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Pantera: "fazíamos o chão tremer, atravessávamos paredes"

Por Nathália Plá
Fonte: Blabbermouth.net
Postado em 11 de novembro de 2010

A Revolver TV disponibilizou em novembro de 2010 uma entrevista com Philip Anselmo (DOWN, PANTERA, ARSON ANTHEM, SUPERJOINT RITUAL). Você pode ver o vídeo no final desta matéria.

Sobre o álbum "Cowboys From Hell" do PANTERA:

Anselmo: "Éramos jovens, obviamente. Éramos 20 anos mais jovens… [suspiros] Cara, éramos super-homens, éramos implacáveis. Fazíamos o chão tremer, atravessávamos paredes. Nós tínhamos esse cenário regional na área de DFW [Dallas/Ft. Worth, Texas] que era monstruoso, cara. Construímos isso e foi insano, cara. Acho que saindo o 'Cowboys From Hell', você tem de entender que a maioria daquelas coisas foi escrita em 88/89, as pessoas sabiam disso no cenário. Vínhamos tocando aquelas músicas ao vivo — 'Psycho Holiday', 'Heresy', 'Cowboys From Hell', obviamente... As pessoas adoravam essas músicas. Então, embora fosse a gravação do 'Cowboys', acho que a atitude, na verdade, a finalização, foi mais estilo 'Vulgar Display Of Power'. E digo isso porque a última música escrita para o 'Cowboys From Hell' foi a 'Primal Concrete Sledge', e se você escutar a 'Primal', você pode ouvir aquela ponte que te leva ao 'Vulgar Display'. Então era bem, bem faminto. Mas uma coisa que foi interessante, em 1989, ter um contrato era como um grande marco para as bandas, algo muito importante. Mas de repente, ser a banda mais popular regionalmente, chegar a isso de repente, você está nesse oceano imenso de novo e você é esse peixe pequenininho, sabe?! Fizemos shows com chips nas costas, e isso era a realidade – queríamos destruir todas as noites, e acho que conseguimos fazer isso. Mas foi trabalho duro; fizemos muita turnê."

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Sobre a abordagem mais agressiva do PANTERA no álbum de 1992 "Vulgar Display Of Power" se comparado com o "Cowboys From Hell":

Anselmo: "Foi uma transição muito natural. Ir para o estúdio fazer o 'Vulgar Display Of Power', saindo da turnê do 'Cowboys From Hell', o momento… O que vimos, a exposição por todas essas cidades diferentes, todos esses lugares diferentes pelo mundo, e o que estava se passando, todas essas bandas diferentes... E sempre havia essa fronteira, o divisor de águas. De modo algum o Dimebag [falecido guitarrista do PANTERA] ia ser um guitarrista do SLAYER estereotipado – ele estaria no tom e de muito bom gosto, e ele era sério quanto a isso. E isso era aparente em nossas composições, também, porque elas eram músicas fortes – como hinos, especialmente no 'Vulgar Display'. Nos objetivamos isso. Compúnhamos músicas para incitar pessoas. Não queríamos eles lá simplemente parados em um lugar; não queríamos dar-lhes chance."

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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.
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