Idol Standard: o hardcore em busca de novos caminhos

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Por Genilson Alves
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Na ativa desde 2005, o grupo paulistano Idol Standard, hoje formado por Eder Ramos (vocal), Augusto Rotta (baixo), José Jr. (bateria), Flávio Rotta (guitarra) e Alex Nicolau (guitarra), acredita que para se destacar no cenário em que atua é preciso sair do confinamento imposto pelos rótulos, e para isso adiciona ao seu hardcore elementos de estilos diversos, principalmente do rock alternativo dos anos 90. Após abrir shows de Dead Fish e Noção de Nada, se apresentar dentro de uma estação de metrô em um projeto da prefeitura e aparecer até no site da MTV, a banda, que já soltou uma série de singles virtuais, prepara o lançamento do primeiro EP. Saiba mais na entrevista a seguir.

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O Idol Standard está na ativa há oito anos, três desses com a atual formação. Como vocês avaliam a trajetória da banda?

José Jr.: Nossa trajetória segue um caminho mais voltado em fazer o som que gostamos, acima de tudo. Iniciamos com poucas pretensões e poucos recursos, fomos lapidando nosso estilo a partir das referências que cada um trouxe e somou para a banda, ficamos um tempo ensaiando e compondo, fazendo jams e tirando covers, porque isso era o que nos bastava até então. Naturalmente, buscamos mostrar nosso som para as pessoas, então visualizamos que estávamos fazendo algo novo, não fomos buscar o que estava sendo feito na época ao nosso redor, e tentamos trazer essa liberdade em nossas músicas até hoje. Em um contexto mais recente, estamos buscando divulgar ao máximo nosso som para as pessoas, à medida que conseguimos investir nos registros de nossas músicas e alcançamos mais espaços para mostrar nosso trabalho, esse tem sido nosso foco.

Como definem o som de vocês hoje?

Augusto Rotta: Há um tempo nos fizemos a mesma pergunta, vendo a importância que isso tinha para nossa própria identidade e na direção que deveríamos tomar para crescer como banda. Hoje em dia deixamos essa preocupação de lado, entendendo que na verdade definirmos a nós mesmos seria uma atitude limitadora. O que podemos dizer é que estamos dentro do Rock, dando espaço para as nossas influências e ao que é peculiar do nosso conjunto. Claro que temos traços mais fortes de um determinado estilo, e a necessidade de rotular nos alcançará mais cedo ou mais tarde, porém esperamos que isso venha de fora e não de dentro do grupo. Enfim, queremos que as pessoas se identifiquem com o som antes de identificá-lo.

As letras do Idol Standard são em inglês. Já houve alguma cobrança externa para compor em português, ou em algum momento a banda cogitou seguir por esse caminho?

Eder Ramos: Desde o começo da banda compomos em inglês e sempre foi bem natural e aceito por todos, talvez pela questão de termos mais aproximação da música internacional. Atualmente, estamos trabalhando em músicas em português, sem seguir qualquer rótulo. Há até duas músicas que trabalharemos nos próximos ensaios, com temas que refletem conflitos da nossa sociedade. Uma delas se chama "Pés Descalços" e a outra "Laissez-Faire", que é um termo em francês, porém a música é em português. Ambas as músicas saíram de uma forma natural, e não necessariamente por alguma cobrança externa, porém é nosso interesse tentar se aproximar das pessoas que gostam do som e fazer com que a mensagem chegue até elas, seja em inglês ou em português, não tem uma regra especifica, mas achamos importante mesclar os dois no momento, já que as ideias surgiram, é só um novo desafio para nós, pois, acima de tudo, o que procuramos é sempre manter nossa identidade viva.

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Alguma das músicas lançadas como single entrará no EP que está sendo produzido? Há previsão de lançamento, algum selo interessado em distribuí-lo?

Flavio Rotta: Os quatro singles virtuais já lançados entrarão no EP. Pensamos em incluir mais duas musicas inéditas para completar esse projeto, que tem previsão de ser lançado no início do segundo semestre. No momento não estamos em contato com nenhum selo, mas desejamos que esse trabalho alcance um bom número de pessoas e sabemos que esse caminho nos ajudaria a concretizar isso.

Os dois últimos anos foram bastante positivos para a banda em termos de exposição. Além de shows, vocês participaram de uma compilação da Antireckordz (selo de Nenê Altro, do Dance Of Days) e foram destaque no site da MTV. Além da gravação do primeiro EP, quais são os planos para 2013?

Alex Nicolau: O lançamento do EP é um acontecimento que gera outros acontecimentos, no sentido de promovê-lo. Então é provável que neste ano tenhamos um clipe de alguma música do EP e um show de lançamento que posteriormente deve ser divulgado em vídeo na internet. Após o EP lançado, a previsão é voltar ao estúdio logo em seguida para o início das gravações do primeiro álbum. Além disso, continuaremos compondo novas músicas e buscando novos espaços para shows.

Espaço aberto para as considerações finais.

Alex Nicolau: Agradecemos a todos que acreditam no nosso trabalho e na música independente. Nossa caminhada é difícil, mas realmente não há nada mais prazeroso do que tocar, por isso seguimos em frente, curtindo cada momento, e 2013 ainda será um ano de boas novas. Para quem não conhece nosso som, estamos nas redes sociais e agora com um site também: www.idolstandard.com. Lá tem músicas, fotos, downloads, notícias e tudo relacionado ao nosso trabalho.

Idol Standard - Live Better Again




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Sobre Genilson Alves

Genilson Alves é jornalista e autor do blog Radio Sehnsucht.

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