Mr. Big: Billy Sheehan fala sobre o retorno da banda

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Por Diego Camara, Fonte: Blabbermouth, Tradução
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O site BigMusicGeek recentemente conduziu uma entrevista com o lendário baixista Billy Sheehan (MR. BIG, DAVID LEE ROTH, TALAS). Diversos trechos estão disponíveis abaixo.

BigMusicGeek.com: Quais foram as principais motivações por trás da reunião do MR. BIG? Eu sempre assumi, baseado unicamente em rumores e meias-verdades que circularam na imprensa, que um encontro por completo não poderia se realizar.

Billy: Uma das coisas que iniciou a reunião foi quando (guitarrista) Paul (Gilbert) tocou no (disco solo de Billy) "Holy Cow", na música "Dynamic Exhilarator". Foi a primeira vez que trabalhamos em um estúdio juntos desde que nós estávamos no MR. BIG. Ensaiamos um zilhão de vezes e saíamos juntos bastante pois moramos os dois em Los Angeles, mas nunca pensamos em trabalhar juntos novamente. Quando ele veio fazer o solo no "Dynamic Exhilarator", tívemos um lampejo. Foi ótimo. Ele fez um grande, grande solo. O primeiro foi maravilhoso e o segundo em alguns pontos superou o primeiro (risos). Então, depois disso, nós tivemos alguns outros ensaios organizados em Los Angeles quando tocamos com a banda dele. Richie Kotzen e Pat Torpey estavam lá e tocamos um monte de músicas do MR. BIG. O público saiu de suas mentes e nós ficamos como se "a única coisa que poderia superar isso seria se (vocalista) Eric (Martin) estivesse aqui". Então uma dúzia de e-mails começaram a voar aqui e ali e a próxima coisa, você sabe, nós dissemos: "Bem, vamos nos unir e ter um jantar só para passar o tempo", e nesse ponto, dissemos: "Yeah! Vamos fazer isso...". O legal disso é que ninguém jogou dinheiro na nossa frente. Não veio de fora do grupo. Não foi alguém que teve a ideia e disse: "Yeah, vamos colocar a banda de vocês juntos, colocar vocês em um ônibus por seis meses até que vocês se separem novamente". Então isso realmente veio de nós, do nosso desejo de querer tocar juntos novamente e de como amamos a banda.

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BigMusicGeek.com: Depois que a reunião começou, foi difícil desviar das animosidades e dificuldades do passado?

Billy: Eu não notei nada. Estivemos juntos no Japão por uma semana inteira em quartos próximos fazendo divulgação para a turnê que viria, os próximos lançamentos e coisas desse tipo e então eles tiveram umas dificuldades nos levando de um quarto para a sala de entrevista porque nós estávamos tão ocupados contando histórias sobre aventuras que tivemos desde a banda e durante a banda. Tivemos pessoas em volta de nós durante todo o tempo. Eu me lembro de ter falado com a tradutora... eu me esqueci qual o nome dela, "Você esteve junto conosco durante todo o tempo, traduzindo tudo. Você pode falar as pessoas que isto é real, certo?", e ela disse: "Contar a eles? Eu irei escrever um livro sobre isso". Então nós tivemos realmente um ótimo momento. A maioria das animosidades do passado, as dificuldades, ficaram como quando você encontra um velho amigo com quem você conviveu durante toda sua juventude, mas por alguma razão vocês tiveram uma briga e nunca conversaram um com o outro novamente. Bem, quando vocês voltam a se encontrar é como se nada tivesse acontecido. Foi bem desse jeito.

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BigMusicGeek.com: Você sentiu que o MR. BIG perdeu muito da criatividade quando Paul Gilbert deixou o grupo? Richie Kotzen era obviamente um substituto a altura, mas não poderia ser o mesmo...

Billy: E nunca foi. Eu amava o Richie. Nós todos amamos Richie e nós amamos toda a contribuição que ele deu à banda. Ensaiamos juntos na noite anterior. Era eu, Paul Gilbert, Richie, Pat Torpey e um grupo de outras pessoas na House of Blues. Amamos Richie, ele é fantástico, mas para mim quando um membro original da banda é trocado, não é mais a mesma banda. Eu sou um fã, tenho 60 mil músicas no meu iTunes e 300 músicas de shows no meu carro. Eu sou um grande, grande fã de um monte de bandas e um monte de músicas diferentes, e sempre mexem comigo quando há uma mudança pessoal. Isso porque, para mim, estar na banda e ver Paul sair foi duro. Nossas escolhas estavam entre nos separar ou trazer Richie. Não era a mesma banda. Tocar aquelas músicas antigas era legal, mas não era mais o mesmo. Richie é um guitarrista mais que competente, ele é espetacular e tem um estilo único, mas ao mesmo tempo não era o mesmo. Ter a formação original com Paul, Eric Martin, eu e Pat Torpey... essa é a verdadeira banda. Essa é a banda que conquistou o nosso sucesso. Para mim, essa é a versão real do MR. BIG, mas nós ainda amamos Richie. Ele é maravilhoso.

