Yngwie Malmsteen: "soldado de uma legião imortal"
Por Pedro Zambarda de Araújo
Fonte: Blabbermouth
Postado em 30 de dezembro de 2008
David E. Gehlke, do Blistering.com, conduziu em 2008 uma entrevista com o lendário guitarrista sueco YNGWIE MALMSTEEN, que falou sobre a Calçada da Fama, paixão pelo som extremo e outras coisas.
Blistering.com: Você foi indicado para a Calçada da Fama em Hollywood no mês de outubro. Como se sentiu lá?
Yngwie Malmsteen: "Foi surreal. Era exatamente onde eu estava quando vim pela primeira vez aos States. Eu costumava andar por aquelas ruas quando era jovem. É bastante bizarro, mas é também uma grande honra estar lá. Era meu objetivo, basicamente... na Suécia, não é aceitável ser músico, você deve ter um serviço braçal como ser soldador ou carregar pedras. Música não era considerada um verdadeiro trabalho porque eles têm um comportamento socialista. Quando eu vim aos States, eu estava muito satisfeito porque ser um músico é muito recompensador e foi prazeroso saber disso. Eu queria poder apenas fazer música e ter algo para comer. Esse era meu objetivo. Eu me tornei um pouquinho diferente, de lá pra cá [risos]".
Yngwie Malmsteen - Mais Novidades
Blistering.com: Quais são seus pensamentos sobre o resurgimento da guitarra solo, da fritação? Em 1990, você foi um dos poucos que ainda sustentavam essa bandeira. Nossa, hoje em dia suas músicas estão até nos videogames!
Yngwie: "Pessoalmente eu não sigo tendências, não importa quais forem. Eu só faço o que quero e é isso. Quando fiz a turnê com o G3 [com Joe Satriani e Steve Vai] percebi o extremo interesse na guitarra elétrica. Éramos apenas nós tocando guitarra — não havia sequer uma banda de rock´n´roll. Não havia nada além de solos de guitarra por três horas. Isso foi legal e surpreendente, e eu percebi que isso estava retornando. Mesmo quando o grunge veio e se foi, nada tomou seu lugar. Depois disso, não houve outro som bom de verdade. No começo, eu estava cético quanto a nós todos, mas agora acho que é legal porque as crianças, todas elas, estão jogando esses games".
Blistering.com: Há algum interesse em fazer outro álbum clássico como seu "Concerto Suite For Electric Guitar"?
Yngwie: "Agora eu me encontro mais perto do Metal. Mais do que nunca, pois eu me sinto bastante energético e apaixonado por fazer música extrema. Eu não tive o tempo para fazer mais música sinfônica, parecida com as de filmes. Mas eu adoraria fazê-la. No momento, eu estou num lugar ótimo. Minha mente está focada, saudável e eu gostaria de levá-la com meus amplificadores Marshall, essas máquinas fulminantes. O clássico nunca vai me deixar, de qualquer modo. Mesmo músicas de Heavy Metal como 'Death Dealer' têm progressões de acordes bem clássicas... bem Bach".
Blistering.com: Você tem 20 anos desde seu acidente de carro. Do que você mais se recorda e o que mudou em você por causa disto?
Yngwie: "O engraçado é que foi um sério acidente de carro. Eu estava em coma, mas além das coisas que me ocorreram naquele ano, o pior de tudo que poderia ocorrer realmente aconteceu. Minha mãe morreu, eu perdi minha casa em um terremoto e descobri que meu empresário havia roubado todo meu dinheiro. Esse buraco foi um enorme pesadelo. O acidente de carro foi uma coisa ruim, mas eu superei aquilo relativamente rápido, tenho que admitir. Sou o tipo de pessoa - se você não me matar -, que vai voltar fortalecida. Você tem que me sufocar. O mais forte que você me pressionar, mais forte eu vou empurrar de volta. Sou como um soldado de uma legião imortal [risos]. Quanto mais desafiadoras são as coisas, mais eu trabalho. É engraçado que minhas coisas estão mais comigo quando eu estou de acordo e feliz. Depois a música veio realmente agressiva. Algumas pessoas dizem: 'você vive na Flórida, onde tem coqueiros e sol, mas você escreve músicas como se vivesse nos calabouços'. E eu digo: 'vou te contar o porquê: eu cresci no inferno!'"
Leia a entrevista na íntegra (em inglês) neste link.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Bono e The Edge explicam o que mantém o U2 unido há 50 anos
Akira Takasaki (Loudness) sobe ao palco com o Angra para tocar clássico do Deep Purple
A banda que Dave Grohl chamou de circo e comparou a cerveja velha e sem graça
O disco mais odiado do Metallica que Jimmy Page e Jack White adoraram
O que Ronnie James Dio disse a Scott Ian cinco anos depois de um envelope por baixo da porta
O pior disco do Kiss: Paul Stanley escolhe dois, e Marty Friedman discorda
A pergunta estranha que Clive Burr teria feito a Nicko McBrain
O nome em "Livin' on a Prayer" que Jon Bon Jovi vetou: "Não posso cantar"
A canção de dois adolescentes que impediu "Bohemian Rhapsody" de chegar ao topo das paradas
A música do Slayer que produtor Ross Robinson considera tão boa quanto "Angel of Death"
Nicko McBrain reconhece que Iron Maiden foi injusto com Blaze Bayley
A delicada música do Black Sabbath que Tony Iommi escolheu para seu casamento
A música que Jon Bon Jovi nunca cantaria, segundo Desmond Child
Vocalista reflete sobre onda de haters contra o Greta Van Fleet
As 10 músicas mais pesadas do Queen, incluindo uma raridade que quase ninguém conhece
A bizarra cena que Kiko presenciou em show do Megadeth que o fez ter saudades do Brasil
Quando os irmãos do Van Halen se interessaram pelas irmãs do Heart
A estratégia que Frejat usou em "Puro Êxtase" para não ser acusado de apologia

O convite de lenda que Yngwie Malmsteen recusou e hoje acha que deveria ter aceitado
Yngwie Malmsteen explica "não" a David Lee Roth e por que não trabalharia com Dio
O guitarrista brasileiro que compôs frevo inspirado em Yngwie Malmsteen
Joe Lynn Turner explica diferenças entre trabalhar com Ritchie Blackmore e Yngwie Malmsteen
Jeff Scott Soto mantém esperanças de fazer as pazes com Yngwie Malmsteen
Marilyn Manson: "Sou ainda pior fora do palco"
Dream Theater: Myung não tinha planos de ser baixista



