Woslom: entrevista com a banda paulistana

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Por Ben Ami Scopinho
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Não é novidade que existe uma considerável demora para que a maioria das bandas consiga estrear em disco. Isso quando conseguem... No caso do WOSLOM, as constantes mudanças em sua formação, aliado a outros fatores, fez com que se passasse mais de uma década para que seu debut chegasse ao público. E é com "Time To Rise" que os paulistanos mostram a fúria de seu Thrash Metal, álbum que vem recebendo recepção muito positiva do público. O Whiplash! conversou com Silvano Aguilera (voz e guitarra), Rafael Iak (guitarra), Francisco Stanich Jr (baixo) e Fernando Oster (bateria), para conhecer mais sobre o WOSLOM. Confiram aí:

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Whiplash!: Olá pessoal... O Woslom está na ativa desde o distante ano de 1997, mas somente agora conseguiu estrear em disco. Que tal uma breve biografia para o público conhecê-los melhor?

Chico: Começamos como toda banda, amigos de escola que decidem tocar as músicas de seus ídolos e, como toda a banda, tivemos mudanças de integrantes também. Com o tempo, passamos dos covers para as músicas próprias. As coisas começaram a tomar um rumo mesmo a partir de 2007, quando a gente decidiu se organizar e realizar esse projeto do primeiro CD.


Whiplash!: E o que vocês carregaram de positivo da época das demos e que poderiam ter contribuído para o debut "Time To Rise"?

Chico: Acho que a experiência de gravar as demos nos fez aprender um pouco quanto ao que fazer e ao que não fazer na gravação do álbum. Mas, mesmo assim, erramos muito e consertamos depois.

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Rafa: E também eu destacaria a bagagem de cada integrante que passou pela banda, pois, de certa forma, sempre aprendemos uns com os outros em termos musicais.

Fernando: Foi uma época de muito aprendizado. Creio que seguimos o caminho normal da maioria das bandas que sobrevivem por mais de uma década. Foi um tempo muito difícil e, daqui pra frente, as coisas têm que acontecer de uma forma mais rápida também.

Whiplash!: O quanto a entrada do novo vocalista Silvano Aguilera afetou nas composições, que, inclusive, já estavam até mesmo gravadas? Sua voz é muito forte, hein?

Silvano: É voz de macho, né!!! Hahahaha. Obrigado pelo elogio! Eu coloquei meu estilo e minha identidade musical. E ainda consegui contribuir para alguns pequenos arranjos das músicas que ainda não estavam totalmente finalizadas.


Whiplash!: As guitarras mostram muita personalidade por todo o álbum, com ótimos riffs e solos. A preocupação com o trabalho instrumental e até mesmo o uso de algumas melodias seriam os grandes pontos fortes da sonoridade atual do Woslom?

Rafa: Sim, sua pergunta já é a resposta, rsrs, somos muito preocupados com as melodias e arranjos, chegamos inclusive a demorar para finalizar uma música justamente por essa ser uma característica do Woslom, a preocupação e zelo na parte instrumental.

Fernando: Exato, não é um Thrash somente com guitarras pesadas e tempos rápidos. Isso é algo que vem das nossas referências musicais. E nós mesmos somos bem cuidadosos e chatos com isso.

Whiplash!: Essa formação está junta há cerca de dois anos. É óbvio que no começo tudo é mais difícil, então, como isso tem crescido em termos de composições? E no palco, a reação do público tem sido satisfatória?


Silvano: Eu ainda nem contribuí com a banda em termos de composições. Estou ansioso pra trabalhar no meu material com o pessoal. Com certeza muita coisa legal virá pela frente.

Fernando: Tem muita ideia nova e também não utilizamos nada que o Silvano tem. Basicamente, neste primeiro álbum foram composições do Rafa e todos trabalharam nelas. Quanto à parte ao vivo, o Silvano é um baita frontman, estamos muito felizes com isso e nosso entrosamento é muito bom.

