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Root: 25 anos de Dark Metal - entrevista com a banda

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Por Carlos Henrique Schmidt, Fonte: Brutalism
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Após quase 25 anos juntos, a banda de Black / Dark metal Root lança seu último álbum, "Heritage of Satan", e com ele a declaração emocionante de que "eles vieram para ficar". Apesar de muitas evoluções no som ao longo dos anos, seu trabalho sempre foi constante e sua finalidade nunca se desgastou. É uma das raras bandas que sempre permanecera "verdadeira" para si mesma e ao que eles sentem ser melhor para sua música. Se você não acredita em mim, basta ler a entrevista.

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BRUTALISM: Saudações da BRUTALISM e obrigado pela oportunidade de fazer esta entrevista. Vocês estão por ai já há algum tempo. Qual a sensação de completar 23 anos?

Big Boss: 23? Na realidade são 25 anos, e é um sentimento tão bonito :o)

BR: Seu último álbum, "Heritage Of Satan", apresenta um Groovy Black n’ Roll/Dark Metal como alguns poderiam chamá-lo. Originalmente vocês costumavam ser um black metal mais na veia do Bathory ou Venom, quando vocês decidiram mudar oficialmente seu estilo?

Sempre tocamos o que queremos tocar, sem se importar com estilos. Cada álbum nosso é totalmente diferente e também foi avaliado como um gênero diferente. É bom saber que não ficamos "presos" no mesmo lugar a vida toda.

BR: Você acredita que "Heritage ..." é a sua oferta mais eclética até hoje, ou apenas continua sendo uma música que você se sente bem em fazer nos últimos anos?

"Heritage ..." é um presente para nós e para nossos fãs, para comemorar os 25 anos do Root. Nós não pensamos sobre a música ou estilo particular. Nós apenas pensamos sobre os últimos 25 anos e o gravamos.

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BR: O que fez a banda querer tocar black metal em primeiro lugar, em comparação com os outros gêneros?

Como eu disse, não nos preocupamos com o estilo que tocamos. As coisas sempre seguem em frente com a chegada de novos músicos para a banda. Basta ouvir os nossos outros projetos (Equirhodont, "Doomy Ballads") e você ficará surpreso com o que mais podemos tocar. :-)

BR: Há algum tema específico que você queria experimentar no novo álbum ou deve haver um tema envolvendo o "mal" e as "trevas" em todo o trabalho do Root?

Não há necessidade de olhar para algo que não existe. Satanás ficou chateado, destruiu o mundo e levou seu filho ao trono. Eu gosto de brincar com a imaginação e palavras. E, além disso, há muito tempo a humanidade merece tomar um pé na bunda. Eu escolhi essa tarefa para o próprio Satanás. Isto não é algo novo.

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BR: Você sente o mesmo hoje sobre a ideologia "black metal" como você fez quando a banda começou, ou tem perspectivas de mudança dadas novas prioridades?

Eu me sinto da mesma maneira. Eu só não as mostro em público há alguns anos. As prioridades ainda são as mesmas. Cedo ou tarde todo mundo acaba em nosso inferno e então nós vamos rir. :-)

BR: Ironicamente, ao observar sites como Encyclopedia Metallum (http://www.metal-archives.com/bands/Root/889) e olhando para a sua discografia com comentários e notas, a popularidade parecia ter diminuído a medida que o som mudou. Você notou alguma reação forte dos fãs quando vocês fizeram a sua mudança oficial e isto já influenciou uma vontade de retornar para uma forma mais antiga, ou você ignora tais coisas?

Não... que se foda, se a nossa popularidade subir ou descer. Nós tocamos a música porque gostamos dela. Não é nosso trabalho diário. Outras grandes bandas tem que prestar atenção e ter cuidado com a popularidade, mas nós não temos. E é por isso que não somos afetados por este obstáculo. Você acha que cometeremos suicídio se algum crítico nos der nota 2/10 ou 35/100? Nós não nos importamos. :-) E esta é a nossa vantagem.

