Ace Frehley sobre internet: "temos que nos adequar"

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Por Carlos Rafael Braun, Fonte: Blabbermouth, Tradução
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Patrick Douglas, do Culture Shock, conduziu uma entrevista com o guitarrista original do KISS, Ace Frehley, que falou sobre seu novo álbum solo e a música nos tempos atuais.

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(Nota do editor: trechos desta entrevista já foram publicados anteriormente)

Conte-nos onde achou seus colegas de banda da atual formação:

Frehley: "O baixista, Anthony Esposito, eu conheci há mais ou menos um ano e meio, através de um amigo em comum, pois procurava por músicos sóbrios. Começamos a trabalhar em um material solo e Anton Fig e eu nos reunimos em meu estúdio e fizemos uma pré-produção. Começamos a gravar no ano passado para o novo álbum e ele está prestes a ser terminado. Temos que dar alguns toques finais e mixá-lo. Creio que estará nas lojas até maio".

Então, depois de gravá-lo, irá mixá-lo. Você está perto de um estúdio?

Frehley: "Eu tenho meu próprio estúdio".

É bom ter um estúdio por perto quando se está sedento por gravar algo?

Frehley: "É otimo ter seu próprio estúdio. Não é o primeiro que tenho. Agora, estou comprando melhores aparelhos. É um trabalho em andamento. Eu sou o arquiteto. Basicamente, comprei uma propriedade com três casas, e uma delas converti em estúdio. A propriedade tem quase 1500 metros quadrados".

É enorme!

Frehley: "É verdade. Originalmente eu tinha um porão, com chão de tijolos e uma lareira, com 5 metros de altura, que eu usava para recreação e sala de lazer. Então percebi que se colocasse uma bateria lá, teríamos uma acústica magnífica. Fizemos isso em novembro e gravamos várias músicas naquela sala. Tem uma acústica muito boa. Agora, aquela é a sala da bateria, ao invés do estúdio no sótão".

Como artista, quão prazeroso é pensar em estar gravando de novo? Incluindo tudo, desde a composição da música, até a obra de arte, e ter outro capítulo da sua carreira saindo em CD.

Frehley: "É muito doido. Estou realmente concentrado nisso. Esse é um CD muito esperado, e quero que ele saia perfeito. Acho que todos vão gostar. Tem todos os elementos, ou pelo menos, boa parte dos que tinha meu primeiro CD, 'New York Groove'. A maioria das pessoas citam este como o melhor do Ace Frehley, então tenho-o como parâmetro".

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Você falava sobre estar sóbrio. É recompensador para você, tendo em vista que você compôs e gravou um álbum inteiro, algo que não fazia há muito tempo?

Frehley: "Sabe, por anos achei que precisava de substâncias para ser criativo, e agora percebi que funciono muito melhor sem esse tipo de coisa (risadas). Levei 40 anos para perceber isto, mas, melhor tarde do que nunca, não?"

Cada músico tem sua perspectiva do público e razões para subir no palco e tocar. Qual o sentimento que você tem quando está solando e olha para toda aquela gente? É diferente de quando era jovem?

Frehley: "É diferente de quando era jovem, porque agora tenho muito mais fãs do que naquela época. É como se alguém dissesse para mim: 'Você está se tornando um ícone ancião do rock and roll', e eu não sei como reagir (risadas). É quase como poder subir lá e saber que não vou errar, enquanto eu me esforçar. É legal isso. Me sinto muito confortável no palco e estou sempre me divertindo. Sabe, eu me sinto vivo no palco, é um lugar especial. Não sei porque esperei tanto tempo para pôr o pé na estrada. Já se passaram cinco anos".

A indústria musical tem mudado muito nesses últimos anos e nunca foi mais pública do que agora. Parece que é possível fazer o download de qualquer música na internet. Como você vê as mudanças, na perspectiva de alguém que está envolvido nisto por quatro décadas?

Frehley: "Eu acho que é uma boa mudança. A música está muito mais acessível com a internet. Acho que o lado ruim é todo o tipo de download ilegal. Podemos estar deixando de ganhar, mas é muito mais fácil acessar a música de um artista com a ajuda da internet. É uma faca de dois gumes. Com o advento do YouTube, você automaticamente se insere. É publicidade grátis, pois em cada show que faço há garotos com câmeras na mão, gravando tudo e colocando no YouTube. Eu acho que é bom. Você tem que se adequar".

Claro que as bandas podem expôr seus nomes lá. Você nem precisa saber tocar. Você pode simplesmente peidar em um microfone, gravar, criar uma página no MySpace e dizer que é uma banda. Então você pode fazer seu nome lá. Você acha que é mais difícil atualmente uma banda fazer sucesso e chegar ao nível do KISS do que antigamente?

Frehley: "Provavelmente. Provavelmente porque existem bandas demais. Quando estávamos em turnê, não existiam tantas bandas quanto hoje. Parece que todos têm uma banda. Isso é desproporcional. Oferta e demanda. Há poucas bandas que têm o sucesso que o KISS obteve. Nós tivemos muita sorte. Estávamos no lugar certo, na hora certa e conseguimos chamar a atenção. Nossa turnê durou vários anos (risadas). Nós tocamos por toda parte, mais de uma vez (risadas). Havia muito sangue, suor e lágrimas que valiam a pena. Tenho a impressão de que os grupos de hoje não querem se sacrificar tanto. Eles querem tudo de mão beijada. Na década de setenta era muito mais complicado".

Eu preciso perguntar algo sobre o KISS. Eu sei que você responde várias dessas. Eu li hoje que Paul disse acreditar que vai chegar uma hora em que a banda vai continuar sem ele ou qualquer outro membro original. O que você acha da idéia do KISS estar tocando e nenhum dos quatro membros originais estar envolvido?

Frehley: "(Longa pausa) Eu acho besteira, sabe. Nós quatro éramos o KISS. Eu acho que ele só quer aparecer. O fato é que só há metade dos membros originais e os outros dois caras só estão vestidos como Peter e eu. Eu acho que esse foi o jeito que ele encontrou de tentar racionalizar a coisa. Dizendo que talvez não haverá nenhum membro original do KISS, bem, aí não seria mais o KISS. Seria alguém vestido e com a mesma maquiagem que eu nos anos 70; e são pessoas diferentes. Eu não entendo esta linha de pensamento. Não sei de onde ele tirou isso. O KISS era Paul, Gene, Peter e Ace. Isso era KISS. Se querem chamar aquilo de KISS, maquiem alguém com a mesma maquiagem. Eu criei o gato astronauta, eu escrevi todos aqueles solos de guitarra, eu gosto deles e agora tem alguém vestido e com a mesma maquiagem que eu criei e tocando os solos e tentando parecer comigo. Acho isso papo furado (risadas)".

Leia a entrevista completa (em inglês) no thecultureshock.com.




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Sobre Carlos Rafael Braun

Guitarrista e cachaceiro nas horas vagas.

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