Steve Harris: Iron Maiden, Lion e Number of The Beast
Por Fernando Portelada
Fonte: Blabbermouth
Postado em 02 de novembro de 2012
Matt Wardlaw do Ultimate Rock Classics.com conduziu uma entrevista com o baixista do IRON MAIDEN, Steve Harris. Alguns trechos desta conversa podem ser lidos abaixo.
Ultimate Rock Classics: O "British Lion" é um dos melhores materiais que ouvi nos últimos anos. Tudo parece ser bem natural e deve ter sido bem divertido escrever, gravar e tocar esse disco.
Harris: "Sim, foi tudo sem pressão alguma. Eu absolutamente amo o que eu faço com o MAIDEN, e adoro cada minuto disso também. Isso é bom de uma forma bem diferente. Acho que porque as pessoas com quem trabalho ainda não tiveram o mesmo tipo de sucesso ou destaque que eu tive, então todos são bem "pé no chão" com isso tudo. É ótimo."
Ultimate Rock Classics: Além de sua preocupação sobre as pessoas darem ou não uma chance a esse álbum, a recepção em geral foi bem positiva.
Harris: "Foi positiva na maior parte. Houve algumas pessoas que não foram muito gentis com ele, mas é só questão de opinião e isso é justo o bastante. Mas eu acho que as pessoas se sentiram assim logo que ouviram o álbum pela primeira vez, quando estávamos fazendo playback online, sem ter a real chance de absorver seu conteúdo. Acho que algumas dessas pessoas possam ter mudado sua cabeça e algumas não. Mas ele é o que é. Tenho esperanças que as pessoas gostem dele, mas se não gostarem, bem, eles podem dar o disco para outra pessoa."
Ultimate Rock Classics: "Faz 30 anos desde o "The Number Of The Beast" (do IRON MAIDEN), que foi o começo de uma época muito importante para sua banda, o que você pensa ao olhar para trás neste período?
Harris: "Bem, foi uma época muito assustadora também, porque nós tínhamos acabado de trocar de vocalista e foi um período muito traumático para todos. Estávamos preocupados se as pessoas iam gostar do novo vocalista [...] Sabíamos que tínhamos um álbum forte e sabíamos que Bruce (Dickinson) era um ótimo cantor, mas você simplesmente não sabe como as pessoas vão reagir. Felizmente todos gostaram e pudemos continuar daquele ponto."
Ultimate Rock Classics: É incrível ler que você trabalhou do nada em um álbum e com muito pouco material preparado antes da gravação, e ainda assim foi um disco que fez um absurdo sucesso. Como isso mudou sua abordagem para gravações futuras? Começar dessa forma foi uma coisa boa?
Harris: "Totalmente. Sim. Nós não tínhamos material. Nós usamos tudo que tínhamos em períodos anteriores. [...] No segundo álbum, "Killers" só havia três ou quatro músicas totalmente novas. O resto era de material que já tínhamos guardado. Havia, portanto, muita pressão. Não somente tínhamos um novo cantor, mas ainda tínhamos que fazer aparecer a matéria prima de um álbum realmente forte. O curioso é que escrevemos tudo em um período de duas ou três semanas, já que era todo o tempo que tínhamos. Isso nos colocou muita pressão, mas também ditou o modo que temos gravado desde então. Nós percebemos que trabalhamos bem sob pressão. Nos permitimos um tempo específico para compor e é assim que nós fazemos. Nunca escrevemos na estrada. Só compomos lá. No momento. E tem dado certo desde então.
Leia a entrevista completa (em inglês) em:
http://ultimateclassicrock.com/iron-maiden-steve-harris-british-lion-solo-album-30th-anniversary-number-of-the-beast/
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