Exodus: "Nós e o Metallica criamos o Thrash Metal"

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Por André Sanchez, Fonte: Blabbermouth, Tradução
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O site BigMusicGeek.com conduziu em novembro de 2008 uma entrevista com o guitarrista do EXODUS, Gary Holt, que falou sobre diversos assuntos, incluindo seu ponto de vista sobre a criação do Thrash Metal.

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BigMusicGeek.com: Sendo um músico pioneiro do Thrash Metal, você se sente orgulhoso com o lugar do grupo na história do gênero?

Gary: "Eu estou perfeitamente contente com nosso lugar na história do Thrash Metal. Nós somos definitivamente a banda que começou tudo. Nós e o METALLICA. Só pode haver discussão sobre quem veio antes. É como a discussão do ovo e da galinha, sabe? Todo dia eu vejo pessoas dando o respeito que merecemos, mas ao mesmo tempo, eu percebo uma imensa falta de respeito. Eu ainda sinto que não estamos ganhando nada. Mas essa é uma das coisas que deixa motivado, então talvez eu mesmo esteja imaginando coisas. Eu não sei. Existem apenas duas bandas como nós que conseguiram discos de platina. Uma delas é o METALLICA, que é a maior banda de rock do mundo e a outra é o MEGADETH. O SLAYER não tem nenhum álbum de platina. O TESTAMENT não tem nenhum álbum de platina, assim como o ANTHRAX não tem (Nota da matéria original: só pra constar, o álbum "I'm the Man" do ANTHRAX ganhou um disco de Platina em 1993). Nós certamente ficamos observando tudo do lado de fora de vez em quando, mas quando eu escuto pessoas dizendo coisas como 'The Big Four' (grupo das quatro maiores bandas de Thrash metal)... nós já estavamos fazendo tudo isso quando o resto ainda tocava covers e usava camisas listradas, sabe? Mas entre todas as outras 'velhas guardas', quem mais ainda faz álbuns com a vitalidade que temos agora? Eu acho que ninguém faz".

BigMusicGeek.com: Depois de tudo o que passou, a que você atribui a longevidade da banda? Vocês estão, afinal, fazendo música de uma forma ou de outra por um bom tempo agora.

Gary: "A única explicação que eu tenho pra isso é que eu sou louco (risos). Eu estou louco da cabeça e não sei o que é certo. Nós somos homens velhos e amargos. É por isso que ainda estamos aqui (risos). De vez em quando eu me surpreendo com o fato de ainda estarmos aqui, sabe? Nós nos mantivemos fiéis ao que banda acredita. Nós nunca nos vendemos. Nós conseguimos suportar e sobreviver a muitas modas musicais que vão e voltam. O tipo que nós fazemos e tocamos sempre encontrou uma maneira de sobreviver, sabe? Nós somos como a barata do mundo musica. Eu ainda amo fazer isso. Quando eu vou escrever uma música ou inventar novos riffs, eu amo o que faço e se eu invento algo muito bom, eu realmente fico interessado. É exatamente igual quando eu tinha 20 anos. Eu estou lá, perdido no que estou fazendo e então eu ligo para todos da banda para contar o quão pesado é o que compus. Eu ainda fico muito animado com isso. Mas eu não subestimo tudo isso, eu acho que ainda temos muito a oferecer".

BigMusicGeek.com: Antes do início das gravações, duvidava-se que o "Let there be blood" (a recém lançada regravação do clássico de 1985, "Bonded by Blood") seria inteiramente produzido pela banda? Inicialmente, pensei que o grupo trabalharia com Andy Sneap...

Gary: "Como eu entendo de produção, eu sou mais do que capaz de fazer tudo sozinho, sabe? Eu produzi os álbuns 'The Atrocity Exhibition... Exhibit A' e 'Shovel Headed Kill Machine' sozinho e no 'Tempo Of The Dammed' nós trabalhamos com o Andy. Eu e ele trabalhamos tão bem juntos. Ele sabe que eu consigo fazer tudo sozinho, mas o processo criativo entre nós dois é simplesmente fenomenal. Nós concordamos sobre tudo e temos idéias novas e diabólicas. Você tem que olhar tudo sob um ponto de vista histórico, sabe? Nós viemos do mesmo gênero musical e da mesma época, então ele sabe como tirar a melhor performance da gente. Além disso, ele é um dos meus melhores amigos. Nós nos divertimos muito trabalhando juntos do início ao fim. Nós nos provocamos e brincamos o tempo inteiro (risos). É uma ótima relação e nem parece trabalho, sabe? Como engenheiro de som e produtor, as mixagens são simplesmente as melhores. Então eu sempre gosto de ter ele no estúdio, mas dessa vez, quanta criatividade poderia ter surgido? Eu simplesmente fui e produzi 'Piranha'. Eu sei como gravar 'Piranha' (risos). Eu não vou fazer algum remix doido dela, sabe? Como colocar batidas industriais de fundo ou qualquer coisa do tipo".

BigMusicGeek.com: Nesse momento, você considera o vocalista Rob Dukes de fato o frontman do EXODUS e, por consequência, esta a última formação da banda?

Gary: "Ele definitivamente não é tão bom quanto Paul (Baloff; o falecido vocalista do EXODUS), sabe? E isso é que é belo e impressionante sobre Paul Baloff. Ele sempre vai ser o cantor definitivo do EXODUS porque foi ele que cantou no 'Bonded by Blood'. E esse é o álbum que sempre vai nos definir. Nós fizemos coisas muito boas com (o ex-vocalista Steve) Zetro (Souza), mas o Rob é o cara certo pro momento, especialmente porque EXODUS de agora se tornou mais agressivo, sabe? Rob é o cara certo pra cantar esse tipo de música, mas ele também consegue cantar bem o material do Zetro e do Paul. Ele faz do seu próprio jeito, mas sem se afastar muito do feeling original e do espírito da música. Eu nunca iria querer que ele cantasse 'Fabulous Disaster' como se ele fosse Chris Barnes (antigo vocalista do CANNIBAL CORPSE/SIX FEET UNDER). Não há nada de errado com isso, mas não é a maneira correta de se cantar aquelas músicas. Rob as canta corretamente. Essa formação é a mais perigosa que já tivemos. è mais rápida, mais agressiva, é melhor e mais ambiciosa. A primeira formação foi a melhor porque nós estávamos realmente inventando algo. Mas sabendo o que eu sei, a formação atual é uma força que não pode ser parada, sabe? É simplesmente foda".

Leia a entrevista completa (em inglês) neste link.

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