Korn: "sempre estivemos abertos a tentar coisas diferentes"
Por Nathália Plá
Fonte: Blabbermouth.net
Postado em 07 de abril de 2011
Em 31 de março, a revista Lithium entrevistou o guitarrista do KORN James "Munky" Shaffer. Seguem trechos da conversa.
Lithium: O "Korn III" tem sido referido como um "álbum de retorno" para o KORN. Eu realmente não o vejo dessa forma. Para retornar, você tem de ter partido... e eu não sinto que o KORN tenha partido. Acho que o "Korn III" mais vigoroso que seus últimos álbuns – mais picante talvez... mais ainda assim é uma progressão válida para o KORN em meus registros.
Munky: Sim, ele é mais direto, um pouco menos eletrônico. Achamos que é um álbum mais orgânico.
Lithium: O KORN teve alguns remixes fantásticos ao longo dos anos também, deixando sua fonte de material ser mixada por DJs e produção eletrônica.
Munky: Eu definitivamente acho que há espaço em nossa música para isso tudo criativamente, sabe? Eu não acho que nos limitados a ser (fazendo gesto de ‘entre aspas’ com os dedos) "só uma banda de metal". Nós sempre estivemos abertos a tentar coisas diferentes. Mesmo no primeiro álbum – tem uma música chamada "Helmet In The Bush" que tem um som bem industrial. Aquela faixa tem bateria eletrônica, e incluímos isso porque sentimos que podíamos desenvolver nesse som e tocar mais nessa área. Acho que ao longo dos anos nós meio que tentamos coisas diferentes. Você tem de ver o que pega; o que permanece interessante ao longo dos anos. Acho que o núcleo da banda – nosso som base, por assim dizer – permaneceu real em todos nossos álbuns. Nós retivemos um som de bateria energético em todos nossos álbuns.
Lithium: E um som único no baixo e na guitarra. A música do KORN soa como o KORN do primeiro álbum até o último álbum sem nome que veio em 2007. A música do KORN tem uma certa energia própria.
Munky: Sim. Essa é a essência do nosso material. Isso é o KORN. E quando escolhemos o Ross «Robinson» para produzir esse último disco, aquela essência é o que buscávamos mais uma vez. Nós estávamos abertos a qualquer desdobramento que viesse.
Lithium: Na marca de vinte anos na carreira de vocês como o KORN,, como você descreveria gravar agora em comparação aos seus primeiros demos e ao primeiro álbum? É mais difícil encontrar o gingado agora? A música do KORN sai da mesma forma como saía antigamente?
Munky: É realmente a mesma coisa para nós.
Lithium: Sério?
Munky: Juro por Deus – é uma loucura, especialmente trazendo Ross de volta. Ele realmente nos faz sentir abertos a tentar coisas diferentes, coisas mais desafiadoras. Ele tira aquele medo de alguma forma e te impulsiona. Ele te dá muito apoio nesse sentido. Se vier a se tornar uma má idéia após algumas tentativas... está tudo bem, sabe? Vai simplesmente partir para a próxima idéia, ou aquela idéia que não deu certo vai se desenvolver em algo válido para outra música. O Ross força com algo até se desdobrar em algo ótimo. Ele pode ver essa pequena semente e ele vai seguir alimentando a idéia até que se torne algo ótimo. Ele faz isso com todos os membros da banda. Isso é algo que nos ganhamos de volta por gravar com ele.
Lithium: Vocês estão com a Roadrunner há mais ou menos um ano agora, James. Como vocês os vêem como lar para o KORN?
Munky: Eles são ótimos. Nós realmente gostamos deles. Eles nos oferecem tudo que um grande selo oferece – boa distribuição e promoção. Todos no selo são realmente legais. Todos os representantes regionais sempre estão lá para te dar um alô nos shows e ajudar como puderem. Eles são como nossa família, como uma família pequena com pesoas que realmente se importam com a música e trabalham pelo selo. Eu não acho que eles estejam fazendo coisas para obter um enorme ganho financeiro... Acho que eles realmente fazem as coisas porque eles amam a música. Quando eu converso com as pessoas no selo, ou passo por um dos escritórios em Nova Iorque, eu tenho a impressão de que esses caras são fãs de música da pesada.
Leia a entrevista na íntegra na revista Lithium.
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