Kiss: Paul Stanley comenta sua atividade como pintor
Por Daniel Faria
Fonte: Blabbermouth
Postado em 24 de dezembro de 2007
Liza Grant Smith, da revista Palm Beach Illustrated, conduziu em novembro de 2007 uma entrevista com o vocalista/guitarrista do KISS, Paul Stanley, que falou, dentre outras coisas, sobre sua atividade como pintor.
Palm Beach Illustrated: Como você descreveria sua arte?
Stanley: "É sobre escavar a mim mesmo. Quando começo uma pintura é como uma viagem na qual eu não sei para onde estou indo, mas eu sei quando tiver chegado. É realmente sobre encontrar uma conexão emocional e uma vez que sinto que isso está completo, eu começo a acreditar que vai conectar e ressonar com outra pessoa. E até agora eu tenho acertado".
Palm Beach Illustrated: Qual é a diferença entre criar música e criar obras de arte?
Stanley: "A música tem mais limites e molduras nas quais você tem que trabalhar. Você tem a estrutura da música, a melodia em cima de tudo, e até as letras têm que rimar. Tudo tem que se encaixar em parâmetros. Enquanto que com pintura, não há regras. Você não tem as mesmas limitações com as cores e texturas, as possibilidades são infinitas".
Palm Beach Illustrated: Você sempre considerou a arte uma expressão pública ou você ficou nervoso em compartilhar suas pinturas com o mundo?
Stanley: "Foi feito por razões muito pessoais, quase como uma terapia, mas quando eu vi como outras pessoas estavam se relacionando (com as pinturas), foi só uma questão de tempo até eu começar a mostrar minhas peças em público. Foi ótimo no sentido que todos nós compartilhamos uma conexão através das nossas emoções e isso vai além das palavras".
Palm Beach Illustrated: É difícil para algumas pessoas avançarem além dos seus dias do KISS e ver essa nova faceta da sua vida?
Stanley: "Sem dúvida meu sucesso e fama colocaram meu pé na porta, mas você ainda tem todo o direito de fechar essa porta. Poucas pessoas vão comprar uma pintura porque elas amam a sua música e eu prefiro assim. Eu originalmente comecei a pintar para mim mesmo, mas eu estaria mentindo se eu não reconhecesse que quanto mais minhas pinturas forem aceitas e vendidas, mais eu vou querer pintar. Nenhum artista passou fome por escolha própria".
Leia a entrevista completa (em inglês) no palmbeachillustrated.com.
Comente: O que você acha das pinturas de Paul Stanley?
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