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Sepultura: "acho que a arte está aqui para quebrar regras"

Por Guilherme Niehues
Fonte: Horns Up
Em 26/10/13

A HORNS UP teve a oportunidade de bater um papo via Skype com um dos maiores guitarristas do Brasil, o ícone ANDREAS KISSER da banda SEPULTURA. O foco da conversa foi o novo álbum da banda "The Mediator Between Head and Hands Must be the Heart" que saiu hoje (25/10) pela Nuclear Blast. Fora o álbum, Andreas comentou sobre as influências, os covers e também o futuro da banda que está prestas a comemorar três decadas de carreira e com isso, a banda que não para, pretende lançar um filme, um DVD e muito mais em comemoração desse fato histórico não somente para a banda, mas também para a cena do metal brasileiro.

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* O áudio da entrevista será disponibilizado até domingo;

HORNS UP - O título do novo álbum do SEPULTURA "The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart" é um tanto quanto longo, ou seja, a banda optou por não mais seguir aqueles títulos mais simples, curtos e "pegajosos". O título em si é inspirado no clássico filme de 1927 chamado "Metrópolis". Sendo assim, poderias explicar um pouco do conceito deste nome, o por que fora utilizado e qual a mensagem que a banda quer passar adiante?

ANDREAS KISSER - Bom, o título foi tirado do filme como você mencionou, e o filme mostra uma sociedade robotizada, trabalhando numa grande empresa e beneficio de poucos, e isso a gente vê muito pela história e até mesmo hoje em dia através de leis e a religião também que poda muito as pessoas. A frase diz que se você tem muita informação na cabeça e ação pelas mãos, sem o coração, sem a parte humana e sem a possibilidade de contestar, você nada mais é do que um robô, tornando a frase bastante poderosa neste sentido, ou seja, que não devemos perder a nossa parte humana, de também não perder aquela habilidade de usar o cérebro e ter um ponto de vista, expressão ou liberdade de expressão. Portanto, não basta você receber uma informação e acreditar nela, sem saber o porque e isso acaba por acontecer demais hoje em dia, por exemplo, a mídia que é totalmente direcionada e certos conceitos, a religião que possuí conceitos absurdos de criação e outras coisas, e as pessoas movem suas vidas de acordo com esses conceitos da qual elas não sabem explicar direito. Todos esses pontos influenciaram o que escrevemos no disco, não estamos fazendo uma trilha sonora para o filme, mas sim de coisas que vemos no dia-a-dia, especialmente por que viajamos o mundo e presenciamos diversas culturas e como cada um vê o mundo de várias maneiras diferentes. E se perdemos todo esse nosso conceito de humanidade, nós iremos virar nada mais do que meros robôs, totalmente controlado, fazendo as coisas sem saber o porque. Essa ideologia é o poder desta frase. E ao mesmo tempo mostra que o próprio povo está robotizado. O lance do "sempre" nunca funcionou com o SEPULTURA, nós sempre trouxemos algo diferente e nova para cada lançamento, e esse "sempre" tem outro sentido de mudar e não sempre fazer, e a partir do momento que você coloca um título longo e a pessoa acha estranho é porque ela está robotizada, porque ela esta com a ideia na cabeça de que um álbum do SEPULTURA precisar sempre possuir um título curto porque sempre foi, acho que a arte esta aqui para quebrar regras. Imagine o mundo sem Leonardo Da Vinci, Salvador Dali, Beatles, Mozart, o que seria do mundo sem esses caras mostrando novas possibilidades para o mundo em geral, e a arte esta aqui para mostrar caminhos novos e quebrar regras, e mesmo porque não tem uma regra que define que o título de álbum tem que ser curto, acho que a liberdade de expressão dentro da arte possibilita que possamos realizar coisas iradas e que de novas possibilidades, e bote a cabeça pra funcionar.

