Facada: entrevista com James, vocalista e baixista da banda
Por Christiano K.O.D.A.
Fonte: Som Extremo
Postado em 13 de maio de 2011
Se você perguntar a um fã de grindcore qual a maior banda do gênero no Brasil atualmente, é bem provável que a pessoa responda ser o FACADA. E não é para menos. Os caras lançaram inicialmente uma excelente demo, e na sequência seu primeiro full-length, "Indigesto", perfeito. Já no ano passado, soltaram "O Joio", outra pérola da cena underground. Mas os trabalhos do FACADA não se limitam a classificar o conjunto como apenas mais uma banda grind. Os dois álbuns são dignos representantes mundiais do gênero!
E o blog Som Extremo entrevistou James, baixista e vocalista da banda, um cara centrado e humilde. Além dele, completam a banda Dangelo (bateria), Ari (guitarra) e Danyel (guitarra). E grind neles!
Som Extremo: É difícil encontrar algum material falando da história da banda. Poderia contar um breve histórico?
James: Éramos amigos só que em bandas diferentes. Daí eu e o Dangelo resolvemos montar uma banda de grindcore só pra gente ensaiar, beber... chamamos o Ari e assim foi feito. Gravamos a demo apenas de birra, pra escutar em casa mesmo, até por que tínhamos as outras bandas... mas o FACADA foi mais forte que a gente.
Som Extremo: "Indigesto" e "O Joio" são álbuns dignos de grandes clássicos do grindcore mundial. Vocês têm essa noção? Existe alguma pressão para segurar essa grande responsabilidade?
James: A gente não tem muita noção. Somos apenas uma banda querendo fazer músicas melhores pros nossos amigos gostarem. Ficamos felizes com mais e mais gente curtindo nosso som, mas ainda somos bem pequenos. O mais importante é termos o respeito das pessoas e que elas vejam que o que fazemos é sincero. Existe pressão quando isso se torna seu emprego, que você TEM que fazer uma música, seja ela boa ou ruim, fazendo com que as bandas se tornem de plástico.
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Som Extremo: Atualmente o Nordeste parece ser o berço das melhores bandas grindcore do Brasil. Como exemplo, temos vocês, o Expose Your Hate e o S.O.H., para citar os mais famosos. Como é a cena por aí?
James: No Nordeste temos uma cena muito prolífica. Sempre tem gente organizando algo, fazendo banda, fazendo show na raça, quase de graça. Não apenas no grindcore, mas no hardcore e no metal em geral, todos somos um só, não existe competição. Um dia desses uma banda de Surf Music tocou com uma de Gore e sem qualquer problema, apesar das cenas também correrem em paralelo.
Som Extremo: Como funciona o processo de composição das músicas e das letras do FACADA?
James: Geralmente cada um chega com a música pronta na cabeça, e no ensaio, todo mundo dá pitaco. No "Joio", todo mundo da banda fez música, mas quem mais faz sou eu e o Ari. Estamos gravando o próximo trabalho agora e ele já gravou sete com o Dangelo, e temos umas oito pra acabar por aqui. A maioria das letras são minhas. As do "Joio" foram todas minhas. No "Indigesto" e na demo o Ari fez também.
Som Extremo: Quais as dificuldades em tocar música extrema?
James: Como diz a galera: Quem tá no rock é pra se fuder. A música extrema é pior por que as pessoas não levam a sério, pensam que você está brincando. Mas todos que tocamos isso, já estamos cientes das dificuldades e sabemos contornar muito bem as situações, daí o que vier é lucro. Reclamar não resolve problema.
Som Extremo: Vocês têm outros empregos, ou conseguem viver somente da música?
James: Nunca viveremos de grindcore. Não temos essa intenção. Eu trabalho numa agência de design, o Dangelo é Luthier e músico profissional, o Danyel trabalha como músico e designer freelancer e o Ari vende o corpo em Berlim.
Som Extremo: Quais os planos futuros do FACADA?
James: Estamos desenvolvendo o novo disco agora. Já começamos as gravações, falta gravar muita coisa ainda, ajustar muita coisa, mas acredito que daqui pro fim desse ano estaremos com algo em mãos. Enquanto isso, vamos fazendo a "Tour d'O Joio" ainda.
Som Extremo: Por que "O Joio" ficou tão curto, dando aquele sabor que quero mais? E por que apresenta sessões de gravações diferentes?
James: Não temos a preocupação se o disco fica curto ou não. O importante é que ele fique bom com o que temos. Além disso, é muito melhor você querer escutar o disco de novo do que não aguentar escutá-lo inteiro. Tem duas gravações por que foram gravados com dois guitarristas em duas sessões diferentes no estúdio.
Som Extremo: Quando virão tocar por São Paulo?
James: Tem muitas confabulações sobre a nossa ida a Sampa. Estamos doidos pra ir praí. Tem muita gente que a queremos ver e rever, e vice-versa. Já tivemos uns convites, umas campanhas, nada de concreto. Mas... acho que até o fim desse ano isso se resolva.
Som Extremo: Agradeço muito a entrevista, James! Algum recado final, ou para os fãs?
James: EU que agradeço o espaço disponibilizado. Um grande abraço em todos os que curtem o FACADA e KEEP GRINDING!!!
Abaixo, o clipe de "O Cobrador", do disco "Indigesto":
http://www.myspace.com/facadanagoela
http://fotolog.net/facadanagoela
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Astros do rock e metal unem forças em tributo ao Deep Purple
5 músicas de metal que ou você ama de paixão ou odeia com todas as forças
A canção barra pesada demais para as lojas que os Rolling Stones decidiram bancar
Tony Iommi confirma que vai remixar um dos álbuns mais criticados do Black Sabbath
O melhor baterista de todos os tempos, segundo David Gilmour do Pink Floyd
O baterista que disse não ao Led Zeppelin e percebeu tarde demais o tamanho do erro
O maior sobrevivente do rock, segundo Eddie Vedder do Pearl Jam
A queixa que Tony Iommi ouviu de Ozzy Osbourne na véspera da morte do cantor
11 bandas de metal que são carregadas nas costas por um único integrante
Os 20 piores discos da história do rock and roll, segundo a Classic Rock
A razão que levou Brian May a recusar tocar em mais faixas do álbum de Tony Iommi
Tobias Forge desabafa sobre pressão e não garante que o Ghost voltará
Angra celebra 30 anos de "Holy Land" com primeira edição do álbum em vinil
A letra do Aerosmith que quase fez Steven Tyler mandar a banda inteira às favas
O motivo que impediu a reunião dos Beatles segundo Ringo Starr
A banda em que Lars Ulrich se ofereceu para tocar bateria: "ele tem meu número"
O guitarrista do rock progressivo setentista que é "totalmente subestimado" para Geddy Lee
Jimmy Page é mais rico que Robert Plant? As fortunas dos dois músicos

Lemmy: tatuagens, política, strippers e atrizes pornô
Bob Daisley: baixista dá detalhes de sua briga com Osbourne
