Whitesnake: "É um momento incrível para ser um músico de rock clássico!"
Por Karina Detrigiachi
Fonte: Blabbermouth
Postado em 27 de maio de 2009
O vocalista do WHITESNAKE, David Coverdale, concedeu uma entrevista ao site NRK Hordaland e falou entre vários assuntos sobre sua saída do DEEP PURPLE.
NRK Hordaland: Hoje, qual seu maior desafio no Rock ‘n Roll? Você possui muita experiência em tudo, você viajou o mundo e possui muito sucesso.
Coverdale: Bem, eu não encaro as coisas como desafios, eu as enxergo como oportunidades. Por exemplo, a oportunidade de fazer um álbum após tantos anos, quando eu nunca planejava fazê-lo, e depois ver o álbum ser bem recebido e continuar fazendo sucesso... Foi uma grande oportunidade para mim. Há alguns anos atrás, eu excursionava só a cada três anos, então todas as músicas continuavam frescas. Agora nós fazemos muito mais turnês todos os anos. Então algumas músicas ficam velhas, você sabe, para apresentá-las ao vivo. Então ter músicas novas, injetar energia nova tem sido uma ótima oportunidade. Se um dia eu usar a palavra ‘desafio’ vai ser para manter um nível de desempenho, ser capaz de cantar e me apresentar á altura do que as pessoas esperam.
NRK Hordaland: Você ficou surpreso com o sucesso que este novo álbum obteve?
Coverdale: Sim. Foi uma surpresa muito bem vinda. Tudo o que você pode fazer é dar o seu melhor em qualquer coisa que você vá fazer em qualquer tempo ou situação, esta é minha filosofia de vida. E ela funciona. Meu parceiro Doug Aldrich (guitarrista) e eu , eu senti que as músicas escritas foram uma grande mistura do caráter e identidade do WHITESNAKE – e não foi intencional. Esta foi a maneira como se desenvolveu. Eu acho que Deus e os anjo foram muitos úteis para nós. E o espírito viking!
NRK Hordaland: Quando você olhava para a platéia há 30 anos atrás, havia muitos jovens na platéia. E Hoje ainda há muitos jovens na platéia. Há uma nova geração lá. O que você pensa sobre isso?
Coverdale: É interessante! Eu já havia notado esse fato interessante há vários anos atrás na Escandinávia, na verdade, eu estava na Suécia. Eu estava olhando para a platéia e ‘Wow, estas pessoas parecem ter 14, 15, 16 anos.’ E facilmente pude perceber que se tratava de um terço da platéia. Eu tive a oportunidade de conversar com algumas dessas pessoas e eles disseram que não se sentem mais preenchidas com o mais recente ou moderno rock do que com o que chamam de rock clássico.
Coverdale: Então elas estavam muito felizes por irem a um show do WHITESNAKE. Um dia desses eu estava almoçando com o Paul Stanley do KISS, e nós concordamos que este é um momento incrível para ser um músico de rock clássico. E nenhum de nós se encantaria com a idéia de começar uma banda hoje, nesses tempos incomuns. Estamos muito gratos por ter a oportunidade de nos apresentar para públicos tão entusiasmados.
NRK Hordaland: Parece que você estava em uma encruzilhada quando estava fazendo o álbum "Northwinds".
Coverdale: Sim. Quando eu saí do DEEP PURPLE, não recebi apoio dos empresários do PURPLE. Ainda havia aquele sentimento de que eu era o novato, mesmo após eu ter sido responsável por muitas músicas durante os três anos que integrei a banda. Eu era o último cavalo no qual eles apostariam numa corrida. Então quando fiz meu primeiro álbum solo, foi com todos os tipos diferentes de músicas que eu gostava. No DEEP PURPLE pra mim era fácil escrever no estilo hard rock. Mas eu amo soul, funk, blues, você sabe. "Northwinds" é muito mais do que um esboço do que se tornou WHITESNAKE.
NRK Hordaland: Você também é muito pessoal na maioria de suas músicas...
Coverdale: Eu só não revelo os nomes mas a maioria das minhas músicas - até nas mais sexys - são como diários. Elas tem de vir de alguma inspiração. Temos como, por exemplo, a história de "Here I Go Again", que se trata de um hino Power-rock no mundo inteiro, mas ela foi escrita sobre o fim do meu primeiro casamento. Mas toda vez que ouço a história de alguém sobre "Here I Go Again", também é muito pessoal para eles. Quando as pessoas me perguntam sobre o que fala essa música eu digo ‘Ela é sobre o que você quiser’. Eu me interesso mais em ouvir a história das pessoas, porque eu já sei minha história sobre essa música.
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