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HORNS UP - Liricamente o SEPULTURA sempre evoluiu de lançamento para lançamento desde a época com Max na banda. E essa semana publiquei uma nota aqui na própria HORNS UP sobre um track-by-track comentado por você mesmo, que descreve as músicas destes novo álbum. E teve uma das músicas que me chamou a atenção que é sobre o incidente que ocorreu em Santa Maria - RS, onde a cidade e o país ficaram em luto devido a uma tragédia, um incêndio em uma casa noturna, matando várias pessoas. E, confesso que achei a ideia bastante bacana, afinal a banda possui uma história não só com o Brasil, mas com o mundo e vocês sempre tentam retratar as suas origens, sejam por homenagens, influências ou até mesmo os experimentalismo aplicado a música do SEPULTURA. Como surgiu a ideia de falar sobre esse assunto? Você se sentiu tão impressionado pelo tamanho do incidente e existiu alguma necessidade de expor o sentimento desta tragédia em uma música do novo álbum?

ANDREAS KISSER - Foi um choque pro Brasil inteiro, o Brasil parou em ver uma cidade perder grande parte de sua juventude, onde famílias perderam dois ou três filhos, eu tenho filhos e eu sei a importância que isso tem na vida de uma pessoa. E o que mais me marcou foi ver aquele velória coletivo no ginásio, as pessoas perplexas em choque enterrando seus entes queridos, uma geração perdida, jovens que perderam uma chance de ter uma história e foi uma coisa brutal, bastante triste. E ao mesmo tempo esse tema o luto, é comum a qualquer um no planeta, independente da religião, da politica, é um sentimento de perda e incredulidade onde o mundo para e você precisa de um tempo para se restabelecer do choque desta porrada. Então, acho que foi inspirada nesse momento tão duro e doloroso que o país todo sentiu e depois veio uma onda positiva de fiscalizações para avaliar se as casas se mostravam seguras, especialmente a corrupção para conseguir o alvará... ou seja, toda a consequência dessa tragédia, não só o lance da banda colocar fogo, mas uma cascata de inapetência, que é um absurdo e isso revolta realmente. E você ainda vê esse tipo de coisa acontecendo, paga uma graninha aqui e uma graninha ali, nada é feito com seriedade. Acabou de cair um prédio aqui em São Paulo pelo mesmo motivo. As coisas tem que parar, ser séria e não é algo que se deva esperar acontecer para então tomar um atitude. E a música tem bastante daquele sentimento de perda que é aquele sentimento brutal, e que todos passam na vida.

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HORNS UP - Tive a oportunidade de ouvir o novo álbum do SEPULTURA desde o inicio da semana e eu pude perceber que vocês esquecem da onde vocês vem, e vocês possuem um som bem mais direto com a saída do Max e a entrada do Derrick na banda. Vocês tiveram uma nova roupagem, saindo daquele som Death/Thrash executado para um Hardcore, algo realmente mais rápido e bem mais forte. Esse álbum, comparado ao Kairos ou qualquer outro álbum da banda, houve alguma mudança no processo de composição? Por que? Bom, este é o álbum de estréia do Eloy Casagrande (bateria) com o SEPULTURA e pelo que eu li dos teus relatos, o Eloy ajudou no processo de criação de algumas músicas e na criação/composição do novo álbum.

