Gary Holt compara James Hetfield e Dave Mustaine e diz que toque de Dave é "diferente"
Por Gustavo Maiato
Postado em 25 de janeiro de 2026
O guitarrista Gary Holt, do Exodus, falou abertamente sobre dois dos maiores nomes da guitarra no metal: James Hetfield e Dave Mustaine. Em entrevista recente à Sweetwater (via Ultimate Guitar), Holt elogiou ambos, mas deixou claro que cada um representa um tipo muito específico - e exigente - de dificuldade técnica.
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Ao abordar a técnica do downpicking, marca registrada do som do Metallica, Holt foi categórico ao falar de Hetfield. Segundo ele, ninguém chega perto do vocalista e guitarrista quando o assunto é tocar riffs pesados apenas com palhetadas para baixo, ainda mais cantando ao mesmo tempo.
"O James é o melhor de todos. Quando você tem uma parte inteira só de downpicking e, de repente, entra um slide no meio, existe um motivo pra isso. Mesmo assim, ele continua sendo o melhor. E ainda canta enquanto toca. Eu não consigo cantar uma nota e tocar ao mesmo tempo."
Holt reconhece que Hetfield, como qualquer músico experiente, usa pequenos "truques" ao vivo para aliviar a tensão física - especialmente considerando a idade -, mas isso não diminui seu status.
"Todo mundo dá uma 'roubada'. Estamos com mais de 60 anos. O James ainda é o GOAT, o maior de todos os tempos. Até ele dá essas pausas estratégicas, como em 'Welcome Home (Sanitarium)'. Isso não muda o fato de ele ser o melhor."
Quando o assunto mudou para Dave Mustaine, líder do Megadeth, Holt fez questão de diferenciar as abordagens. Para ele, a dificuldade do ex-companheiro de Metallica não está tanto no esforço físico contínuo, mas na complexidade técnica e na precisão extrema.
"O lance do Dave é diferente. É super técnico, super difícil fazer todas aquelas notas soarem limpas. Não é necessariamente algo punitivo fisicamente, mas é um outro tipo de dificuldade. Ainda assim, é extremamente difícil."
Segundo Holt, executar as linhas de Mustaine exige controle absoluto, clareza e articulação - um desafio tão grande quanto o downpicking implacável de Hetfield, apenas em outra direção. A fala do guitarrista do Exodus reforça uma velha discussão entre fãs: não se trata de quem é "melhor", mas de estilos radicalmente distintos, cada um levando a guitarra do metal ao limite de formas diferentes.
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