Emilie Autumn: "Os brasileiros tem o meu coração"
Por Vicente Reckziegel
Fonte: Witheverytearadream
Postado em 13 de setembro de 2012
Dia 2 de Dezembro, no Inferno Club em São Paulo, Emilie Autumn estará realizando o que pode ser definido como um grande espetáculo, pois a artista americana dá um show à parte durante as apresentações (confiram alguns shows no youtube e entenderão o que estou dizendo). Apesar da agenda corrida, pois está em plena divulgação do disco "Fight Like A Girl", ela encontrou um tempo para realizar esta entrevista comigo, onde demonstra felicidade por voltar a se apresentar no Brasil e alguns detalhes sobre o show e sobre o novo disco. Confiram o que Emilie tem a dizer...
Vicente: Você vai tocar no Brasil agora em Setembro. O que você espera deste show?
EA: Eu sei como os "Plague Rats" do Brasil são apaixonados, e eu sou muito grata por ser convidada a voltar ao seu país e ser abraçada por essa paixão, mais uma vez. Como da última vez, eu tenho certeza que nunca mais vou querer sair!
Vicente: E o que os fãs daqui podem esperar da Emilie Autumn?
EA: Os "Plague Rats" do Brasil podem esperar que, Crumpets e eu, vamos dar o nosso coração, o nosso amor e, podem apostar, o nosso melhor. Sabemos que isto é o que você demonstra para nós, quando você vem para o show, e com toda essa energia linda em um lugar juntos, não há nenhuma maneira que a magia não possa acontecer.
Vicente: Quais são as músicas que nunca podem estar fora da lista do seu show? Quais são as novas músicas que certamente entrarão no set list?
EA: Esta é uma grande questão! Eu sei que não posso fazer um show sem a realização de "The Art of Suicide", e, provavelmente, "Liar" também. Eu, naturalmente, estarei apresentando "Fight Like A Girl" e "Time for Tea", e também incluirei "Gaslight", "Goodnight, Sweet Ladies" e "Scavenger".
Vicente: Você já tocou em muitos países no mundo nos últimos anos. Você acha que esses dias são melhores ou piores para os artistas em geral?
EA: Honestamente, eu realmente não sei como estão as coisas para outros artistas. Para mim, eu encontrei "Plague Rats" apaixonados em todos os países que eu já visitei. Sou simplesmente grata por isso.
Vicente: Você acaba de lançar "Fight Like A Girl". Como está a divulgação do disco? Quando e onde foi gravado?
EA: Eu gravei o álbum inteiro sozinha no meu estúdio Asylum, que é chamado The Cell. Foi um processo muito particular, e eu acho que isso fica demonstrado na sinceridade e na honestidade. Eu gravei o álbum em 2012, e foi realmente muito difícil parar e dizer: "Está pronto".Eu poderia ter continuado, acrescentando mais músicas, contando mais histórias, mas finalmente percebi que, se era pra sair algo musical do Asylum, era melhor eu parar e dar algo afinal aos fãs.
Vicente: E a reação dos fãs foi como você esperava?
EA: A reação dos "Plague Rats" em todo o mundo, e até mesmo na imprensa, tem sido muito melhor do que eu poderia esperar. Fiquei impressionada com o fato de que todos parecem compreender exatamente o que eu estava tentando fazer com este álbum original - que este não é um disco de Rock num todo, mas é uma espécie de teatro musical, e que tudo isso é sobre uma história que quis contar.
Vicente: Além de ser uma cantora, você toca violino, piano, cravo, e também é uma poetisa, escritora e atriz. Um dia de 24 horas não é pouco tempo para você?
EA: Eu vou ser honesta, é difícil e muitas vezes desgastante fazer todas essas coisas e fazê-las muito bem, da melhor maneira que posso, mas eu fico realmente cheia de energia, pela incrível sensação de me expressar e compartilhar a mim mesma através dessas atividades com o resto do mundo, eu não consigo pensar em fazer apenas uma dessas atividades. Vale a pena não dormir às vezes (risos).
Vicente: Olhando para trás, quando você começou, quais foram as suas maiores influências?
EA: Quando eu comecei a tocar, estive inicialmente focada exclusivamente no violino, meus heróis eram, naturalmente, violinistas, grandes nomes como Itzhak Perlman e Nigel Kennedy. Então, enquanto eu ia me interessando em diferentes gêneros de música, Jimi Hendrix foi uma inspiração muito grande, junto com os grandes nomes do jazz, e depois, quando me tornei uma cantora, artistas como Queen, Morrissey e David Bowie foram músicos que eu vim a admirar. Mas a verdade é que, o tempo todo, meu amor pelos musicais da Broadway, e do teatro em geral, teve muito mais a ver com quem eu sou hoje, como eu canto e interpreto do que os outros.
Vicente: Em poucas palavras, o que você acha sobre esses artistas:
Courtney Love, Queen, Cindy Lauper e Otep:
EA: Bem, três dos quatro são muito, muito talentosos mesmos (Nota: dêem seu voto sobre qual seria o artista "não talentoso", creio não ser tão difícil imaginar)
Vicente: Por fim, deixe uma mensagem para todos os brasileiros que amam o som de Emilie Autumn.
EA: Os "Plague Rats" brasileiros têm o meu coração, e eu estou muito honrada de ser capaz de fazer nossas vozes soarem juntas mais uma vez! Obrigado por nos convidar para seu perfeito lar e mostrar para mim que o Asylum existe verdadeiramente em todos os lugares. Todos nós temos um lar, juntos. Agora se preparem para lutar!
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O melhor baixista da história do heavy metal, segundo o Loudwire
O disco mais extremo da carreira de Rick Rubin; "Todo mundo tinha medo"
Nem Robert Plant se atreve: a música que ele diz não conseguir cantar de jeito nenhum
O melhor disco de death metal de cada ano, de 1985 até 2025, segundo o Loudwire
O melhor disco de heavy metal lançado em 1988, de acordo com o Loudwire
O melhor disco de heavy metal de cada ano da década de 1970, segundo o Loudwire
A música que Brian Johnson chamou de uma das melhores do rock: "Tão bonita e honesta"
A única banda que Jack Black coloca no "mesmo patamar" dos Beatles; "lava criativa"
Regis Tadeu não foi ao AC/DC e não se arrepende nem um pouco, saiba o motivo
Pink Floyd é homenageado em nova espécie de peixe raro descoberta por pesquisadores brasileiros
A melhor música do primeiro disco do Iron Maiden, segundo o Loudwire
A música do AC/DC que causa arrependimento em Angus Young
Loudwire coloca América do Sul em lista com os 11 melhores álbuns de progressive doom
"Você também é guitarrista?": Quando a Rainha da Inglaterra conheceu lendas do instrumento
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
A melhor música dos Beatles de todos os tempos, segundo Keith Richards do Rolling Stones
A famosa banda brasileira que Rafael Bittencourt quase foi linchado por não conhecer
Jack White conta o que aconteceu na turnê que separou o White Stripes


Kirk Hammet: "não sou um Van Halen, ainda estou aprendendo"
Dio: "Ozzy me odeia quando estou no Sabbath!"