ANDREAS KISSER - Então, eu acho que a principal mudança na composição, realmente é a entrada do Eloy, a troca de bateristas do álbum Kairos que contava com o Jean na bateria para o "Mediator" que conta com o Eloy. Na própria turnê do Kairos, onde fomos para diferentes locais executar o nosso som ajuda a coletar novas influências e desenvolver a música que fizemos no Kairos, isso sempre traz algo novo e uma evolução para a banda. O Eloy tem um sangue mais metal que o Jean, do qual o Jean não conhece muitas bandas de metal e o nosso novo baterista tem esse conhecimento mais underground, daquelas bandas que serviram de influências para com o SEPULTURA. Ambos os bateristas possuem a mesma técnica, porém o Eloy toca com uma brutalidade maior, realmente ele é mais Metal, ele conhece a música da banda, respeita muito o que o Igor e o Jean fizeram, mas ele traz coisas novas e parece que ele pode fazer qualquer coisa na bateria, sabe? Realmente é um música excepcional e um baterista que eu nunca vi igual, e isso traz novas possibilidades. O "Mediator" realmente começou com alguns riffs de guitarras e algo que ele fez na bateria, alguns loops, algumas levadas e algumas ideias. Começamos a tocar por computador, a partir daí surgiu as primeiras ideias e então partimos pro estúdio e começamos a desenvolver o novo álbum. A gente chegava a desafiar um ao outro, eu pensava "será que o Eloy vai conseguir fazer isso?" e então ele devolvia a bola para ver se eu conseguia fazer e isso acabou levando a música do SEPULTURA para outro nível e aplicando o que sempre fizemos de trazer aquela sonoridade do Death e Thrash do passado, sem esquecer aquelas coisas da percussão que a gente curte bastante. Todos ajudaram no processo de composição, o Derrick e eu criando as letras e procurando os nomes para as músicas, as linhas de baixo do Paulo e o Ross Robinson trazendo as sugestões, achando os sons certos para as partes certas que completam a música, e foi um grande trabalho de equipe. Mas, a grande diferença realmente deste álbum é o Eloy e a presença do Ross Robinson.

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HORNS UP - Ross que é um velho conhecido da banda também. E falando em baterista, vocês tiveram um convidado mais do que especial, a lenda do Thrash Metal DAVE LOMBARDO (ex-Slayer). Como surgiu a ideia de chamar o Dave e querer que ele assumisse as baquetas na música "Obsessed"?

ANDREAS KISSER - Bom, na verdade a participação do Dave foi uma ótima surpresa. Tudo aconteceu quando o Dave estava passeando com os seu cachorro e filhos perto do estúdio de Ross. Dave acabou ligando para o Ross perguntando o que havia de novo, o que ele andava fazendo, e o Ross comentou que estava gravando o novo disco do SEPULTURA e convidou ele a vir ao estúdio para uma jam. Dave chegou de surpresa, e na hora tivemos que correr para montar o kit de bateria, e ele ficou algumas horas conosco tocando no estúdio e foi mágica, afinal é o Dave Lombardo, e SLAYER sempre foi uma grande influência para a banda. E foi simplesmente fantástico, foi lindo ver duas gerações de bateristas tocando juntos, se respeitando e se admirando mutuamente. Foi lindo.

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HORNS UP - O "Mediator" apresenta dois covers, um da banda DEATH com a música "Zombie Ritual" e a outra que é cantada em português "Da Lama Ao Caos" do Chico Science e Nação Zumbi. Um pouco antes da nossa entrevista, eu acabei conferindo a "Zombie Ritual" que foi disponibilizado no YouTube e eu digo que realmente ficou fantástico. Como surgiu a ideia de regravar um dos clássicos da banda DEATH? Uma vez que a banda fora uma grande influência para a geração atual e a geração de quando a banda ainda era ativa.

ANDREAS KISSER - O DEATH, no inicio da banda foi uma grande influência, se você escutar o Morbid Visions (1986), o Bestial Devastation (1990) você sente muito ali do Death no nosso som, até mesmo o Schizophrenia (1987) tem essa pegada. E o Chuck foi um dos primeiros de fora a usar uma camisa do Bestial Devastation e um dos primeiros a abraçar a banda vinda do Brasil e isso é muito motivante para uma banda que estava começando, ainda mais quando um dos teus ídolos usa uma camisa do SEPULTURA, é bastante gratificante. E a gravação do cover foi uma maneira de homenagear. Sempre fizemos covers de várias bandas, e desta vez pensamos no que poderíamos fazer, e acabou surgindo a ideia de gravar Death e foi isso, acabou acontecendo.