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BigMusicGeek.com: O que fez com que você tomasse a decisão de não mais trabalhar com David Lee Roth depois do lançamento de "Skyscraper" (1988)? Foi a famosa "diferença criativa", ou foi algo mais pessoal?

Billy: Dave teve uma chance. Ele decidiu tentar um novo caminho com a música. Por um lado, ele estava certo pois queria mixar batidas de dança na música. Ele estava como: "Precisamos estar mais orientados na dança", e eu estava como: "Isso é ótimo", mas não era para mim. Eu simplesmente não poderia ir lá e fazer estas coisas, então eu sai, mas por um lado ele estava certo pois a Dance Music se tornou o próximo gigante, e agora é tudo muito bonito. Eu chamaria isso de Aeróbica Karaokê. Basicamente são pessoas fazendo karaokê pois eles são cantores que não cantam de verdade em seus discos e somente são levados nas batidas. E então temos oito a vinte pessoas fazendo aeróbica perto deles e isso é 90% de toda a música que você vê atualmente na TV. Então por um lado ele estava certo, mas o problema era fazer uma batida como aquela quando você é um roqueiro e os outros roqueiros irão odiar você, pois você os traiu, e os caras da Dance irão odiar você pois antes você era um cara do Rock. Então, infelizmente, ele caiu entre as fendas, mas por um lado ele estava certo. Ele previu que a Dance music iria chegar. Ele fez, mas ao mesmo tempo, tínhamos um monte de outros grandes músicos e um monte de outras grandes bandas. Eu acredito que ele jogou os dados e eles não vieram com o número necessário.

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BigMusicGeek.com: Alguma verdade nos rumores que foram dados de que você iria substituir Michael Anthony no VAN HALEN? Observando, era um movimento lógico, considerando que você já tinha conexões com David Lee Roth enquanto artista solo...

Billy: Sim, eu estive. Por um longo tempo eu neguei isto, pois Michael (Anthony, baixista, ex-VAN HALEN) é um amigo muito querido. Eu o amo muito. Fui surpreendido, isso aconteceu várias vezes. Uma vez quando nós (TALAS) fizemos uma turnê com eles em 1980, aconteceu de novo em 82 depois da gravação do "Diver Down", e de novo antes de Dave me chamar... e então, quando eu estava fora do MR. BIG antes que os fatos envolvendo Gary Cherone ("Van Halen III" 1998) acontecessem eu falei com eles e então falei com eles mais uma vez depois disto. Então isso aconteceu um monte de vezes. Estivemos sempre brincando com isso (risos). Eu sai várias vezes com Ed, ensaiamos e conversamos sobre negócios. Ele é um cara maravilhoso. Eu amo sair com Ed e um baterista, você sabe? Tanto quanto eu gostaria de estar na banda, não queria também que a banda mudasse pois sou fã do VAN HALEN. Se Michael não está lá, não é a mesma banda, mesmo se fosse eu, entende? Mas tenho certeza que se a oportunidade tivesse ido mais longe, eu teria aceitado. Nós conversamos sobre isso seriamente várias vezes em épocas diferentes e com vários pontos de vista diferentes, mas nunca realmente se materializou. Quando eles chegaram de volta novamente com Dave e saíram sem Michael, eu fiquei muito triste. Sou muito honrado e eu amo todos esses caras. Alex, Eddie, Dave e Michael, amo todos eles e gostaria que estivessem juntos novamente. Pelo menos Dave e Eddie estão juntos novamente. Estou feliz por isso, sabe? É como deve ser. Quem sabe o que o amanhã nos trará. Estou muito bem por eles estarem juntos novamente e espero que estejam felizes. Eu amo o VAN HALEN. Amo todos os quatro Van Halens e eles todos foram uma grande, grande influência para mim.

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Leia a entrevista completa no BigMusicGeek.com:
http://www.bigmusicgeek.com/BillySheehan1.html




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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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