Venom: batera está contente com novo material

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Por César Enéas Guerreiro, Fonte: Blabbermouth, Tradução
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A revista Metal Hell entrevistou recentemente o baterista do VENOM, Antony "Antton" Lant (irmão do frontman do VENOM, Conrad "Cronos" Lant), que falou sobre diversos assuntos, incluindo o novo álbum, ainda sem previsão de lançamento.

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Sobre a entrada de "Rage" na guitarra:

"Nós conhecemos o Rage há um bom tempo; da mesma forma que eu costumava ensaiar com meu irmão antes de eu entrar na banda, também ensaiávamos com o Rage quando Mykvs estava nos EUA. Fazíamos os ensaios e os shows com ele. Rage é um grande cara e um grande guitarrista, ele toca as velhas músicas da mesma forma que o primeiro guitarrista do VENOM [Jeff "Mantas" Dunn], com muito peso".

Sobre como o novo material do VENOM está sendo criado:

“Estou muito contente com o rumo que as coisas estão tomando. Como banda, é ótimo chegar e detonar todas as faixas. Hoje em dia muitas bandas apenas escrevem pedaços, trechos de músicas e depois juntam tudo com o ProTools. Acho que dessa forma você perde a energia e o entusiasmo”.

Sobre o tipo de produção que prefere para o próximo álbum:

"Ficamos muito satisfeitos com a produção do 'Metal Black'. As pessoas costumavam reclamar da produção dos primeiros álbuns e, quando gravamos 'Resurrection', disseram que era ‘produzido’ demais. Não dá pra agradar todo mundo. No caso do 'Metal Black', fizemos como as bandas faziam antigamente e simplesmente gravamos as faixas. Alguns dos meus álbuns favoritos até hoje são álbuns antigos do AC/DC, VAN HALEN ou até do KISS".

Sobre o que acha dos últimos lançamentos do HELLYEAH e do MACHINE HEAD:

"É ótimo ver Vinnie [Paul, ex-PANTERA e atual baterista do HELLYEAH] tocando novamente; ele é uma das maiores, se não A maior, influência no meu modo de tocar. Eu comecei imitando Phil Rudd, Tommy Lee e Eric Carr, mas Vinnie me fez pegar pesado, com certeza. Eu toco bateria em outra banda chamada DEF-CON-ONE e costumávamos tocar 'Fucking Hostile' e depois começamos a tocar 'Strength Beyond Strength'. O Vinnie toca pra caramba, além de ser um excelente amigo. O MACHINE HEAD é incrível. Acho que Dave McClain deveria aparecer mais nas revistas especializadas em bateria. Ele é um incrível baterista. Ele tem o próprio estilo. Quando você ouve um álbum do MACHINE HEAD, você percebe que se trata deles antes mesmo de Robb [Flynn] começar a cantar; isso é raro hoje em dia. Hoje há muitas bandas de Metal por aí com o mesmo som de guitarra, o mesmo som de bateria e a mesma produção. Você pega esses CDs de graça nas revistas de Metal e ás vezes é difícil saber quem é quem sem ver a capa”.

Leia a entrevista completa (em inglês) no metalhellonline.com.

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Sobre César Enéas Guerreiro

Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".

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