Andre Matos: "Time To Be Free é sobre a liberdade interior"
Por Emanuel Seagal
Fonte: BraveWords
Postado em 02 de fevereiro de 2009
O Komodorock.com conversou em 2009 com ANDRE MATOS. Confira abaixo trechos da entrevista.
Komodorock.com: Seu álbum solo, "Time To Be Free", em minha opinião, captura a essência da liberdade que todos precisamos para procurar nosso interior. Como você descreveria melhor a razão mais forte deste álbum.
Andre Matos: "Essa é a definição. 'Time To Be Free' é sobre a liberdade interior, o que eu acho bem difícil de alcançar. Os orientais sabem melhor disso do que nós porque às vezes você não se importa com uma situação na qual se encontra e tenta encontrar sua paz dentro de si, sua liberdade principalmente, e nós continuamos vendo pessoas neste engraçado mundo no qual vivemos atualmente onde tudo muda tão rápido. Quero dizer, eu crescí numa época diferente, onde não havia Internet ou celulares e notei como as coisas estão se movendo e também, quantas pessoas estão realmente procurando pela liberdade em outro lugar, é tudo sobre o dinheiro, comprar coisas e acho que às vezes eles esquecem a essência básica da vida. Música ainda está aí e essa é a principal razão pela qual toco música. Música ainda é uma poderosa ferramenta, uma ferramenta para fazer as pessoas acordarem. Essa é a razão principal deste disco, tentar, com as músicas e letras, dar às pessoas novas formas de encarar a vida, se sentirem confortáveis e se sentirem livres internamente".
Komodorock.com: A música é sua liberdade?
Andre Matos: "Música é absolutamente minha liberdade. Não há coisas melhor, quando você está no palco, quando está compondo, quando está gravando, é quando você coloca toda sua alma e eu realmente pretendo entrega-la quando estou fazendo isso".
Komodorock.com: Eu acho interessante que você diz que acha sua liberdade na música e quando está no palco, compondo e gravando porque tantas bandas não têm harmonia ou equilíbrio e parece que isso é quando tudo dá errado e se têm constantes brigas com integrantes.
Andre Matos: "Sim, isso é ruim, estive lá também. Eu passei por algumas separações antes e entendo perfeitamente. Quando não há harmonia entre os membros você basicamente não consegue criar boa música e essa é uma das principais razões pelas quais me separei das minhas bandas anteriores. Talvez o VIPER, minha primeira banda quando eu era adolescente, foi porque eu queria continuar com estudos musicais e não tinha tempo para focar em ambas as coisas e escolhí ir para a universidade, mas com Angra e Shaman foi apenas uma questão de não termos um equilíbrio entre os membros e você não pode fingir que você está criando música. Soa como lixo e quando você toca ao vivo as pessoas percebem, a audiência não é estúpida e eles percebem que há algo acontecendo e então parece que as bandas só estão fazendo isso por dinheiro ou por qualquer razão que seja, mas não é essa a forma que eu vivo ou penso e sempre tento melhorar e ser o mais honesto que posso musicalmente. Eu acho que é por isso que as vezes acabar com uma banda é melhor do que mantê-la em uma situação forçada".
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