Andralls: Mais fasthrash do que nunca!

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Por Ben Ami Scopinho
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Apesar do crescente reconhecimento adquirido nos últimos anos, não é novidade para ninguém que o Andralls passou por inúmeros problemas durante o processo de composição e gravação de seu quinto álbum, batizado simplesmente como “Andralls”, que está sendo liberado através da parceria entre a Free Mind Media e a Distro Rock Records.

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Mas todos estes problemas não refletiram negativamente, tanto que o novo álbum é uma verdadeira aula de Thrash Metal e vem sendo apontado como o melhor trabalho desde o início das atividades dos paulistanos. O Whiplash! conversou com o baterista Xandão, que não poupou palavras em seu desabafo sobre a atual fase do Andralls, que conta atualmente com Eddie C. no baixo e Cleber Orsioli (Postwar) na voz e guitarra.

Whiplash!: Olá Xandão! O Andralls passou por profundas mudanças em sua formação nos últimos tempos, e agora é um trio. Como está sendo esta nova fase com Cleber Orsioli (Postwar) no posto de vocalista e guitarrista? E como o público veem reagindo às atuais apresentações?

Alexandre: Cara, essa nova fase tem sido a melhor para a banda. O Cleber entrou com sangue nos ‘zóio’ e isso nos deu um gás a mais para podermos dar continuidade ao nosso trabalho. Desde o lançamento do disco já fizemos umas 17 apresentações por todas as regiões do país e a galera tem pirado nos shows. Muita gente tem vindo nos falar que essa é a melhor formação que eles já viram, isso prova que a banda está mais viva do que nunca e rumando na direção certa.

Whiplash!: Voltando um pouco no tempo, foi com "Inner Trauma" (05) que o Andralls se aventurou pelos palcos latinos e europeus. Mas, após estas excursões, o que se viu foi a partida de dois membros fundadores, Di Lallo (guitarra) e, posteriormente, Alex Coelho (voz e guitarra). E até mesmo o Fabiano Penna (The Ordher), que preencheu o posto de guitarrista, não durou muito. Afinal, o que acabou acontecendo nesta época, que resultou nesta 'debandada generalizada'?

Alexandre: Vamos do começo então, ehehehe. O Di lallo saiu da banda logo após se casar, a gente estava com uma turnê marcada pelo Brasil e ele optou sair da banda para poder ficar em casa. Foi aí que chamamos nosso camarada Fabiano Penna para poder fazer essa turnê com a gente e, como já havíamos começado o processo de gravação do álbum e o Penna estava altamente envolvido com a produção, ele terminou nos ajudando nas composições e gravação do disco. Mas como ele mora em outro estado, estava ficando difícil conciliar as coisas (ensaio, shows, etc...). Foi então que chegamos ao acordo de ficarmos como um trio mesmo e continuarmos tocando o barco.




Whiplash!: O Alex Coelho também caiu fora...

Alexandre: Já a saída do Alex foi meio que um choque pra gente, pois havíamos terminado todo o disco, estávamos com toda a programação do ano feita e de repente ele avisou (por e-mail) que não iria sair para fazer a turnê de lançamento, e que conseqüentemente estava pulando fora da banda.

Alexandre: Os motivos que o levaram a fazer isso, só ele realmente sabe. Mas o que sabemos é que ele havia começado um namoro há pouco tempo e que sua namorada não estava muito contente em saber que ele iria passar um mês fora, para depois ficar viajando direto para fazer os shows... Na real isso foi até bom para a gente, pois, ou você está 100% focado no lance ou não está.

Alexandre: Além disso, ele já havia saído da banda outra vez por conta de namorada. Ou seja, o cara não serve para estar na estrada com a banda, o lance dele é tocar sua guitarrinha e ficar em casa comendo pipoca com a namorada, ahahahaha!

Whiplash!: "Inner Trauma" causou ótima impressão na época de seu lançamento, mas creio que o novo disco o supera com folgas. Uma verdadeira aula de Thrash Metal que, com certeza, irá agradar aos fãs mais tradicionais e também à nova geração de headbangers. Como você compara o álbum anterior com "Andralls"?

Alexandre: Cara, é meio que normal todo músico falar que o álbum novo é o melhor, mas nesse caso não tem como comparar, ehehehe. Eu particularmente não gosto muito do “Inner Trauma”, acho que ele tem composições boas e tal, mas a mixagem dele não me agrada. Por isso optamos em gravar o “Andralls” aqui em São Paulo, no Da Tribo, com o Willian (Subtera), e com a finalização do Penna, para que o disco saísse mais com a nossa cara. Ou seja, com uma sonoridade mais coesa e próxima do som que a banda executa ao vivo. Com certeza esse disco é o melhor da banda, disparado, tanto em termos de composições quanto de produção. E isso estamos podendo comprovar ouvindo diretamente da boca dos headbangers, que o tem elogiado muito.

