Drowning Pool: "não somos uma banda política"

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Por Felipe Ferraz, Fonte: Blabbermouth, Tradução
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Shelly Harris, do site KNAC.COM, recentemente conduziu uma entrevista com o DROWNING POOL, na qual, dentre outros assuntos, eles falam sobre política, a visita deles ao Iraque e a gravação do ultimo álbum.

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KNAC.COM: Vocês se consideram uma banda "política"?

Ryan McCombs (vocal): "Não!"

Steven Benton (baixo): "Caramba, não! (risos)"

KNAC.COM: Bom, isso é interessante, porque isso (tocar para as tropas no Iraque) foi destacado na mídia como a coisa patriótica a ser feita - o que realmente é - mas vocês estão dizendo que vocês realmente não querem entrar no aspecto político disso? Porque às vezes as pessoas acham que quando você apóia as tropas, você também apóia a guerra, mas claro que isso não é necessariamente verdade de modo algum. E, de qualquer modo vocês foram com tudo, isso pode ser considerada uma forma de patriotismo, realmente. E há também o fato de que vocês terem se encontrado com o Obama...

Ryan MCombs: "Uh-hummm. É, nós nos reunimos com Obama, e nós tentamos encontrar a Hillary também, mas ela não se reuniria conosco. Ela se reuniria com as pessoas que tinham ternos e gravatas que estavam conosco, mas, assim que ela viu as pessoas tatuadas vindo em sua direção, ela saiu. Do nada, de repente ela tinha uma reunião para ir".

Stevie Benton: "Falando sério, não somos de forma alguma uma banda política. Tivemos nossa única causa de ajudar as tropas, e trabalhar nisso por muito tempo, mas esse era o único propósito. Eu direi publicamente que nós estamos apoiando integralmente o Obama na eleição, claro. Mas, além disso, nós não subimos no palco e pregamos política ou ficamos todos envolvidos nisso. Eu só acho que, assim que você começa nesse caminho, desencoraja os fãs. Eu quero ir a um show de rock e me divertir, e esquecer sobre toda essa porcaria! Eu não quero receber pregação do palco, sabe? Só um pouco de diversão, que é mais o tipo do nosso aspecto".

KNAC.COM: Bom, sim, eu acho que o DROWNING POOL é particularmente conhecido por ser uma festa intensa, atuações ao vivo divertidas, em que a audiência pode simplesmente relaxar, mas, ao mesmo tempo, as letras são significativas em muitas das músicas.

Ryan McCombs: "Bom, Eu acho que a questão é - mesmo as letras sendo sérias - nós estamos bêbados, geralmente! (risos) Então, estamos nos divertindo, e queremos que todo mundo se divirta, por isso nós continuamos a fazer assim... Mas, não, as músicas são sérias. Só como uma nota pessoal, quando se trata de compor letras - e eu acho que todos nós somos assim de algum modo - você escreve sobre o que está passando. Mas você faz isso de um modo abrangente de modo que todo mundo possa meio que relacionar isso com suas próprias vidas. Todos nós meio que passamos pelas nossas coisas. Mas muitas vezes você estará sentado lá com um pedaço de música e sua bagunça de letra, e você estará escrevendo sobre suas próprias experiências - e, usualmente, algumas das emoções mais fortes que você sente são algumas das coisas negativas. Essas são as coisas que costumam vir para a superfície. Nunca houve uma situação onde eu estava me divertindo e de repente pensei, 'oh, eu tenho que escrever uma música sobre isso," porque você está se divertindo e está bêbado, e não se lembrará disso no dia seguinte (risos). Então, quando você está compondo, muitas vezes só as coisas que te chutam nas áreas baixas é que aparecem".