Chico: E no palco está fantástico, parece que já tocamos os quatros juntos desde 97, hehehe...

Whiplash!: O vídeo para "Time To Rise", com aquelas cenas no túnel, ficaram excelentes e possuem um nervosismo que reflete bem o Thrash Metal do Woslom. Como rolou sua concepção e o processo de filmagem?


Chico: Um dia antes nem sabíamos como era o lugar onde iríamos filmar e não tínhamos roteiro. Tínhamos algumas ideias, mas foi tudo feito e criado na hora, e acho que por causa de todos estes improvisos, o produto final ficou acima de nossas expectativas. O melhor de tudo é que o retorno que temos das pessoas que viram o clip é sempre muito positivo.

Fernando: A parte do túnel, em específico, já estava programada, pois era um local onde o diretor (Diogo Alvino - Guilmer Filmes) queria muito filmar. Quando ele nos levou até o local, ficamos deslumbrados com os túneis e pontes que tinham por ali. O resultado final ficou magnífico, muito acima das nossas próprias expectativas.

Whiplash!: Como criadores, existe alguma canção em "Time To Rise" que represente melhor o Woslom como manifestação artística, e que possa servir de base para o próximo disco?

Rafa: Em "Checkmate" realmente conseguimos algo mágico, pois unimos letra e melodia inspiradora a uma música longa, sem perder as características do Thrash. O sentimento e energia por detrás dessa música é o que servirá de base para o próximo disco.


Fernando: O consenso geral é a "Checkmate". Essa música engloba um pouco de tudo e sumariza a banda, é uma música de mais de 9 minutos que não chateia (pelo menos pra nós). Ela tem uma boa construção, riffs rápidos e mais lentos, melodias e um solo incrível. Ela foi nossa última composição e todos puderam dar palpite, inclusive o Silvano. Sem dúvida, ela representa bem o Woslom.

Whiplash!: A música do Woslom é fortemente calcada no estilo oitentista, mas consegue se esquivar de soar retrô. Como vocês avaliam o atual momento das bandas Thrash clássicas, que explodiram naquela época e que servem como exemplo para vocês?

Rafa: Graças a essas bandas é que estamos aqui hoje. Elas são foda mesmo. Achamos que o momento atual é do Thrash, tanto que muitas delas retomaram a forma de compor dos anos oitenta, só que com uma roupagem mais atual, ou seja, o Thrash se mantém realmente vivo e isso é muito bom.

Chico: Fico feliz de ainda ver estas bandas lotando seus shows. Pode parecer saudosismo, mas as bandas como Metallica, Slayer e Testament estão em plena forma, chutando o traseiro de tudo e de todos, hehehe. Como um verdadeiro fã de Thrash Metal, fico feliz em ver que estes caras ainda estão aí, como se o tempo não tivesse passado.

Whiplash!: Um disco novo e todo um novo ano pela frente... Que planejamento vocês fizeram para dar continuidade à sua carreira, de forma a driblar as constantes dificuldades impostas pelo nosso público e cenário?

Silvano: Bom, tudo que fazemos é bem planejado. Este ano queremos nos apresentar ao público e produzir algumas novidades. Realmente é tudo muito difícil e se firmar no cenário é um desafio, mas é isso que estaremos buscando agora.

Whiplash!: Ok, pessoal! O Whiplash! agradece pela entrevista e espera que 2011 traga bons frutos ao Woslom. Para terminar, o espaço é de vocês...

Woslom: Bem, muito obrigado pela entrevista e pela oportunidade de falar para o público. Peço a todas as pessoas que curtiram a banda, ou o nosso som, que mantenham contato e fiquem ligadas nas novidades. Se tiverem a oportunidade de assistir a alguma apresentação nossa, que vejam e venham falar conosco.

Contato:
http://www.woslom.com
http://www.myspace.com/woslom




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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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