Whiplash!: Foi divulgado que vocês estão se preparando para tocar novamente pela América Latina e Europa. O que pode adiantar sobre isso?

Alexandre: No momento estamos terminando a parte brasileira da tour, para poder tocar em alguns países da América do Sul antes de partirmos para a nossa segunda tour européia, que ocorrerá entre os meses de novembro e dezembro. Já estamos com vários shows confirmados pelo Velho Mundo e confirmando ainda alguns outros. Assim que todos estiverem confirmados a gente irá disponibilizá-los para a galera dar uma conferida em nossa jornada.

Whiplash!: Apesar de ser o sonho de toda banda poder tocar em outros países, a coisa toda realmente compensa? Neste sentido, que conselhos você daria a quem está se preparando para sua primeira tour além das fronteiras do Brasil?

Alexandre: É muito complicado esse lance de ‘compensar’, já que cada banda tem um objetivo. O conselho que posso dar é que as coisas sejam feitas com bastante antecedência e planejamento para que o sonho não vire um pesadelo. Só o fato de você sair do país para tocar já vale como uma experiência de vida, que a pessoa irá carregar por um bom tempo.


Whiplash!: Vocês ficaram anos sob a tutela da Marquee Records, e aparentemente tudo ia bem. Quais os benefícios que a parceria entre a Free Mind Media e a Distro Rock Records veem proporcionando ao grupo?

Alexandre: A nossa relação com a Marquee sempre foi muito boa, porém neste disco resolvemos bancar sua gravação para que tivéssemos controle total da nossa obra. A Free Mind vem desenvolvendo um ótimo trabalho com as bandas e a Distro Rock é de propriedade de um amigo de longa data, que estava muito interessado em nos lançar.

Alexandre: Sendo assim, optamos por juntar as duas e fazer o trabalho aqui no Brasil com eles, e isso tem nos dado a possibilidade de ficarmos mais focados na música do que nos negócios que envolvem a banda, já que junto à Free Mind existe uma assessoria de imprensa excelente pra divulgar nosso trabalho por aqui. Até o momento o resultado tem sido ótimo e não temos nada a reclamar, e sim a agradecer pela confiança dispensada em nosso trampo.

Whiplash!: Ainda sobre selos, o belga Mausoleum Records vinha trabalhando com vocês desde 2003, mas parece que nos últimos tempos começaram a haver algumas rusgas... Como está a situação atualmente? Há previsão de o novo disco chegar ao mercado externo?

Alexandre: Estamos negociando com alguns selos de fora do Brasil para o lançamento do disco. Ainda não sei ao certo por qual selo irá sair, vamos analisar as melhores propostas antes de batermos o martelo, mas o que posso adiantar é que o disco irá sair na Europa até novembro de 2009.

Whiplash!: Também foi divulgado que o DVD “Andralls Noiséthrash” (gostei do nome!) estaria disponível no mercado a partir de setembro de 2008, mas nada aconteceu. Haverá este lançamento, afinal?

Alexandre: Isso aí já é uma coisa que está fora do controle da banda, pois esse DVD pertence à Marquee Records, e estamos na dependência deles. Infelizmente não podemos interferir nesse processo, mas esperamos que a Marquee o lance, pois é um registro muito bom e que os fãs iriam gostar muito .

Whiplash!: Apesar de todos os reveses inerentes ao underground, que aumentam consideravelmente nos países ainda em desenvolvimento, vocês seguiram em frente e ultrapassaram a marca dos 10 anos de atividades. Muita coisa mudou neste meio tempo, e o Andralls passou por todo esse processo. Cara, quais os prós e contras para manter uma banda de Heavy Metal nos dias de hoje?

Alexandre: Acho que a melhor coisa nisso tudo é poder fazer o que se gosta, tocar com amigos e andar por esse mundão aí. Já os contras, prefiro nem citar, pois as dificuldades são enormes e nem vale a pena ficar exaltando isso. Prefiro pensar apenas nas coisas boas, pois, se formos pensar nas coisas ruins nem sairíamos de casa para dar a cara para baterem. Acho que o segredo é muito amor e dedicação pelo trabalho.

Whiplash!: Xandão, agradeço pela entrevista, e desejo boa sorte à nova fase pela qual o Andralls está passando. O espaço é seu para algum comentário final...

Alexandre: A gente gostaria de agradecer ao Whiplash! pelo espaço e apoio que sempre deu ao Andralls, e avisar a todos os fãs que a banda está mais viva do que nunca. ANDRALLS É PARA OS FORTES, OS FRACOS NUNCA SERÃO! Stay Fasthrash!!!

Contato:
http://www.andralls.com.br
http://www.myspace.com/andralls

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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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