Destruction: "Não estamos copiando nossos trabalhos antigos"

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Por Ferrr Barone, Fonte: Guitar World, Tradução
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Aniruddh "Andrew" Bansal, da GuitarWorld.com, recentemente conduziu uma entrevista com o vocalista/baixista Marcel "Schmier" Schirmer, dos veteranos alemães da banda thrash DESTRUCTION. Leia trechos que se seguem:

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GuitarWorld.com: Seu novo álbum, "Spiritual Genocide", saiu na América do Norte em fevereiro, mas já está disponível na Europa desde novembro de 2012. Qual foi a razão do atraso no lançamento americano?

Schmier: Se eu fosse a gravadora, teria lançado ao mesmo tempo, mas isso não nos diz respeito. Acho que a razão foi por dezembro não ser um mês para lançamentos de heavy metal, então o selo disse que não havia chance de lançar o álbum naquele mês. Então passamos para janeiro. Mas tivemos que esperar até que a Nuclear Blast encontrasse uma nova distribuidora na América. Por isso houve um atraso de três meses na América em comparação com a Europa, o que é meio ruim, mas não houve nada que pudéssemos fazer. Tudo o que pudemos foi adicionar algumas faixas bônus. Temos quatro faixas adicionais só para a América.


GuitarWorld.com: Eu ia te perguntar sobre as bonus tracks. são quatro regravações do álbum Metal Discharge, certo? Por quê vocês escolheram músicas desse álbum em particular?

Schmier: Elas não são nem regravadas, mas versões remixadas, na verdade. O Metal Discharge é um álbum legal, mas não tem o melhor som. Tentamos fazê-lo soar como um álbum 'de volta às raízes', mas não funcionou tão bem assim. O som da bateria é péssimo nesse álbum. Então foi meio que uma coisa boa para nós mostrar ao mundo que o Metal Discharge tem músicas legais se elas soarem direito, por isso pegamos músicas desse álbum. Elas foram remixadas, e como você pode ver, funcionou muito bem se você compará-las às originais. Elas simplesmente soam muito melhor.

GuitarWorld.com: Você diria que o álbum é mais atmosférico e sombrio do que alguns dos mais recentes?

Schmier: Possivelmente. É meio difícil pra mim dizer isso, criticar meu próprio trabalho. Acho que o álbum novo é rápido e ritmado, mas também oferece variedade. Se você gosta só de thrash, é claro que você está se limitando em sua fantasia thrash. Nenhuma das músicas desse novo álbum tem o mesmo tempo. Todas elas tem raízes e velocidade diferentes, então a variedade no álbum também o torna um pouco mais obscuro. Não é um álbum lento, só existe mais variedade nele. Alguns dos álbuns que fizemos no meio dos anos 2000 eram lentos. Esse tem partes ultra rápidas também.

GuitarWorld.com: Seu objetivo era fazer um álbum mais variado, com algo além de apenas thrash, ou isso foi algo que saiu naturalmente quando vocês começaram a escrever?

Schmier: Quando você começa a escrever, é claro que já sabe qual estilo quer e onde quer levá-lo. Como músico, você sempre quer criar algo novo, sabe. Senão você será criticado por se repetir. Com esse novo álbum não estamos apenas copiando nossos trabalhos antigos ou o trabalho de outras bandas de thrash. Há um monte de ideias novas, e estou orgulhoso de ainda podermos vir com isso após todos esses anos. É fácil escrever um álbum brutal, mas é muito difícil escreve um álbum brutal que tenha variedade e estilo nas músicas.

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Sobre Ferrr Barone

Fernanda é jornalista, professora de inglês e amante de música. Começou a ouvir metal desde pequena, mas aos 11 anos se dirigiu mais ao estilo ouvindo Avantasia, Angra e Nightwish. Decidiu cantar sob a influência de Tarja Turunen. Estudou canto lírico e agora estuda belting. Já teve uma banda (que não deu certo). Ama escrever, ir a shows e ver filmes. É atualmente uma das mantenedoras do site FlooRocks, o fã-clube da Floor Jansen no Brasil.

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