Dragon Ring: "Metal de verdade, sem frescuras e modismos"

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Por Ben Ami Scopinho
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Natural da cidade paulista de Piedade, passou-se oito anos, três demos e algumas incontornáveis mudanças em sua formação até o Dragon Ring estrear de forma independente com "Hell For The Life", um discaço com todos os elementos que agradarão em cheio os que prezam pelo tradicionalismo do Heavy Metal.

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Marcio Antunes (voz), Alexandre Saito (guitarra), Elton Godinho (guitarra), Luiz Maymoni (baixo) e Fabio Amaro (bateria) são os responsáveis por todo o peso e carismáticas melodias que fluem de forma tão natural. O Whiplash! conversou com o vocalista Marcio, que se revelou um verdadeiro apaixonado pelo que faz ao contar um pouco da história do Dragon Ring e a gravação do debut.

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Whiplash!: O Dragon Ring possui pouco tempo de estrada. Como vem sendo sua trajetória, desde a formação da banda até o lançamento de seu debut, "Hell For The Life"?

Marcio: A trajetória vem sendo definida com as palavras Garra, Honestidade e Amor pelo Metal, pois passamos por várias mudanças na formação desde 2001 e só estabilizando em 2009, por isso a grande demora em compor e gravar "Hell For The Life".

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Whiplash!: O Heavy Metal Tradicional já beira sua terceira década e consegue unir diferentes gerações de fãs. Ainda que por aí haja muita reciclagem feita de forma até mesmo leviana, a que você credita todo o fascínio que o estilo exerce sobre o público?

Marcio: Essa pergunta nem nós sabemos responder. Talvez nos identifiquemos com as dificuldades que enfrentamos para nos expressar de maneira própria e verdadeira.

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Whiplash!: "Hell For The Life" conquista pela descontração e bonitas melodias. O que você acha que este disco tem para oferecer que talvez as demos anteriores não possuísse?

Marcio: Bom, nas demos anteriores tínhamos muitas diferenças musicais e nenhuma experiência. E na parte musical diferencia muito, pois contamos com uma grande produção e outro time de músicos, com uma preocupação maior com o seguimento da banda no Metal tradicional, mesmo contando com algumas faixas antigas (é claro, totalmente reconstruídas).

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Whiplash!: Faixas como "Dark Knight" e "Master Rock" mostram vocês fazendo bom uso de muitos dos elementos clássicos do gênero. Afinal, quais os ingredientes que realmente tornam uma música mais interessante, artisticamente falando, para o Dragon Ring?

Marcio: Primeiramente, o amor pelo que fazemos. O peso nunca pode faltar, a melodia e a criatividade têm que andar juntas e um pouco de ousadia nunca é de demais, porém nunca perdendo a parte clássica e tradicional na qual a banda aposta.

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Whiplash!: A ilustração do guerreiro na capa do CD, a fantasia das letras e a narração de Marcos Riva (Pettalom) em "Legend (The Beginning)" mostram pontos em comum... Existe algum conceito específico por trás do álbum?

Márcio: Sim, porém de uma maneira discreta. Falamos da nossa luta pelo Metal e pelas dificuldades que encontramos no nosso dia-a-dia.

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Whiplash!: E como rolou a participação de Marcos Riva para a abertura do álbum?

Márcio: Marcos Riva é um grande amigo meu há tempos, e sempre nos falávamos por carta, desde meados de 2006, época em que eu já tinha em mente a participação dele na faixa "Legend (The Beginning)". E também porque queríamos um vocal grandioso e forte para a abertura do álbum.

Whiplash!: Gostei da produção de Gustavo Campos (Pettalom, Menacer). Como rolou todo o processo de composição e gravação? O resultado final de "Hell For The Life" correspondeu às expectativas da banda?

