Anthrax: guitarrista elogia performance de Joey Belladonna
Por Nathália Plá
Fonte: Blabbermouth.net
Postado em 10 de setembro de 2011
Adrien Begrand, da seção musical dedicada ao metal do MSN Headbang, entrevistou o guitarrista do ANTHRAX Scott Ian. Seguem alguns trechos da conversa.
Headbang: O quão desgastante foi aquele período que vocês passaram por Joey Belladonna, a Dan Nelson, a John Bush, e novamente o Joey nos vocais?
Scott: Foi definitivamente interessante (risos). Acho que posso olhar pra trás agora e dizer que foi tipo uma série de testes pela qual precisávamos passar a fim de que graduarmos e terminar nosso álbum. É tipo como vemos isso agora. Quando você passa por isso, é claro que foi assustador num dado momento e certamente frustrante, mas a música nos fez continuar, e sabíamos que havia uma passagem para o fim do túnel em que ficamos presos por um tempo. Nós apenas precisávamos encontrar essa passagem e ela foi basicamente pedir ao Joey que voltasse para a banda no início de 2010. Tudo pareceu estar caminhando na direção certa desde então.
Headbang: O quão fácil foi voltar a trabalhar novamente com o Joey?
Scott: Extremamente fácil. A gente se conhecia a muito tempo, e fazer aquela turnê de reunião com o Joey em 2005-2006, tiramos aquela fase de conhecermos uns aos outros do caminho. Então dessa vez, quando ficamos juntos de novo em Nova Iorque nós literalmente sentamoss para tomar um café e jogamos as cartas na mesa. "Eis o que queremos fazer. Queremos terminar esse álbum com você, queremos que você seja o vocalista da banda, queremos que você cante nos shows do 'Big Four'. Só queremos que essa seja a banda, você está nessa?" E ele disse "Sim, é o que eu quero fazer". Foi simples. É realmente fácil trabalhar junto com o Joey. E então assim que começamos a entrar na música e nas canções, retomar o disco após um ano... Eu não sei se cheguei a escutar o disco em um ano. E então no outono passado estávamos em turnê nos Estados Unidos com o SLAYER e o MEGADETH, e passamos todos os dias no camarim trabalhando no material e analisando, vendo se o que sentíamos ainda estava lá, o que ainda era bom, do que realmente estávamos gostando. E então outras coisas ainda precisavam ser trabalhadas. Quando a turnê acabou nós já tínhamos uma boa idéia do que precisávamos fazer para concluir o disco. Isso permitiu que o Joey viesse e começasse com os vocais logo depois do ano novo e começar a seguir em frente. Foi realmente um bom momento e um bom lugar, porque após nos dedicarmos ao disco, poder repentinamente nos dar ao luxo de ter essa retrospectiva e ir fundo e a consertar as coisas que achávamos que não eram mais boas, assim que começamos a fazer isso foi tipo toda essa energia, toda essa criatividade que tinha ficado sufocada por causa da situação em que estávamos pode explodir. Isso fez o disco muito melhor.
Headbang: Quanto trabalho teve de ser feito para deixar as músicas confortáveis para o Joey cantar?
Scott: Esse realmente não foi o caso. Não foi que trabalhamos nelas para torná-las mais acessíveis ao Joey, nós trabalhamos nelas para torná-las o melhor possível. Nunca compusemos um álbum do ANTHRAX com algo em mente como quem estava cantando no disco. Quando compusemos "Spreading The Disease" o Joey nem sequer estava na banda. Obviamente, a partir desse ponto, quando "Among The Living" e tudo mais, nunca compusemos as músicas pensando em quem é nosso vocalista, nós simplesmente compomos. É assim que sempre foi com a banda. Então nos deixamos o Joey pegá-las dessa vez. Quando tudo estava pronto ele foi para o estúdio sozinho para o estúdio com o produtor e conseguiu se sair bem com tudo, fazer suas próprias escolhas e fez a coisa dele. É a oportunidade dele de se jogar, e não cabe a nós compormos músicas tendo ele em metne. Acho que a melhor coisa que ele já fez. Ele realmente está incrível. Ele realmente brilhou nesse disco. Algumas coisas talvez ele possa responder melhor, mas na minha opinião, eu acho que ele ter tido a liberdade de ficar só ele e o Jay Ruston no estúdio juntos abriu muitas portas para ele. Nos anos 80 quando fazíamos discos, quando era a hora dos vocais, todos nós ficávamos no estúdio tipo no papel de juiz e júri, ficando lá e fazendo um monte de comentários, "Faz isso, faz aquilo". Era muito ditatorial do tipo, "Ok, é assim que queremos as coisas". Dessa vez foi o oposto daquilo, só ele e o Jay, e todos nós ficamos fora do caminho deles e os deixamos criar o que criaram. É claro, tínhamos um modelo de algumas coisas, tipo, "Aqui estão algumas coisas, mas nada gravado em pedra, e se você quiser mudar as coisas e tiver uma idéia diferente, alguma sensação diferente, você tem toda a liberdade do mundo. Não nos ligue" (risos). Acho que isso provavelmente instigou muita energia e confiança nele, especialmente estando de volta após todos esses anos e nós então basicamente dando a ele as chaves do carro, isso deve ter sido uma sensação boa. Ele mostra um alcance nesse disco, tem as coisas que ele fez nesse disco, tipo as coisas que ele fez na "Crawl", "Judas Priest", eu não sabia que ele tinha isso nele, sinceramente. Ele abriu completamente o alcance dele, fazendo mais coisas criativa e vocalmente do que já o vi fazer em qualquer disco do ANTHRAX antes. Talvez sejam 20 anos a mais de experiência. Ele não cantava em um disco do ANTHRAX há 20 anos e ele obviamente trouxe muita coisa. Eu tenho certeza de que ele se sentiu bem, eu tenho certeza de que ele tinha muito a tirar de si e muito a dizer com sua performance. Acho que está tudo lá.
Leia a entrevista na íntegra (em inglês) na Headbang.
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