Saxon: "'Crusader' é nosso maior álbum", afirma Biff Byford
Por Leo Kreator
Fonte: Blabbermouth
Postado em 19 de dezembro de 2008
A webzine sueca Metalshrine conduziu uma entrevista com o vocalista Biff Byford, da lendária banda de heavy metal britânica SAXON em 12 de dezembro. Nela foram discutidos aspectos sobre a composição do novo álbum, dentre outros assuntos.
Metalshrine: De que maneira o título do novo álbum ["Into The Labyrinth"] representa as suas músicas?
Biff: "Não representa! (risos) Bem, eu escrevi uma música... algumas letras... uma música chamada 'Into The Labyrinth' e nós não a terminamos. Não entrou no álbum, mas eu gostei do título. Sabe, dentro do labirinto, o labirinto da vida, o labirinto do álbum, sabe, músicas diferentes. Eu apenas gostei do título, então continuamos com ele. Poderíamos tê-lo chamado de ‘Batallions Of Steel’, que também é um bom título. Eu não queria que as pessoas se focassem só numa música, então eu fiquei com ‘Into The Labyrinth’. A arte de capa é ótima! Eu gosto de todas essas coisas celtas, religiosas, medievais."
Metalshrine: É, ficou ótima. Vocês trabalharam com o mesmo cara dos últimos dois álbuns?
Biff: "Sim, trabalhamos com o mesmo cara. Não no último álbum. O do último álbum era um cara russo, eu acho, mas nós trabalhamos com o cara que fez ‘Crusader’, ‘Rock The Nations’ e mais alguns. Mas a arte de capa do single foi feita por um amigo alemão nosso que trabalha bastante no nosso website."
Metalshrine: Quando vocês começaram a trabalhar no álbum?
Biff: "No começo deste ano, na verdade. Foi tudo feito muito rápido. Estávamos escrevendo-o em janeiro e fevereiro e estávamos gravando em junho e julho, na verdade, ou em julho e agosto. De fato, quando nós tocamos no Sweden Rock nós estávamos gravando e estávamos indo e voltando da Alemanha. É por isso que nós o gravamos no norte da Alemanha, porque era mais fácil de se ir e voltar de lá, então todo fim de semana nós estávamos no festival e durante a semana nós gravávamos o álbum."
Metalshrine: Quando você escreve um álbum como esse, que parte é feita de idéias antigas, sobras, e que parte é nova?
Biff: "Nada dele [é antigo], na verdade. Há uma música ali que sobrou do último álbum e ela é ‘Protect Yourselves’. Não era chamada ‘Protect Yourselves’, era chamada ‘The Lair Of The White Wolf’. Não me pergunte sobre o que era, foi alguma idéia maluca que eu tive. Mas eu a mudei para ‘Protect Yourselves’. Quer dizer, eu obviamente estou assistindo muitos filmes de desastre. (risada)"
Metalshrine: O que [o produtor] Charlie Bauerfiend fez pelo álbum?
Biff: "Ele... é bom ter Charlie no controle de tudo e mantendo tudo em ordem, porque a gente pode se perder bem. Nós gostamos de tocar ao vivo, então... nós gostamos que tudo soe bem ao vivo, o que não é sempre bom. Nós trabalhamos com digital agora e temos arquivos grandes, então ele tem que controlar e fazer tudo isso. Ele particularmente não tem muito a ver com a composição, mas eu e ele trabalhamos juntos bem próximos, tentando idéias diferentes e tentando apenas criar mais coisas novas do nosso interesse e com sorte do interesse da banda também. Por exemplo, em ‘Batallions Of Steel’ nós tentamos alguns corais femininos, o que achamos que funcionou muito bem. Nós não exageramos. Nós poderíamos ter dado uma de NIGHTWISH, entende o que eu digo? Apenas achamos que isso adicionou uma qualidade majestosa à música".
Metalshrine: Sobre o novo álbum, algumas das músicas tem um pouco da pegada mais clássica do SAXON, como "Live To Rock" e há algumas coisas como "Battalions Of Steel" que são bem pesadas e talvez estão entre as músicas mais pesadas que vocês já fizeram. Parece brilhante.
Biff: "Bem, o que acontece é que nós sempre estamos tentando misturar os dois estilos. O lado mais rock ‘n’ roll e o lado mais heavy metal. Sempre estamos tentando misturar os dois e eu acho que isso provavelmente deixa o som um pouco único, na verdade. Uma abordagem única em vez de todas as músicas soarem totalmente iguais. Tentamos misturar mais, porque somos duas bandas em uma. E sempre fomos. Como ‘Wheels Of Steel’, por exemplo. Você tem ‘Wheels Of Steel’ e ‘Motorcycle Man’. Você tem ‘Strong Arm Of The Law’ e ‘Heavy Metal Thunder’. Sempre tivemos esse amor pela música com base blues, mas também adoramos o metal ‘arranca-toco’. Eu acho que conseguimos juntar as coisas agora, escrevendo em ambos os estilos e nós os colocamos no álbum e parece que funciona muito bem."
Metalshrine: Qual sua opinião atualmente sobre álbuns como "Crusader" e "Innocence Is No Excuse" onde a gravadora queria que vocês se focassem no mercado norte-americano?
Biff: "Eu acho que ‘Crusader’ é nosso maior álbum e obviamente a música... mais de um milhão de pessoas assistiram-na no YouTube, então obviamente é uma grande música de qualquer jeito. Eu sempre acho que os álbuns podem ser melhores, inclusive o novo. Estamos tão próximos aos álbuns e tão dentro do processo de produção que para mim, eu sempre estaria mexendo e adicionando mais coisas, então alguém tem que dizer ‘chega pessoal! Vamos lançar!’ Eu acho que ‘Crusader’ se sustenta bem, na verdade. Há algumas músicas que são um tipo meio ‘rock frescurento’, como os alemães dizem. Mas eu acho que ele se destaca e eu acho que tem algumas coisas boas nele. Eu acho que o estilo da banda estava mudando nesse período, depois de ‘Power And The Glory’, mas eu ainda acho que ele retém alguns elementos clássicos, especialmente na música ‘Crusader’. Eu gosto desse álbum! Não posso dizer que o ouço muito, mas vale a pena comprá-lo pela arte de capa, e só por essa música, na verdade. É um álbum bem clássico."
Metalshrine: E sobre "Innocence Is No Excuse", que foi ainda mais commercial?
Biff: "Bem, esse é mais um álbum que eu adoro! Como músicos, nós alcançamos verdadeiramente um ótimo ponto como compositores naquele álbum. Eu acho que algumas das músicas são ótimas. Eu acho que a produção foi... o que aconteceu foi que nós poderíamos tê-la feito muito mais bruta, do jeito que o material novo é. Mais direto e reto, mas eu não sei se isso funcionaria. Nós vamos regravar algumas dessas faixas e ver se funciona. Com uma abordagem mais crua e orientada à guitarra... aquele álbum é mais orientado ao vocal eu acho, então vamos colocar mais guitarra e trazê-lo de volta à vida. Eu não sei, mas eu gosto daquele álbum."
Leia a entrevista completa (em inglês) neste link.
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