Ozzy Osbourne: "nunca deixarei de ser o que sou"
Por Felipe Ferraz
Fonte: Calgary Herald
Postado em 28 de julho de 2008
Heath McCoy, do Calgary Herald, conduziu em julho de 2008 uma entrevista com OZZY OSBOURNE, na qual ele falou sobre sua motivação para continuar a fazer turnês e sua participação em programas de televisão, entre outros assuntos.
Calgary Herald: Vamos voltar ao início dos anos 90 quando você fez a turnê de aposentadoria "No More Tours". Agora, transcorridos mais de 15 anos, você ainda está viajando. Por quanto tempo mais você se vê fazendo isso?
Ozzy: "Até quando for fisicamente possível. Eu sempre disse que se o publico começar a escassear e eu acabar tocando em clubes e teatros, eu já terei parado há muito tempo. Por que eu iria querer fazer isso? Eu não quero retroceder para onde comecei. Quando decidi fazer uma tentativa (de aposentadoria), o que eu descobri foi – bom, as pessoas têm essa idéia errônea de que na aposentadoria se você tem dinheiro você pode viver feliz para sempre. Não. Meu pai... (quando se aposentou) morreu 12 meses depois porque ele não tinha motivo para viver. Ele queria arrumar o jardim e toda essa merda, mas acabou morrendo".
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Calgary Herald: Como está sua saúde esses dias? Eu sei que você teve seus problemas nos anos recentes com o acidente de quadriciclo e a síndrome de Parkinson. Quão difícil é para você se apresentar no nível selvagem pelo qual é conhecido?
Ozzy: "No acidente com o quadriciclo eu morri duas vezes. Eles me trouxeram de volta. E a síndrome de Parkinson é um tremor hereditário. Você sabe, familiares são bons pra caramba. Minha irmã mais velha Jean... Quando eu fui diagnosticado (com o Mal de Parkinson) ela me disse ‘Oh, bom a mãe tinha isso.’ Eu disse ‘Minha mãe tinha isso? Obrigado por me lembrar!’ Eu pensei que ficaria numa porcaria de cadeira de rodas pelo resto da minha vida... Mas se é isso que eu tenho, então eu tomo uma quantidade muito pequena de remédios e eu não tremo mais nada".
Calgary Herald: Eu li que você e sua família assinaram com a Fox Network para fazer um programa de variedades que conterá música, quadros de comédia e um jogo. Eu estou surpreso. Eu achava que quando o Reality Show "The Osbournes" acabou você tinha dito que estava feliz de ter terminado com aquilo porque se sentia mais confortável sendo um astro do rock do que sendo uma estrela da TV.
Ozzy: "Minha esposa adora TV e eu a amo, sabe. Ela é ótima. Nós apoiamos um ao outro e ela quer fazer isso, então eu farei o programa... Sempre penso 'Oh, isso dará errado. Será algo negativo. Irá interferir com minha música'. Em minha casa eu construí um estúdio completo, então se fosse do meu jeito, eu tocaria algumas vezes a cada ano e simplesmente faria música. Eu amo fazer música. Eu amo ser um artista. Estou empolgado em fazer o programa de TV, mas eu... Nunca acho que será um grande sucesso. Entretanto esse é o meu modo de ser com tudo que eu faço. 'As pessoas não vão gostar desse novo álbum. As pessoas não vão gostar dessa capa. Eu sempre me preparo para a queda. Eventualmente as coisas irão para o sentido contrário".
Calgary Herald: Você sente que às vezes os fãs extremos de Metal por aí são injustos com sua esposa e seus filhos por não se sentirem confortáveis com você nesses programas? Sua família é muito atacada por esses sites de Metal e algumas das coisas são bem pesadas.
Ozzy: "Acredite, nunca deixarei de ser o que sou... Se você não gosta de mim, você não gosta mim. Se você não gosta de minha esposa, você não gosta de minha esposa. Eu não posso mudar isso. Mas a família Osbourne, todos nós nos apoiamos. Nós somos uma unidade sabe, como todas as famílias deveriam ser. Esqueça meu sucesso, esqueça o que eu tenho e o que eu fiz, minha família vem em primeiro lugar. Eu sei o quanto significa para minha esposa e família eu fazer (os programas de TV) e se eles me pedem, claro que eu irei. Eu não tenho que gostar disso, mas eu não tenho que não gostar disso, entende?"
Leia a entrevista completa (em inglês) no link abaixo.
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