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HORNS UP - Agora, falando sobre a música "Da Lama Ao Caos", vocês realmente conseguiram transformar ela em uma versão Metal, e muito bem executada. Agora, eu só fiquei confuso quanto ao vocal que canta na música. Por ela ser em português, o Derrick não conseguiria cantar com o seu "portuinglês" meia boca, e você sempre se julgou um péssimo vocalista. Então... quem diabos canta essa música? Uma vez que a música foi muito bem cantada e se parece em muito com a original.

ANDREAS KISSER - [risos] Aquela coisa de guitarrista mesmo, que sempre acha que a voz não é boa e etc., mas ultimamente eu tenho usado mais a minha voz, não que eu não tinha usado no SEPULTURA, o próprio cover de Policia de 94 que fora o último cover que fizemos em português junto com o Crucificados pelo Sistemas do Ratos do Porão onde eu dividia a minha voz com a do Max no estúdio e também já utilizei minha voz em alguns lances do Against (1998) e em outros álbuns e algumas frases, e vocal de apoio eu sempre faço, e nos meus álbuns solos também fiz algumas linhas de vocais. E como o Derrick não tem essa influência, e foi um desafio foi um desafio porque é dificil cantar Chico Science porque tem as palavras e o sotaque da região, mas saiu tudo certo, curtimos fazer o cover e a própria música é pesada, já tem umas guitarras pesadas. Portanto, não foi tão difícil "sepulturizar" o som, e queríamos fazer algo em português, uma vez que desde 94 que não realizávamos nada em português. E claro, Chico Science foi sempre uma influência para nós, sempre que podíamos tocávamos alguns trechos do Chico em nossos shows e ele também executava algo do Sepultura na época. E a gente tem uma amizade fantástica com a Nação Zumbi, infelizmente o Chico Science morreu prematuramente em 1997, mas decidimos fazer uma homenagem ao nosso grande amigo e uma das grandes influências da música brasileira.

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HORNS UP - Para o "Mediator" em Abril de 2013 vocês possuíam 13 músicas gravadas e 2 covers, segundo as fontes que pesquisei por aí. No CD existem 10 músicas, e se contarmos com a edição especial, ainda existe uma música da banda e o cover do DEATH. Totalizando então, 11 músicas e 2 covers. Essas músicas que não entraram no álbum, existe a chance de termos ela disponível como singles ou em algum lançamento futuro pelo SEPULTURA?

ANDREAS KISSER - Realmente entramos com mais músicas no estúdio com o Ross, tocamos uma por uma e resolvemos tirar duas músicas. Porém, acabamos não trabalhando nelas e elas ficaram do jeito que deixamos nas demos aqui no Brasil, não chegamos a gravar e nem nada. Não temos planos de trabalhar com elas, talvez para um próximo trabalho se trabalharmos de uma forma diferente e elas soarem diferentes... mas, ainda não sabemos.

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HORNS UP - A banda surgiu em 1984, você ainda não era da line-up, mas de qualquer forma a banda completa ano que vem, 30 anos de carreira. Talvez seja cedo para perguntar, mas existe algum plano de comemoração, um show especial ou um material especial? Ou vocês ainda não chegaram a pensar na ideia de realizar alguma comemoração?

ANDREAS KISSER - 30 anos são importantíssimos, é uma data muito especial realmente e não é qualquer banda que possui uma carreira tão duradoura. Mas, vamos celebrar, com certeza. Todos os shows do SEPULTURA são uma celebração, já que contemplamos toda a história da banda. Estamos planejando um filme da história da banda com um produtor do Brasil que acompanha a banda durante os últimos 3 anos e conseguindo depoimentos de roadies, amigos e ex-membros da banda e espero que esse material esteja finalizado até o final do ano que vem, digamos que próximo a data 4 de dezembro que foi o primeiro show realizado pelo SEPULTURA em Belo Horizonte em 84. Também temos o DVD do Rock In Rio com o Tambours du Bronx que deve sair no ano que vem, e também estamos trabalhando em uma cerveja com a marca da banda, além de um molho de pimenta, ou seja, existem várias possibilidades que mostra que a banda muito interessante com um grande disco e uma grande gravadora. O momento é de celebração mesmo, e esse é o intuito do documentário, mostrar o que é a banda e o do porque estamos ainda aqui. O filme não tem a intenção de lavar roupa suja, cada um tem seu ponto de vista e é muito difícil as pessoas mudarem seus conceitos, e eu me incluo nessa. A ideia é respeitar o que o SEPULTURA é hoje, e respeitar o que o Max está fazendo hoje e o Igor também.

