Metallica: Kerrang! por dentro da mente de Lars Ulrich
Por Nacho Belgrande
Fonte: Kerrang!
Postado em 25 de agosto de 2009
A edição de número 1270 da Kerrang!, o maior semanário musical dedicado ao Heavy Metal no mundo, trouxe, em 18 de julho de 2009, uma breve entrevista com o baterista do Metallica, Lars Ulrich, em destaque na seção "Por Dentro da Mente de..." da revista. Segue a tradução na íntegra.
CORRER
"Eu saio pra correr praticamente todo dia. Eu diria que não vou em média um dia a cada duas a três semanas, porque você tem que dar descanso a seus joelhos e juntas. Eu tenho duas rotinas diferentes. Estamos excursionando agora então eu corri hoje por 30 minutos. E quando não estamos na estrada eu corro por 45 minutos. Mas eu tenho estado correndo praticamente por toda minha vida. Quando eu era um garoto eu saia pra correr com meu pai e nós dois fazíamos essas corridas bem longas. Mas quando eu corro, eu o faço em silêncio. Tem a ver com ficar sozinho pra mim."
OS FÃS
"Quando eu tinha 16 anos de idade, eu vim pra Europa e interagi com algumas bandas, mais notavelmente com o Diamond Head e o Motorhead. Meu grande momento com o Motorhead foi vê-los em seu antigo espaço de ensaio em Londres. Foi bem antes de eu voltar pros EUA em Outubro de 1981. Eu ouvi que eles estavam compondo e ensaiando, então eu fui até lá e, como vocês dizem por aqui, caí pra dentro da sala. Eu fiquei sentado numa cadeira no canto assistindo ao Motorhead escrever ‘Iron Fist’. Aquilo foi realmente um momento de foder."
UMA CRIAÇÃO LIBERAL
"O fato de eu ter tido uma criação liberal (os pais de Lars permitiram que ele viajasse pela Europa quando ele só tinha 16 anos) certamente me deu uma mente muito aberta. Eu sou aberto a praticamente qualquer coisa e estou sempre disposto a provar algo novo. Eu definitivamente sou um cara do tipo ‘copo meio cheio’. Eu sempre olho o lado bom das coisas. Quando eu estava crescendo havia muita música a meu redor, muita arte, muita cultura boêmia, e eu passei muito tempo no que você pode chamar de mundo adulto. Aquilo me fez amadurecer mais rapidamente. Em certas maneiras eu queria ter sido garoto por mais tempo. Eu passava muito tempo com meus pais ao invés deles passarem tempo no meu mundo. Mas estando em uma banda de rock você tem que ter algo contra o que rebelar-se. E eu não tenho – meus pais eram meus melhores amigos."
DINAMARCA
"Eu não sou um cidadão americano, eu sou um cidadão Dinamarquês, e eu tenho muito orgulho desse fato. Os EUA são onde eu moro, é minha casa, é onde eu trabalho e onde minha família está baseada, incluindo meu pai. Mas eu sou um cidadão Dinamarquês – eu viajo pelo mundo com um passaporte Dinamarquês. Se você é um cidadão Dinamarquês você só pode ter uma cidadania. Os americanos podem ter cidadania dupla. Mas eu não posso abdicar de minha cidadania Dinamarquesa por princípio."
ROUBAR MÚSICA
"Estar certo sobre a questão do NAPSTER não significa muito pra mim. Eu não vejo glória em particular por ter provado que estou certo quanto a isso. Você tem que admitir que o outro lado fez um bom serviço porque eles fizeram uma brilhante campanha, e eles retrataram a mim e ao Metallica como sendo porcos corporativos gananciosos que estavam completamente atrás do que estava acontecendo tecnologicamente. Mas eu tenho orgulho do que fizemos, do que defendemos."
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