Paul Booth: "Sepultura me introduziu ao futebol"
Por Carlos Almeida
Fonte: Headbanger
Postado em 07 de novembro de 2007
O renomado tatuador Paul Booth começou recentemente uma coluna no Headbanger’s Blog da MTV chamada Thrashin’ Ink. Nela, Booth relata sobre suas numerosas turnês, e trabalhos realizados durante vários anos com figuras da cena roqueira mundial. Acompanhe uma de suas colunas, onde ele narra suas aventuras ao visitar um estádio de futebol no Brasil.
Cerca de seis anos atrás, o baterista do SEPULTURA Igor Cavalera me convidou para ir até São Paulo, no Brasil, para fazer uma participação como convidado em uma nova loja de roupas que ele estava inaugurando. Eu já tatuei em muitos lugares e então pensei, mas que diabos, por que não em uma loja de roupas também?
Ele reservou bastante espaço para mim, eu tatuei pra caramba enquanto estava lá e me diverti bastante. Eu já conhecia o Igor há algum tempo antes disso, mas essa foi a primeira vez que eu fiz isso na área dele. Eu trabalhei duro, mas ainda houve bastante tempo para diversão e me faltam palavras para falar sobre o churrasco brasileiro. Agora, um lugar que você não iria querer levar um cara gordo é numa churrascaria onde você pode comer à vontade cheia de todo tipo de carne exótica que você puder imaginar (Nota do tradutor: obviamente Paul se refere às churrascarias de rodízio). Tão legal quanto isso, a melhor parte da viagem foi ir a um jogo de futebol com Igor.
Eu não sou um cara muito ligado em esportes — por alguma razão, eu nunca realmente me interessei pela coisa toda — mas essa foi uma experiência sem igual. Para as pessoas no Brasil, o futebol é como uma religião. Igor tinha me avisado que eu provavelmente iria à loucura, mas eu não tinha nenhuma idéia do que esperar. Nós fomos cedo e paramos um pouco num café perto do estádio, onde as coisas foram progressivamente ficando mais loucas. As pessoas estavam marchando pelas ruas, cantando algum tipo de "mantra" louco de futebol em português, como se eles estivessem marchando para a guerra. Num certo ponto, eu me virei e vi um ônibus passando, abrindo caminho no meio da multidão. Eu acho que isso não seria grande coisa, a não ser pelo fato do ônibus ter capacidade para umas 50 pessoas, mas estava carregando uns 150 malucos. Eles estavam sentados na parte de cima, no capô, pendurados pelo lado de fora das janelas, e estavam todos gritando aquele mesmo "mantra". Com todos os corpos apertados juntos, aquilo me pareceu um Chia Pet humano gigante (cha-cha-chia!) (Nota do trad: Chia Pet são bonecos de animais esculpidos no barro, no qual a pelagem é formada pelo crescimento de uma planta. Fez sucesso no começo dos anos 80).

Nós passamos através da multidão para chegar ao estádio onde fomos completamente revistados por uma porrada de policiais com metralhadoras. Então, nós fomos para os nossos lugares. Igor me trouxe para o que, aparentemente, era a parte mais branda do estádio onde eu poderia ver o comportamento psicopata ao invés de ser parte disso. Eu sou um cara bem sossegado e fiquei grato por isso. Eu acho que sou apenas uma espécie diferente de maluco.
Agora, o Igor é uma grande celebridade por lá, e não levou muito tempo para as câmeras nos acharem. Foi meio estranho ter duas delas grudadas na minha cara o jogo inteiro. Me deixou perplexo o estranho o fato deles estarem interessados no único cara branco por lá. Eu quero dizer, todo mundo no estádio estava pulando e gritando como um louco o jogo inteiro, e — eu sendo o tipo de cara mais calmo — parecia que estava sentando assistindo um filme. A única coisa que eu tinha certeza era que eu deveria torcer pelos caras de verde. Eu acho que eles estranharam o fato de eu ser tão reservado. Eu me lembro que havia uma parte separada para os torcedores do time adversário, e eles estavam próximos de um setor cheio de policiais que estavam lá para impedir que as duas torcidas de matassem. Esqueça a excitação do jogo em si, eu consegui ver as pessoas pulando as grades e tomando uma baita surra. Isso sim é entretenimento. Há algo sobre violência fortuita que realmente aquece o meu coração negro. Vai, time!"
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O maior cantor da história do rock progressivo, em lista de 11 vocalistas feita pela Loudwire
10 discos que provam que 1980 foi o melhor ano da história do rock e do heavy metal
Slash escolhe o maior álbum ao vivo de todos os tempos; "Eu amo esse disco"
15 bandas de rock e heavy metal que colocaram seus nomes em letras de músicas
A música do Led com instrumental tão forte que Robert Plant acha que nem deveria ter cantado
Tony Iommi posta foto que inspirou capa de "Heaven and Hell", clássico do Black Sabbath
Slayer celebrará 40 anos de "Reign in Blood" tocando o álbum na íntegra em dois shows
Baixista admite que saída do Korn se deu por recusa a tomar vacina
Brian Johnson no AC/DC: 46 anos de uma substituição que redefiniu o rock
O clássico do metal com solos de guitarra "sem nada a ver com música", segundo Rick Rubin
A atitude que Max Cavalera acha que deveria ter tomado ao invés de deixar o Sepultura
O motivo que levou Max Cavalera a brigar com Andreas Kisser durante as gravações de "Roots"
O membro dos Titãs que foi convidado para entrar no Angra três vezes e recusou todas
Como Lobão conquistou respeito dos presos: "Depois disso, comecei a ganhar autoridade"
O álbum do Iron Maiden que Bruce Dickinson adora e Steve Harris odeia
O guitarrista considerado por Eddie Van Halen "mais Clapton do que o próprio Clapton"
Quando bandas de Hard Rock lançaram discos "grunge".
Bon Scott, o eterno Rocker...


Max Cavalera passou a se interessar mais ainda por metal depois que ficou sóbrio
Fãs chamaram Sepultura de "vendidos" na época de "Morbid Visions", segundo Max Cavalera
O que Greyson Nekrutman trouxe ao Sepultura que outros bateristas não tinham
O artefato antigo que voltou à moda, enfrenta a IA e convenceu Andreas a lançar um disco
Andreas Kisser não descarta futuros shows do Sepultura após a turnê de despedida
Greyson Nekrutman avalia seus dois anos como baterista do Sepultura
Eloy Casagrande revela que, antes do Sepultura, quase desistiu da bateria
Kirk Hammet: "não sou um Van Halen, ainda estou aprendendo"
Dio: "Ozzy me odeia quando estou no Sabbath!"

