Torture Squad: "O Wacken vai definir muita coisa!"

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Por Maurício Dehò
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Depois de vencer a concorrida seletiva para o tradicional festival Wacken Open Air, de 2 a 4 de agosto, a banda paulista Torture Squad embarcou agora no fim de julho para tocar na Alemanha, na disputa do Metal Battle, competindo com outras bandas do gênero. Antes disso, o baterista Amílcar Christófaro bateu um papo exclusivo com o Whiplash para contar o que esperam da participação no evento que já contou com o Tuatha de Danann e o Malefactor.

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Whiplash: Qual é a expectativa que vocês nutrem por este show na Alemanha, país que vocês visitaram anteriormente, mas não num evento deste porte?

Amílcar Christófaro: Estamos com total energia para alcançar o nosso objetivo e com certeza será um dia que vai definir muita coisa para a gente.

Whiplash: Uma vantagem de vocês no Brasil é que o público participa muito do show. Ao mesmo tempo, vocês já tocaram no exterior e estão acostumados com uma platéia desconhecida. Como é tocar para esse tipo de fãs e para os europeus em especial?

Amílcar Christófaro: O pessoal que não conhece geralmente não agita muito e presta muito atenção no som, pois está conhecendo e tal. Mas nada como tocar e ver as rodas com neguinho no mosh sem parar, aliás, na minha opinião, esse é o verdadeiro termômetro para ver se um show de metal está bom ou não.Os europeus agitam bastante, mas, pelo que vi nas vezes que fomos para lá, também gostam mais de apreciar e prestar atenção mesmo já conhecendo a banda. Já os sul-americanos são bastante enérgicos, por exemplo em Lima, no Peru, o palco simplesmente se mexia de tanto que os headbangers se batiam na roda e se jogavam no palco.

Whiplash: Qual é a estrutura que vocês levarão, tanto de pessoal quanto de palco?

Amílcar Christófaro: Somente a banda vai, pois não tem como o nosso técnico e o roadie irem, pelo menos por enquanto (risos). Vamos levar o pano de fundo, mas não sabemos se iremos poder usá-lo.

Whiplash: Quais as condições financeiras para esta viagem?

Amílcar Christófaro: O que sabemos é que a banda tem todos os custos bancados e imagino que deve haver patrocinadores trabalhando com a Roadie Crew, idealizadora e realizadora da seletiva brasileira, mas não tenho como te dar essa resposta concreta.

Whiplash: Quanto tempo vocês passarão na Europa? Têm planos de esticar a viagem?

Amílcar Christófaro: A nossa primeira intenção foi aproveitar essa ida e montar uma tour pela Europa, mas todos os contatos que temos infelizmente nos falaram que não rola nessa época de verão na Europa, são só festivais e as turnês começam a rolar só depois de outubro. A idéia inicial era essa e infelizmente não rolou, mas é claro que não estamos tristes. Pelo contrário, felizes demais só pela oportunidade de chegar e tocar com toda a força que temos no Wacken.

Whiplash: Como deverá ser o set list, parecido com os últimos shows no Brasil?

Amílcar Christófaro: Temos direito a meia-hora de show e o set list vai ser praticamente o que tocamos no Metal Battle Brasil.

Whiplash: Como foi passar este tempo antes do festival, há um nervosismo para subir ao palco, até pelo grande público presente?

Amílcar Christófaro: Nervoso eu não digo, mas ansioso. Pois parece que nunca chega essa porra dessa data!(risos). Sabemos que vai ser um dos shows mais importantes da banda por tudo que o cerca e tal, mas vamos com a mesma vibração de todos os shows que fazemos. Em relação ao público, quando tocamos aqui em Sampa com Kreator, Tristania e Krisiun, tinha umas 6.000 pessoas na hora em que estávamos tocando. Acredito que até agora esse foi o maior público que já enfrentamos. Espero que lá passe disso!

Whiplash: Vocês acham que o estilo do Torture Squad ajuda, que ele seja um som que tem muito potencial hoje em dia na Europa?

Amílcar Christófaro: Sinceramente não sei. Em todos esses anos sempre fizemos o nosso thrash/death metal que tanto amamos tocar e compor, por isso para nós é indiferente se é um estilo que tem potencial ou que está em evidência ou não, pois é isso que sempre tocamos e sempre vamos tocar.

Whiplash: Para vocês, qual a importância do contrato que o vencedor do Metal Battle tem, até por conta de o “Hellbound” estar pronto, só esperando uma definição? Quando vocês voltarem, o CD será lançado o quanto antes?

Amílcar Christófaro: Esse contrato com a gravadora gringa vai definir tudo para a gente, mas temos muitos planos A, B, C, D. Se bobear vai até o Z. (risos) Ou seja pensamos em tudo e estamos muito focados em conseguir esse contrato e ver como é que a gravadora quer trabalhar. É claro que o nosso objetivo é, depois de voltar do Wacken, já lançar no Brasil e na Europa, com a gravadora com a qual esperamos assinar. Depois, começar a dosar tours na gringa e no Brasil, tudo certinho. Mas ainda é muito cedo pra falarmos alguma coisa. Como falei no começo... O Wacken vai definir muita coisa!

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Sobre Maurício Dehò

Nascido em 1986, é mais um "maidenmaníaco". Iniciou-se no metal ao som da chuva e dos sinos de "Black Sabbath", aos 11 anos, em Jundiaí/SP. Hoje morando em São Paulo, formou-se em jornalismo pela PUC e é repórter de esportes, sem deixar de lado o amor pela música (e tentando fazer dela um segundo emprego!). Desde meados de 2007, também colabora para a Roadie Crew. Tratando-se do duo rock/metal, é eclético, ouvindo do hard rock ao metal mais extremo: Maiden, Sabbath, Kiss, Bon Jovi, Sepultura, Dimmu Borgir, Megadeth, Slayer e muitas, muitas outras. E é de um quarteto básico que espera viver: jornalismo, esporte, música e amor (da eterna namorada Carol).

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