KNAK.COM: Bom. Vamos falar de seu álbum atual, "Full Circle", que foi lançado no ano passado. (O titulo da atual turnê, "Know Your Enemy" vem da música do álbum "Enemy", o primeiro com Ryan McCombs como vocalista, e outra música do álbum é "Soldiers" - baseada na mencionada passagem pelo Iraque) Eu li que vocês inicialmente gravaram todo o álbum sozinhos, sem o envolvimento de qualquer selo - isso é verdade?

Ryan McCombs: "É isso, sim. Nós basicamente tínhamos finalmente quebrado as amarras com a Wind-Up, e estávamos negociando ativamente. Mas, queríamos terminá-lo, então continuamos sem apoio ou qualquer coisa, e tomamos conta disso e terminamos... E conseguimos nosso novo contrato e novo empresário, basicamente na décima quarta hora do processo (risos). O álbum foi feito, basicamente, quando nós escolhemos nosso time".

Stevie Benton: "Eu acho, quando nós assinamos o contrato, finalmente, com Eleven Seven (gravadora) e com a 10th Street (gerenciamento), a única música que nós não tínhamos terminado ainda era '37 Stitches', e então voamos para L.A. e fizemos 'Reason I'm Alive' com Nikki Sixx. E todas as outras músicas do álbum - nós já tínhamos feito".

KNAC.COM: Vocês iriam lançá-lo de forma independente, se fosse necessário?

Ryan McCombs: "Essa era uma opção que nós consideramos por um tempo".

KNAC.COM: Vocês sentiram mais liberdade artística nesse álbum por conta disso?

C.J. Pierce (guitarra): "Nós meio que tivemos liberdade artística em todos eles, na verdade. Felizmente para nós, nunca houve ninguém nos fazendo engolir muitas coisas, mas você ainda meio que tinha aquela presença lá. Mas com esse, sim, não havia ninguém lá".

Stevie Benton: "É, não havia até quando estávamos nos preparando para gravar nosso terceiro álbum com a Wind-Up, em que eles contrataram uma pessoa da A&R. Então, do nada, tínhamos essa cara ligando para nós, tentando colocar suas idéias nas músicas, tentando falar sobre como a Wind-Up queria que nós soássemos mais como o que estava na moda no rádio. E dizíamos: 'De jeito nenhum!'"

Ryan McCombs: "'Nós queremos que vocês sejam o DROWNING POOL, mas nós não queremos que vocês soem como DROWNING POOL'. Quero dizer, essa é a razão pela qual nós lutamos para sair - uma de muitas razões. Mas para mim, essa foi definitivamente uma experiência limpa, pela liberdade envolvida no processo. Porque o último álbum que eu fiz com a banda que eu estava antes ("Redefine" do SOIL), aquela foi uma experiência de arrancar o dente; quando nós entramos no estúdio o selo tinha se apaixonado por uma das músicas de nossa demo ("Pride") e nós acabamos gravando essa música em doze versões diferentes, porque eles estavam tão apaixonados por aquela versão demo, que eles nunca poderiam captar o fogo. Simplesmente havia algo naquela faixa que nós nunca poderíamos capturar novamente, e acabamos gastando três semanas extras no estúdio. Poderíamos ter simplesmente lançado o CD 'Best of Pride' naquele momento!"

Leia a entrevista completa (em inglês) no knac.com.




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Sobre Felipe Ferraz

Estudante de computação conformado com o futuro dos dedos em um teclado e longe dos fretes de uma guitarra, pois após muito tentar teve que admitir que, com sua sofrível técnica, nem se quisesse tocar no Calypso teria chance. Amante de Rock e Heavy Metal desde ouvir os primeiro acordes de "Iron Man" do Black Sabbath, não se prende a rótulos musicais, ouvindo tudo que lhe agrada. No geral sons pesados, melódicos e com muita guitarra, apesar de detestar exibições de virtuosismo desnecessárias nas músicas. Acompanha o Whiplash! desde os tempos de internet discada, tomando a feliz iniciativa de contribuir após desistir de virar notícia no site e encontrar o link de colaboração.

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