BR: Agora que o novo álbum foi lançado e os fãs de metal estavam famintos por isso, o que há em seguida na lista de Root? Alguma tour se aproxima?

Não acho que há alguma tour em breve. E é um pouco chato. Só ônibus, salão, ônibus, salão, ônibus, salão... sempre. Se alguém oferecer uma boa quantia de dinheiro iremos pensar sobre isso. E nós temos concertos suficientes de qualquer maneira, para que os fãs possam nos apreciar.

BR: Com o mundo da música mudando e tudo ficando disponível para download, você sente uma necessidade de excursionar cada vez mais, como forma de apoiar Root quando qualquer um pode simplesmente baixar um álbum, fazendo os CDs seguir o caminho da fita cassete?

Concertos têm sido e deviam ser sempre um dos eventos mais importantes para todas as bandas. Pelo menos, nós certamente vemos desta forma e eu acho que nossos fãs o fazem também. É o contato direto entre a banda e os fãs. Eles querem ver pessoalmente os maníacos cujos discos eles ouvem.

BR: Vamos dizer que você já encontrou alguém que admite abertamente que o rouba, baixando seus discos mais recentes, mas diz que realmente gosta deles e acha que você tem um som especial que o fez apreciar black metal pela primeira vez. Como você reagiria a isso?

Encontramos um monte de gente que você mencionou e estamos muito satisfeitos que conseguimos mais um novo fã com a nossa música, mesmo que seja via Internet.

BR: Depois de tanto tempo, o Root viu o Black Metal evoluir a partir de seu núcleo sonoro para bandas como Emperor, Cradle of Filth, ou mesmo Satyricon - todos com seu próprio som e idéias. Alguma vez você esperou que estivessem o estilo tivesse ido tão longe do que você ouviu no início, com Bathory ou até mesmo com o DarkThrone?

Como eu disse antes, criamos o som que queremos. Nós não nos importamos com quem somos comparados. Por que você ainda precisa comparar um com o outro. Eu não entendo isso. Somos simplesmente o ROOT com o nosso som e letras :-)

BR: Você acha que o gênero tem evoluído para o melhor, da forma como as pessoas estão abraçando suas ideologias?

Tudo está em desenvolvimento, que é natural. Música, pessoas, ideologias... mas acredite-me, não nos preocupamos muito com ideologias. Música se funde em conjunto, o que não pode ser dito sobre as pessoas. As pessoas estão cada vez mais divididas. Isto vai acabar da maneira errada.

BR: Última pergunta: seus fãs são o centro da sua máquina, e provavelmente você ganhou alguns e perdeu alguns. Houve alguma coisa em particular que algum fã fez, que realmente deixou a banda para cima e os fez entender que o que vocês estavam fazendo era algo certo, como em uma carta, algo que dito depois de um show, etc

Todos os nossos discos tem seus fãs. Eu não acho que os perdemos, mas em vez disso eles cresceram. Mas há outros por vir, por isso, é realmente um ciclo de vida. Estamos recebendo vários tipos de feedbackd dos fãs: lemos tanto sobre eles tanto no bandzone como no myspace. Lembro-me de uma menina me escreveu que nossos discos terem ajudado-a a resolver os problemas pessoais na escola com os colegas (bullying)... Fico muito feliz.

BR: Isso é excelente! Mais uma vez, obrigado por responder as perguntas e excelente trabalho no "Heritage". Tornou-se um favorito pessoal na lista.

Estou feliz que você desfrute do nosso álbum "Heritage". Obrigado pela entrevista, diga um "hello" a todos os seus leitores e STAY PROUD!


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Sobre Carlos Henrique Schmidt

Graduado em Computação e Administração, a paixão pela música pesada surgiu nos primeiros anos da adolescência e permanece até os dias de hoje. Apesar da preferência pelos estilos mais x-tremos da música pesada (Black, Death, Grind), o seu universo musical não limitado por estes rótulos, mas pelo que a música em si transmite.

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