Marcio: Bom, todo o processo de gravação aconteceu na casa do próprio Gustavo Campos, em Tatuí (SP), exceto a bateria que gravamos em outro estúdio. Na verdade trabalhar com ele foi muito massa, pois ele tem o que procurávamos há tempos (profissionalismo, vontade e dedicação), um produtor que nos dissesse o que fazer e que tirasse o máximo dos músicos, pois nem todas as faixas estavam terminadas. Então a importância dele foi fundamental em todos os aspectos, como solos e vocais.

Marcio: O resultado final foi satisfatório, levando alguns pontos em consideração, como tempo e dinheiro que sempre é curto nessas horas, além de a gravação que foi desgastante, pois viajávamos quase todo final de semana por mais de um ano. O melhor disso foi que ficamos muito amigos e isso foi muito importante.

Whiplash!: Ainda sobre o processo de gravação, o que diabos aconteceu com as trilhas da bateria?

Marcio: (risos) Essa eu preciso contar, foi assim: na verdade a banda entrou sem baterista pra gravar o álbum, pois o processo de escolha estava difícil e arrumar um à altura e que conseguisse tocar as faixas em pouco tempo estava se tornando cada vez mais desgastante para a banda. Pensamos até em contratar um batera só pra gravar o álbum, porém, é só no meio da gravação do CD é que conseguimos, com muito custo, arrumar o Fábio (Pervencer) para se juntar a nós.

Marcio: E é claro, depois de muitos e exaustivos ensaios, entramos em um estúdio pra gravar a bateria, e mal sabíamos que ela nos daria uma grande dor de cabeça e de dinheiro também. Pois bem, entramos no estúdio, preparamos tudo, isso no sábado, o Fábio passou o som, e na hora de abrir a mídia com as trilhas da bateria, nada! O cara batia e fazia de tudo, mas nada de abrir o CD. No começo até que ficamos meio que sossegados, pois sabíamos que tudo estava no tempo, porém o tempo foi passando e nada. Daí que entramos em ação e acabamos ligando para o produtor que teve que passar faixa por faixa por e-mail para o outro cara do estúdio que não era nada amigável, o que acabou nos estressando ainda mais e, pior ainda, alguns tempos estavam saindo fora e, aí sim, a coisa ficou mais feia, pois o que era pra ser gravado em no máximo duas horas virou oito e ainda tivemos que voltar no outro dia para gravar o restante.

Marcio: Putz, olha... Imagine, fomos com o dinheiro contado e, além de sair de lá ‘lisos’, tivemos que dar alguns cheques pré-datados (risos). Mas no final tudo deu certo e a gravação encaixou legal.

Whiplash!: Que situação...! Mas, além de suas habilidades como músicos, o que vem sendo feito para a divulgação do nome Dragon Ring? Existe uma preocupação em construir alguma relação efetiva com o público e, ainda, com o pessoal envolvido diretamente às gravadoras, festivais, etc?

Marcio: Sim, estamos divulgando muito o álbum, mesmo que de forma independente. Porém já estamos com alguns selos e gravadoras interessados em distribuir o CD da banda e estamos também com a "Hell For The Life Tour" sendo agendada e já estamos excursionando pelo Brasil. A preocupação da banda é imensa em todos os aspectos, principalmente com o público, pois em todos os shows que fazemos tentamos fazer o melhor e sempre visando o lado profissional e carismático, fazendo o que o público quer: Metal de verdade, sem frescuras e modismos.

Whiplash!: Ok, Marcio, o Whiplash! agradece pela entrevista. Fique a vontade para as considerações finais!

Marcio: Bom, eu agradeço a você, Bem, pela entrevista e pela grande resenha do álbum, e à total força que você está nos dando. Nós prezamos muito isso e posso lhe garantir que, em todos os palcos que pisamos, somos sempre bem recebidos, sinal de que a banda age de forma profissional e ao mesmo tempo mostra que as bandas de Metal no Brasil podem, sim, crescer de forma independente e gravar um bom álbum, sem uma grande gravadora. Um abraço a todos e esperamos todos vocês nos shows.

Contato: www.myspace.com/dragonringband

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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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