Unliver: o dom de envolver melodias à agressividade
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 09 de julho de 2009
Natural de Niterói (RJ), o Unliver vem desde 2003 apresentando um Heavy Metal extremamente carismático e contemporâneo, que se consolida de vez com seu CD de estréia, "Unexpected Sonic Violence... Proud To Be Unconventional". Um álbum que mostra todo o suor de mais uma grata revelação da cena underground do Brasil.
Tendo em sua atual formação Marcos Rufino (voz), Alirio Solano (guitarra), Zé Carlos (baixo), Cacá Vieira (teclados) e Phill Drigues (bateria), muitos vêm comparando suas canções com o Melodic Death Metal europeu ou com o Metalcore norte-americano, mas o fato é que o Unliver procura – e consegue – seguir seu próprio caminho ao mesclar com muita classe passagens brutais com melodias mais acessíveis. Assim sendo, o Whiplash! conversou com o Phill Drigues, que deu uma geral na história do conjunto.
Whiplash!: Ainda que o Unliver esteja na ativa desde 2003, somente agora está estreando em disco. Então que tal começarmos com vocês contando um pouco de sua história?
Phill Drigues: Desde que eu e Marcos Rufino montamos a banda, em 2003, sempre trabalhamos muito. De lá pra cá lançamos duas demos: "Cut Of The Liver" (03) e "Songs For A Peaceful Day" (05); participamos da coletânea da Avernus Records, "Extreme Underground Vol.3" (06) e do "Tributo Brasileiro ao Anthrax" (07), da Collision Music, com "Indians Not".
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Phill Drigues: Nosso primeiro full-lengh, "Unexpected Sonic Violence... Proud To Be Unconventional", veio em dezembro de 2008 e estamos divulgando esse trabalho antes de voltarmos pra estúdio para a produção do novo álbum.
Whiplash!: "Unexpected Sonic Violence... Proud To Be Unconventional" foi gravado em 2006, mas lançado de forma independente somente depois de dois anos. Qual foi o maior desafio para este disco chegar ao público?
Phill Drigues: Tivemos propostas de algumas gravadoras para o lançamento do CD, mas nenhuma das propostas era interessante, e resolvemos lançar de forma independente e ter controle total sobre nosso trabalho. Devido a isso houve esse enorme atraso, pois tivemos que arcar com toda despesa da prensagem dos CDs. Foi muito difícil fazermos esse lançamento, mas foi uma vitória.
Whiplash!: Mas a espera valeu a pena, certo? Afinal, vocês fecharam a distribuição do álbum com a Free Mind. Como rolou essa parceria?
Phill Drigues: Sem dúvida, demorou, mas conseguimos o que queríamos. Conseguimos lançar nosso CD independente e ficamos livres contratos para podemos trabalhar da maneira que achamos melhor.
Phill Drigues: A antiga Free Mind Press – agora METAL MEDIA – é responsável por nossa assessoria de imprensa e a partir daí veio a oportunidade de distribuição pela Free Mind Records, ambas as empresas muito profissionais e que têm nos levantado muito no mercado. Só temos a agradecer com esta parceria.
Whiplash!: Ainda que vocês explorem uma grande variedade de estilos, existe uma linha que mantém praticamente todo o repertório amarrado e, melhor, até mesmo passível de características particulares. Afinal, como é seu processo de composição, em especial o trabalho com as vozes?
Phill Drigues: Nosso processo de composição não tem uma fórmula especial, compomos de maneira natural: surge uma idéia de algum integrante e, a partir daí, prosseguimos e vamos lapidando em ensaios. Acredito que essa grande variedade a que você se refere se dê pelo fato de todos nós escutarmos de tudo um pouco, e quando compomos acabamos misturando tudo isso, e simplesmente acontece.
Phill Drigues: O trabalho de vozes não é diferente, nosso vocalista tem muita facilidade em compor partes melódicas e de misturar isso com partes mais agressivas, com vocais rasgados e guturais, mas tudo acontece naturalmente. Não forçamos, se a música pede um vocal melódico, ela terá, do contrário não. É o caso de "Elevation" que não possui vocais melódicos.
Whiplash!: O quanto sua sonoridade progrediu desde a demo "Cut Of The Liver", de 2003?
