Iron Maiden: mais fortes, mesmo com arranhões na armadura
Por Igor Soares
Fonte: Blog Flight 666
Postado em 10 de julho de 2010
Nicolas Houle, do site canadense Le Soleil, conduziu uma entrevista com Dave Murray antes da participação do IRON MAIDEN no 'Quebec City Summer Festival'. Confira!
No maravilhoso mundo do rock, há discos e lugares místicos... para gravar "The Final Frontier", que será lançado em agosto o Iron Maiden decidiu regressar ao Compass Point, onde os famosos "Piece Of Mind" (1983), "Powerslave" (1984) e "Somewhere in Time" (1986) tomaram forma. Um novo disco memorável? O guitarrista Dave Murray está convencido que sim!
Os caras do Maiden e o produtor Kevin "Caveman" Shirley mudaram-se dos Estados Unidos para o estúdio localizado em Nassau, não apenas para reencontrar o espírito próprio e particular de suas gravações famosas. Mas também, diz Murray, meio que brincando, para trabalhar sob o sol e assim tornar o inverno mais quente.
Quando chegamos, percebemos que nada fora do estúdio tinha mudado em 25 anos. Apenas no interior do mesmo, e isso nos lembrou que o tempo tinha passado. Inicialmente, tinhamos reservado o lugar para dois meses e meio, mas acabamos tudo depois de seis semanas. Isso mostra que houve criatividade e espontaneidade no ar.
Ficção científica? Se a banda se permitiu uma piscadela para o passado, Murray garante que o IRON MAIDEN não foi ao Compass Point para se afundar em nostalgia. Na verdade, o 15° álbum, que promete ser generoso com cerca de 76 minutos de música, pode surpreender muita gente. 'El Dorado', o primeiro single disponível para download, é um vislumbre do que podemos esperar dos músicos britânicos. O sexteto efetivamente optou por várias músicas épicas e progressivas. E de acordo com Murray, a tecnologia vai mesmo fazer uma aparição como um pouco da base, mas apesar das várias referências à ficção científica ou encontros com extraterrestres, este não é um álbum conceitual.
O lado ficção científica de 'The Final Frontier' está no show que apresentamos, é como se estivéssemos em uma nave espacial, com cenários e luzes. Basicamente, é bem futurista e adere à música e letras. Acho que este é um assunto que continua a fascinar. Mas há peças como 'Isle of Avalon', que trata da lenda do Rei Arthur, de modo que o álbum fala sobre diferentes temas.
Dias ensolarados... desde o retorno do vocalista Bruce Dickinson e do guitarrista Adrian Smith para o IRON MAIDEN, há 11 anos (eles estiveram ausentes em parte dos anos 90), parece que o grupo já estava muito bem. Certamente, a publicação de material novo foi menor do que no passado, mas o trio de guitarristas, completado por Janick Gers, o ritmo forte e consistente do baixista Steve Harris e o baterista Nicko McBrain, exibem a coesão dos seus melhores dias. Para Murray, que experimentou o período em questão, onde Blaze Bayley assumiu o microfone, é a recompensa pelo trabalho duro.
Ninguém gosta de mudar, porque a estabilidade é uma forma de segurança. Bruce saiu, em seguida, Adrian. Hoje é difícil dizer se foi uma coisa boa ou uma coisa ruim termos ficado juntos, mas na época, achávamos que tínhamos de continuar, por isso decidimos continuar e isso nos levou a outro lugar. Talvez isso tenha feito alguns arranhões na armadura, mas não nos matou, nos fez mais fortes.
Os membros do Maiden são eternos "globe-trotters". Raramente ficam mais de um ano sem subir ao palco. De fato, como observou Murray, eles tem abrandado um pouco, preferindo tocar um pouco menos e escolher melhor o local onde vão se apresentar, não é uma questão de sair em turnê e manter a sua paixão. Mas parece que funciona, uma vez que os projetos sempre seguem com essa nova preocupação...
Confira no Blog Flight 666 a resenha do show do IRON MAIDEN no 'Quebec City Summer Festival'.
http://ironmaidenflight666.blogspot.com/2010/07/review-quebec-city-summer-festival.html
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