Mortifer Rage: Superando Barreiras e Preconceitos

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Por Ben Ami Scopinho
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O mineiro Mortifer Rage está completando uma década de atuação e trabalhando duro para passar por cima das constantes dificuldades, manter a integridade e mostrar seu Death Metal. Apoiados pelos selos Genocide Productions e Misanthropic Records, o pessoal enfim chega a seu segundo CD, “Murderous Ritual”, que novamente mostra como o cenário brasileiro é prolífico em termos de música extrema.

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Tendo em sua formação Pira (voz), Robert Aender (guitarra), Ramon C. (guitarra), Mauricio Egydio (baixo) e Wesley Adrian (bateria), o Whiplash! foi conhecer um pouco mais sobre a história do Mortifer Rage, resultando na matéria abaixo.

Whiplash!: Olá pessoal! A trajetória do Mortifer Rage está completando uma década. Como foram os primórdios de suas atividades?






Mortifer Rage: O Mortifer Rage surgiu em 1999 formado por Robert Aender e Fernando Herrera, que hoje não faz mais parte do cast da banda. Destes 10 anos de existência o Mortifer Rage lançou várias demos, coletâneas e um trabalho independente chamado “Legacy Of Obssessions”, além de realizar vários shows pelo Brasil.

Whiplash!: Seu primeiro álbum, “Legacy Of Obssessions” (02) teve o privilégio de ser distribuído na Europa pelo selo português Hallucination Productions. Como rolou esta parceria e como foi a recepção do debut por lá?

Mortifer Rage: Devido a vários contatos no exterior, a Hallucination foi um dos quais se interessou pelo nosso trabalho, e fizemos uma parceria que resultou na distribuição por eles na Europa, principalmente em Portugal.

Whiplash!: Somente agora em 2008 o Mortifer Rage chegou ao segundo álbum. Mesmo tendo lançado o EP “Deformity” em 2004 e participado de duas coletâneas no ano seguinte, que mantiveram seu nome em evidência, quais os entraves que dificultaram tanto para que “Murderous Ritual” chegasse ao público?

Mortifer Rage: O Mortifer esteve sempre produzindo novos sons, fazendo shows e, ao mesmo tempo, trabalhando na parte burocrática com selos e distribuidoras. Porém, mesmo com músicas prontas para a gravação do álbum oficial, apenas propostas desfavoráveis apareciam devido a selos e distribuidoras que visam o lucro e não o Metal. Infelizmente existem selos que visam apenas o visual e a questão financeira.

Whiplash!: A questão financeira é compreensível, mas, como assim, apenas o visual?

Mortifer Rage: Se você possui traços europeus e tem dinheiro para pagar as gravadoras para lançar seu trabalho, isso acontece facilmente. E não é isso que o Mortifer Rage procurava, temos conceitos e um trabalho de respeito dentro do Metal. Por isso, agora sim, encontramos dois selos que visam o underground nacional e sua importância no cenário mundial. O Murderous Ritual tem distribuição no Brasil e no exterior com selos de competência.

Whiplash!: “Murderous Ritual” é um belo registro. Death Metal com a brutalidade dos velhos tempos e sem os tão contestados elementos modernos... O quanto a banda evoluiu desde seus primeiros anos?

Mortifer Rage: Procuramos sempre estar atualizados dentre o que há de melhor no Death Metal mundial. Com isso procuramos mesclar o que há de novo à nossa influência musical, e tem dado certo devido ao respeito dos bangers quanto ao nosso trabalho. O álbum “Murderous Ritual” é nosso primeiro álbum oficial e já demonstra várias influências diversas nas composições antigas e novas que compõe o álbum.

Whiplash!: Algo que torna seu repertório realmente dinâmico é que, em meio a toda a agressão sonora, há diversas mudanças de ritmos, como nas excelentes “Guilty” e “Divine Ideological Speech”. Afinal, como funciona o processo de composição do Mortifer Rage?

Mortifer Rage: A cada composição procuramos diversificar os ritmos e trazer algo que contagie o ouvinte dentro da composição. Não basta só a velocidade, a música tem que ter alma e acompanhar a temática da composição. É muito bom saber que o resultado tem dado certo e com isso o Mortifer vem ao longo de uma década conquistando o respeito do público banger.


Whiplash!: Já faz alguns meses desde o lançamento de “Murderous Ritual”. Como vem sendo a repercussão do álbum perante o público e mídia especializada?

Mortifer Rage: O processo é lento devido também às prioridades na mídia, mas até então o trabalho está satisfatório e aos poucos vai chegando ao conhecimento do público banger, tanto no Brasil quanto no exterior.

Whiplash!: O trabalho gráfico deste disco ficou muito bonito! Qual o conceito por trás da ilustração de sua capa?

Mortifer Rage: A arte gráfica demonstra a letargia diante a problemas sociais e pessoais, a manipulação religiosa e política, a necessidade de resgatar a fé em si mesmo, o que vem acarretando um ritual de suicídio, um ritual assassino contra seus próprios conceitos.

Whiplash!: Creio que o único ponto passível de alguma crítica desfavorável em “Murderous Ritual” seja sua gravação. Vocês ficaram satisfeitos com seu resultado final?

Mortifer Rage: Em se tratando de Brasil é complicado agradar a todos quanto ao resultado final de um trabalho sonoro, pois se compararmos o resultado com o de bandas que tem um suporte de grandes produtores no exterior, ou mesmo quem pode trazer um produtor para uma mixagem final, é complicado, e implica em altos custos e burocracia.

Mortifer Rage: O “Murderous Ritual” tem um resultado a nível que uma banda no Brasil sem suporte pode produzir e, mesmo não tendo uma sonoridade no patamar de uma produção gringa, pôde demonstrar a essência do trabalho.

Whiplash!: Com certeza mostra sua essência... Vocês já tiveram a oportunidade de tocar ao lado de ícones estrangeiros do porte do chileno Sadism e dos norte-americanos Hate Eternal e Incantation. Poderia compartilhar conosco algumas lembranças destas apresentações? E como está sua atual agenda de shows?

Mortifer Rage: Tocar ao lado de grandes bandas é muito importante para o nosso trabalho, estes eventos não só são importantes para o curriculum do grupo, mas também para demonstrar o quanto as bandas nacionais são importantes e têm competência para estar ao lado de bandas gringas, demonstrando a força do metal nacional. Hoje estamos fazendo shows de divulgação de “Murderous Ritual” e em breve esperamos alcançar todo território nacional e o shows no exterior.

Whiplash!: Ok, pessoal! Agradeço pela entrevista lhes desejando boa sorte. O espaço é de vocês para os comentários finais.

Mortifer Rage: Agradecemos ao espaço cedido e com muito profissionalismo esperamos alcançar nosso objetivo que é trazer ao metal nacional um respeito ainda maior, e agradecemos também aos bangers que ao longo desta década veem ao nosso lado lutando em prol do metal! Quem não adquiriu o álbum “Murderous Ritual” pode entrar em contato por email: mortiferrage@gmail.com e acesse ao site oficial que já está no ar: www.myspace.com/mortiferrage. Valeu!!!!!

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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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