Phill Drigues: Acredito que adquirimos uma maturidade natural desde que lançamos este primeiro registro. As composições têm a mesma fórmula desde o início da banda, porém tivemos diversas mudanças de formação, tanto que só restam dois integrantes originais, Marcos e eu. Com isso acho que nosso som progrediu bastante, adquirimos experiência não só para compor como para gravar e exteriorizar nossas idéias, pegamos muita experiência em estúdio, o que influencia muito no resultado final de um trabalho.
Whiplash!: Composições como "Another Chance", "Lost Heroes", entre outras, conseguem ser muito tensas, quase obscuras... O que gerou essa atmosfera toda no repertório?
Phill Drigues: Não sei ao certo. Como te falei anteriormente, temos influências muito diversificadas e as coisas acontecem naturalmente no Unliver. Associado a todas essas influências, colocamos muito sentimento em todas as composições. Acho que isso dá esta atmosfera a este trabalho, nós ficamos mais de seis meses ininterruptos trabalhando nesse álbum, foram muitas noites de sono perdidas, momentos de estresse, momentos de paz e muita concentração, tudo isso está nessas 12 faixas.
Whiplash!: Agora em 2009 o Unliver está participando da "Compilation Guillotine", e o registro parece ser bem caprichado. Poderia dar mais detalhes deste material?
Phill Drigues: Este é um material incrível, a coletânea chama-se "Tunnel Of Death" e são 36 bandas em um CD duplo realmente caprichado, com bandas nacionais e internacionais. A propósito, o alistamento para o próximo lançamento da Guillotine Productions está aberto, para mais informações é só entrar em contato direto com o produtor através do e-mail: [email protected] ou através do myspace oficial da produtora : www.myspace.com/guillotineprods
Phill Drigues: O Alex Állen, da Guillotine Productions, mandou muito bem neste lançamento, o material tem muita qualidade e todas as bandas representam muito bem o estilo que se propõem a fazer. O vídeo desse material encontra-se on line no you tube, é só conferir pois o vídeo fala por si só!
Whiplash!: Que barreiras o Heavy Metal brasileiro precisa superar para ser mais bem sucedido entre o público de seu próprio país? Infelizmente boa parte desse pessoal prefere assistir às apresentações de bandas covers...
Phill Drigues: Dar valor às bandas brasileiras seria o começo, pois temos grandes bandas no Brasil, tão competentes como as bandas gringas. Infelizmente o público prefere assistir às apresentações de bandas cover, por piores que elas sejam. Eu realmente não entendo, pois uma banda cover, por melhor que seja, nunca será como a original. Além disso, tem muito mais coisa que poderia melhorar no underground, como estrutura, por exemplo, um evento de qualidade é raro aqui no Brasil. Há muitos produtores bem intencionados que não sabem o que fazem, e muitos outros que só pensam em embolsar um qualquer. Assim é difícil cativar o público.
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Whiplash!: E, falando sobre as tão importantes apresentações ao vivo, como está a agenda de shows do Unliver?
Phill Drigues: Estamos fazendo shows desde janeiro, daremos uma parada agora em junho e voltaremos para a segunda parte da tour de lançamento do CD em agosto. Já estamos com três datas confirmadas para agosto no estado do Rio de Janeiro e estamos agendando shows em São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. Para o final do ano estamos vendo as possibilidades de uma mini tour de cinco shows no Nordeste. Espero que dê tudo certo!
Whiplash!: Considerando que "Unexpected Sonic Violence... Proud To Be Unconventional" foi composto há aproximadamente três anos, como estão soando as novas composições? Musicalmente, houve alguma meta específica para o futuro disco?
Phill Drigues: Nós já temos todas as composições para o próximo CD, estamos ensaiando para entrarmos em estúdio, se tudo correr como programado, até o final de julho.
Phill Drigues: Não houve meta específica, as novas composições seguem a mesma linha de "Unexpected Sonic Violence... Proud To Be Unconventional", mas não será igual, acredito que o próximo CD deva soar um pouco mais direto, porém com as mesmas características do Unliver.
Whiplash!: Certo, pessoal, agradeço pela entrevista. O espaço é de vocês para algum comentário final:
Phill Drigues: Eu que agradeço em nome de toda banda, muito obrigado pela oportunidade, muito obrigado a todos do Whiplash!, todos os leitores e todo mundo que nos acompanha e nos dá força. Quem quiser entrar em contato, nosso myspace é www.myspace.com/unliver e nosso e-mail é [email protected], Valew!! Cheers!
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