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HORNS UP - Como vocês também estão produzindo um filme, o METALLICA recentemente liberou para as telonas a sua película contando um pouco da história da banda e etc. O SEPULTURA tem a mesma ideia de apresentar este filme nos cinemas?

ANDREAS KISSER - Sem dúvida, é uma forma de comunicação fantástica, você vê várias biografias que contém vários detalhes que muitos desconhecem especialmente com o SEPULTURA. Muita gente tem preconceito com o Metal aqui no Brasil uma vez que o país é o berço de Ayrton Senna, Pelé, Carmen Miranda e da Bossa Nova, e o Metal é uma referência da cultura brasileira que é praticamente ignorada pelos prêmios de música, onde qualquer outro movimento cultural brasileiro como o Criança Esperança e outros movimentos acabam ofuscando o Heavy Metal, porém é super respeitado lá fora, tem uma importância incrível e realmente faz parte da cultura brasileira. Então realmente trabalhamos para que o Brasil reconheça este estilo de música como uma parte da cultura de nosso país. Fora que o público brasileiro é fantástico, bandas como Black Sabbath, Iron Maiden e Metallica conseguem ter seus shows com ingressos esgotados em pouco tempo e mostra que o país pode ser muito mais participativo na cena do que já é.

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HORNS UP - E já que você comentou que se deve respeitar o que o Max e o Igor fazem hoje, eu queria lhe fazer uma pergunta direcionada agora. Pela sua agenda, nos últimos três dias você vem fazendo várias entrevistas, e é sempre comum o entrevistador perguntar sobre uma reunião da formação clássica do SEPULTURA. Eu não quero ser mais do mesmo, então vou direcionar a minha pergunta para algo diferente: o MAX com a sua banda SOULFLY liberou o álbum Savages (2013) há pouco tempo, você chegou a ouvir o trabalho ou você acompanha o trabalho do Max?

ANDREAS KISSER - Tenho conhecimento, lógico. Já fui assistir SOULFLY algumas vezes e tudo, não tem "bad blood", acho que o inconformismo vem mais do outro lado. Mas, assim minha opinião não importa, e eu acho legal ver o que o Max faz e ele ta aí fazendo a carreira dele, foi a escolha dele de sair e ter mais controle sobre as coisas e também sua mulher que é a Manager né?

HORNS UP - Andreas, e para finalizar nossa entrevista, eu gostaria de lhe perguntar qual será o plano de divulgação do álbum? Claro, vocês irão sair em uma exaustiva turnê pela América do Norte, Europa e até para o outro lado do mundo. Mas, o Brasil está incluindo nessas turnês? Para onde vocês vão, como será o trajeto da banda?

ANDREAS KISSER - Com certeza! Temos uma turnê agora nos Estados Unidos e no Canadá por 3 semanas que será abertura do disco, e logo em fevereiro/março nós temos uma turnê Europeia de 6 semanas com o Legion Of The Damned e Flotsam e Jetsam. E o Brasil se encaixa nesse processo de divulgação, já tocamos alguns shows aqui em São Paulo e temos um show em Vitória ainda, mas ainda é um pouco difícil de conseguir excursionar no país por duas ou três semanas direto, nós tocamos e vamos achando os buracos que permitem ao SEPULTURA tocar, dependendo, claro de onde estamos. Mas, um novo álbum saiu e claro que vamos para tudo quanto é lugar levar o nosso trabalho adiante.

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