Kim Fowley: "G'N'Roses é a última grande banda da história"
Por Nacho Belgrande
Fonte: Playa Del Nacho
Postado em 10 de maio de 2012
Entrevista conduzida originalmente por Gerry Gittelson
Traduzida por Nacho Belgrande
O website estadunidense METAL SLUDGE divulgou essa semana uma entrevista com o notório empresário e produtor musical KIM FOWLEY, que descobriu as RUNAWAYS e por um breve momento foi envolvido com o GUNS N’ ROSES nos primórdios da banda, chegando inclusive a ser cogitado para a produção do primeiro registro fonográfico da banda.
Guns N' Roses - Mais Novidades
O que segue abaixo é uma compilação de trechos selecionados da conversa.
Sludge: O Guns N’ Roses acaba de entrar pro Rock N’ Roll Hall Of Fame. Qual sua opinião sobre a banda?
Fowley: Era um misto de loucura, genialidade, violência e bondade. Eles viviam no futuro e estavam lutando para sobreviver a sua presença sub-humana, mas eles tinham sonhos futuros sobre-humanos. Eles eram interessantes sob essa perspectiva.
Sludge: Nós fizemos uma entrevista com a primeira empresária do Guns N’ Roses, Vicky Hamilton, e ela parecia lembrar claramente de você oferecendo ao Guns N’ Roses 25 mil dólares por direitos de edição de três das três melhores músicas deles, incluindo ‘Welcome To The Jungle’. Qual sua versão dos fatos?
Fowley: Você quer dizer no apartamento na rua Clarke? Eu não ofereci a eles dinheiro algum por nada.
Sludge: Então…
Fowley: Veja bem, o que rolava na época era: Jenny Price era minha secretária, depois ela virou funcionária de gravadoras e descobriu Jewel para a Atlantic e outras coisas. Na época, ela era minha secretária trabalhando em Burbank, enquanto eu estava vivendo nos arredores de Chicago, mas também tinha um escritório em Los Angeles.
Isso foi antes da internet, claro. Ela e David Carr, que tinha dois títulos de graduação em música, eram quem eu costumava ligar pra saber o que rolava na cena das casas noturnas de Los Angeles. Jenny era uma ruivinha baixinha, linda, com o cérebro de uma mulher de 50 anos, mas aparentava 18, e tinha 21 ou 22 anos naquele tempo. Ela me contou empolgada do Guns N’ Roses, que eles eram deuses e que eu tinha que me envolver. Eu disse ‘OK, me dê o telefone deles’.
Sludge: OK, tô escutando.
Fowley: Ela me deu o número de Izzy. Eu liguei e disse, "Eu sou Kim Fowley, Jenny Price disse que vocês são deuses. Ela disse que vocês são legais e eu estou interessado em trabalhar com vocês."
Eu perguntei a ele o que ele queria e pra que me enviasse uma demo, e eles tinham uma demo de três músicas. Ele mandou a demo, e a primeira música era ‘Welcome To The Jungle’. Isso foi em 1985, por aí. Eu liguei de volta e disse: "Isso é muito bom."
Izzy disse: "Você leu minhas exigências?" Ele queria seu próprio trailer privado como aqueles dos anos 20 com uma cozinha e uma sala de jantar com toalhas de tecido e esse tipo de coisa. Isso era bem peculiar. Geralmente eles pedem um avião particular [risos]. Havia um bando de exigências típicas de sonhos de rock and roll em termos de mansões, carros, garotas, jóias, presidente dos EUA, rei do mundo. Como você gostaria de viver? Estava tudo na lista.
Sludge: Interessante.
Fowley: Eu tive que perguntar pra outras pessoas sobre a banda além de Jenny Price e do que se tratava o Guns N’ Roses, e quando eu falei com Izzy, eu disse a ele: "Eu não posso trabalhar com você."
Ele me perguntou o porquê, e eu disse que era porque as exigências dele era enormes e difíceis. Na época, eu era só um produtor independente fazendo edição musical e manipulação da mídia, meio que um faz-tudo em um escritório pequeno. Eu não poderia pagar salário pra eles, ou custear a vida deles, eu disse isso a eles, e ainda por cima disse a Izzy: "Vocês tem um comportamento radical. Aventuras inesperadas podem respingar em mim, então eu não quero ou preciso desses problemas."
