "Elite" fala bastate sobre o que acontece no mundo quando muito poucas pessoas comandam tudo; a Elite dominante, nós chamamos. Quando eles têm muito poder e influência, eles podem fazer o que quiserem: criar novas leis, mantê-lo sob constante vigilância e colocar pequenas empresas fora do mercado quando tiverem vontade. "Elite" fala do perigo desse cenário. "Point Zero Solution" continua de onde "Elite" parou e acrescenta reflexões sobre reservas naturais e suprimento de óleo que pode ter um fim. Point Zero Solution é um "alerta" direcionado às ações irresponsáveis e desperdício tanto das pessoas quanto dos governos do mundo.

MI: Existe previsão para lançamento de um próximo álbum, ou shows promocionais extras para o "Point Zero Solution"?

Olle: Estamos trabalhando nas músicas agora e em melhorar a situação com nossos parceiros. Nós fizemos vários shows promocionais na Europa para o Point Zero Solution e esperamos fazer ainda mais shows com o lançamento do nosso próximo álbum, que será o quarto.

MI: Vocês são suecos, sendo que seu país natal é bastante conhecido por bandas de death metal melódico, entre outros estilos. Atualmente, como está a cena metal na Suécia? De forma geral, é possível para um músico viver exclusivamente do trabalho com um a determinada banda ou ter uma banda pode ser visto como um "hobby remunerado"?

Olle: Certamente é possível viver apenas da música, mas você tem que fazer bastante turnês. Eu acho que a cena ainda é forte no que diz respeito à qualidade, mas é provavelmente uma verdade dizer-se que há muito mais competição hoje do que em 2000 e pouco. Exsitem muitas bandas de metal na Suécia e elas todas estão dando seu máximo, mas você tem que ouvir algo novo hoje em dia se quiser se impressionar. Vocês deveriam checar nosso Deceptic (da Suécia), eles realmente trazem algo novo para o metal. Excelente banda!

MI: Como foi a experiência de cantar no Amaranthe? Já notaram alguns reflexos deste trabalho na popularidade do Deals Death?

Olle: Foi algo grandioso para mim, pessoalmente; eu amo estar no palco e sempre havia pensado em uma viagem aos EUA. Foi muito divertido. Sim, eu notei que várias pessoas conferiram o Deals Death antes de assistirem aos shows do Amaranthe, isso foi uma experiência muito legal para mim. Vários outros fãs de metal dos EUA agora também conhecem o Deals Death!

MI: Como um cantor de Death Metal, você usa a sua voz de forma bastante específica. Como você costuma manter a voz para suportar todo o show sem desgastar a voz durante as turnês? Teve aulas com um professor, coach ou foi lidando com a música de forma mais independente e experimental? Exitem cantores que te influenciaram ou que você admira, ainda que possuam um estilo diferente?

Olle: Eu uso bastante apoio de diafragma quando eu canto da mesma forma que qualquer cantor que use bastante volume de voz canta. Eu não tenho problemas vocais durante as turnês e nunca aqueço a voz antes dos shows porque tocar todos os dias é todo o aquecimento que preciso. Eu não tive qualquer aula de canto, mas seria legal tentar também! Chuck Schuldiner é uma grande influência e uma coisa engraçada é que nascemos no mesmo dia! Freddie Mercury é o meu maior herói acima de tudo.

MI: Antes dos shows a banda costuma ter algum tipo de preparação ou apenas buscam relaxar e manterem-se no clima para a apresentação em seguida?

Olle: Todos preparam seus instrumentos e se certificam de que tudo funcione perfeitamente. Depois disso nos divertimos, brincamos e tomamos uma cerveja até a hora de subir no palco. Deste momento em diante ficamos totalmente sérios e focados. Pessoalmente não gosto de comer até uma hora e meia antes do show e sempre faço longas caminhadas quando estou em turnê.

MI: Mudando um pouco de assunto, como vocês lidam com o download ilegal?

Olle: Não lidamos com isso de qualquer forma específica mas, claro, se todos pagassem pelas músicas nós provavelmente poderíamos crescer como banda e investir o dinheiro em turnês e merchandise. Mas eu penso: se as pessoas fazem o download de algumas músicas e gostam do que escutam então talvez comprem alguma camiseta oi venham a algum dos nossos shows. Então isso pode ser uma coisa boa também.

MI: Qual tem sido a relação da banda com os fãs, de maneira geral? Existe alguma dificuldade de divulgação hoje em dia, ou as novas tecnologias e redes sociais facilitam a divulgação do trabalho do artista e o contato direto com os fãs?

Olle: Nós amamos interagir com os fãs. O Deals Death é uma banda que curte o contato com os fãs. Mas é quase impossível responder perguntas no Facebook quando as pessoas te escrevem todo dia. Turnês são incríveis porque aí você pode olhar os fãs nos olhos e fazer um bom show para eles.

MI: Quando não estão em turnê, o que os membros da banda mais gostam de fazer?

Olle: Eu gosto de sair de casa, malhar, festejar, ouvir música estar com os amigos. Pessoalmente gosto de viajar bastante quando tenho chance. Alguns membros da banda estudam em universidades e alguns de nós trabalham. Eu trabalho como professor durante a primavera e o outono.

MI: Até mantermos contato para esta entrevista, vocês conheciam alguma coisa sobre o Brasil? Gostariam de conhecer ou realizar shows pelo país?

Olle: Eu nunca estive no Brasil, mas todos no Deals Death gostariam de ir. Os brasileiros parecem muito amigáveis e prontos pra festa. Claro, nós sabemos sobre o grande futebol brasileiro [nota da redação: Ihhh, amigo...], as praias, a floresta incrível que vocês tem. Nós gostamos de assistir artes marciais então logicamente gostamos do Royce Gracie e do Jiu Jitsu brasileiro. Vocês tem grandes lutadores aí, Anderson Silva é o melhor de todos!!! [nota da redação 2: Ihhh, amigo...]

MI: Por fim, existe algum recado que gostariam de passar aos brasileiros?

Olle: Nós gostaríamos de agradecer pelo apoio incrível até agora!!! Tem sido maravilhoso acordar toda manhã e sentir o espírito dos fãs brasileiros de metal. Continuem apoiando a cena!!! Nos vemos por aí!

Confira o vídeo da banda:




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