Sludge: Você acha que haverá outra banda como o Guns N’ Roses?
Fowley: Não, eu acho que Hollywood tem uma história, e uma vez que você a escreveu, é como a Bíblia – se você voltar e olhar, vira sal. Você não retrocede nessa cidade ou você vira sal. Biblicamente, uma vez que o Guns N’ Roses se tornou o Guns N’ Roses, não havia razão para lidar com mais ninguém até onde eu esteja apreciando e gostando da banda. Eles estavam ocupados demais com as pessoas da equipe deles, seja lá quem acabou fazendo isso em definitivo, e ocupados demais com suas carreiras e estilos de vida individuais.
Eu apenas fui alguém que achou que eles eram bons e tentou se envolver por três horas em uma ocasião, e daí fui cuidar da minha vida. Mas eu lembro sim da noite que Axl recebeu o cheque dele da Geffen. Ele entrou no Rainbow enquanto eu estava jantando com um amigo e veio até mim. Ele disse, olha isso, e era um cheque de 37,500 dólares assinado para o Guns N’ Roses, um cheque da Geffen. Ele estava com o cheque na carteira. Ele me perguntou o que eu achava daquilo.
Eu disse a ele que ele deveria me pagar um jantar, mas ele disse que era de noite, então ele não tinha como descontar o cheque. Eu acho que paguei um hambúrguer ou um sanduíche pra ele e disse: "Eu fico muito feliz por vocês, Axl. Bom pra vocês."
Que situação estranha não ter dinheiro no bolso, mas estar com um cheque de 37500. No dia seguinte, ele foi ao banco. (...)
Matéria completa:
http://playadelnacho.wordpress.com/2012/05/10/kim-fowley-o-guns-n/
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O músico que Edu Falaschi lamenta que não estará com Angra no Bangers: "Seria simbólico"
A melhor música de "Virtual XI", do Iron Maiden, segundo o Loudwire
All Metal Stars anuncia gravação de DVD em tributo a Andre Matos no show em São Paulo
Baterista do Exodus, Tom Hunting conta como é a vida sem estômago
Edu Falaschi pede desculpa a Rafael Bittencourt por conflito no Angra e ouve: "Eu amo você"
A ideia do Queen que Brian May não repetiria hoje; na época, parecia "inocente e divertido"
Regis Tadeu explica o que está acontecendo com a voz de Brian Johnson
O melhor cover que o Sepultura gravou, na opinião de Andreas Kisser
A banda chamada de "novo Led Zeppelin" que tinha Metallica no bolso, e mesmo assim não estourou
A melhor música de "Brave New World", do Iron Maiden, segundo o Loudwire
Rafael Bittencourt conta pela primeira vez a promessa que fez ao pai de Edu Falaschi
A inusitada ligação entre a criação do Helloween, uma barraca de frango e o Thin Lizzy
Edu Falaschi desabafa sobre impacto do meme "Falasquito" em sua saúde mental
O disco do Deep Purple que a banda não queria lançar, mas virou o cartão de visitas definitivo
O melhor disco de death metal de cada ano, de 1985 até 2025, segundo o Loudwire
Cinco ótimos discos que não estão no Spotify e você precisa ouvir
A lendária gravação em estúdio que o AC/DC jamais conseguiu replicar ao vivo
Dave Mustaine: a história por trás de "The Four Horsemen"

10 solos lendários de guitarra que parecem fáceis - mas vai tentar tocar pra ver!
As músicas em que Slash mandou indiretas para Axl Rose, na época seu parceiro no Guns N' Roses
Guns N' Roses, Melania Trump e a "música linda" que não foi liberada
Por que as guitarras de Brian May ficaram fora do "Chinese Democracy" do Guns N' Roses
Axl Rose queria "o guitarrista mais maluco de todos", e Joe Satriani sabia onde achar
Joe Satriani conta como indicou Bumblefoot ao Guns N' Roses
O "Big Four" das bandas de rock dos anos 1980, segundo a Loudwire
Download Festival anuncia novas atrações e divisão de dias para a edição 2026
Por que Joe Perry quase perdeu a amizade com Slash, segundo o próprio
Kirk Hammet: "não sou um Van Halen, ainda estou aprendendo"
Dio: "Ozzy me odeia quando estou no Sabbath!"



