Mike Portnoy: "Neil Peart é minha influência nº 1"
Por Marco Néo
Fonte: The Arizona Republic
Postado em 25 de julho de 2007
Michael Senft, do Arizona Republic, entrevistou em julho de 2007 Mike Portnoy, então o baterista do DREAM THEATER, que falou, dentre outras coisas, sobre a influência do RUSH em sua carreira.
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AR: Os fãs de prog-metal vão ter uma semana ocupada quando vocês vierem para cá (Arizona). Vocês vão tocar na quarta-feira e o RUSH na quinta.
Portnoy: "Uau. Neil Peart é o baterista que me apresentou à bateria progressiva. Antes do Neil era Keith Moon, John Bonham e Ringo Starr – foram eles os culpados pelo meu interesse em música, mas assim que descobri o RUSH em 1981, Neil se tornou minha influência número um. Eu era um adolescente e nunca tinha ouvido um baterista tocar em tempos estranhos, ter um kit de bateria gigante, tocar solos longos".
"Desde então o caminho do DREAM THEATER tem sido seguir a evolução do RUSH. Somos meio que os carregadores da tocha desse estilo musical para uma nova geração. O apelo que o RUSH teve para mim como garoto parece ser o mesmo apelo que minha música tem para nossos fãs".
"A tradição continua – sempre haverá uma audiência para esse tipo de musicalidade intensa e eu sinto orgulho de manter essa tradição".
The Arizona Republic: Vocês acabaram de sair da Atlantic e assinar com a Roadrunner.
Portnoy: "Ficamos na Atlantic/Elektra por quinze anos, um contrato de sete álbuns que assinamos em 1991. Eles optavam pela continuidade do contrato a cada novo álbum. Pra ser honesto, nós já queríamos sair dessa há anos, toda essa coisa de corporação, gravadora ‘major’, era… Nós estávamos ficando muito frustrados com isso tudo. Sendo o tipo de banda que somos, não somos a modinha da temporada, não rolamos na MTV, não temos o tipo de pensamento corporativo como os Rolling Stones. Pra nós, foi fácil nos sentirmos perdidos. A nossa antiga gravadora se contentava em ganhar dinheiro vendendo cada novo álbum para os fãs que já tínhamos. A parte de trabalhar o álbum, promoção, turnê, ficava por nossa conta, eles não ajudavam em nada".
"Ficamos animados com as possibilidades quando o contrato terminou – a Roadrunner foi a primeira opção. Eles têm o poder e a capacidade de marketing de qualquer gravadora grande, mas não têm a mentalidade corporativa, nesse ponto são mais independentes. E eles cresceram tanto nos últimos anos, não são mais uma gravadora específica de metal. No cast da gravadora há bandas desde o OPETH até o NICKELBACK, passando por STONE SOUR e MEGADETH. Nós sentimos que nos encaixamos nesse esquema e eles obviamente se preocupam com suas bandas e dão atenção a todas elas. E francamente, finalmente nós estamos tendo a atenção que merecemos após 22 anos no mercado".
AR: Meio que sair da posição de ser um peixe pequeno num aquário grande para ser um peixe grande num aquário pequeno.
Portnoy: "Bem, um peixe grande num aquário médio. Nós realmente nos sentimos como se fôssemos a prioridade número um, ainda que uma banda como o NICKELBACK venda mais álbuns. Eles tratam todas as banda com respeito, mas também viram o que conseguimos sem qualquer suporte de gravadora, então estão animados de ver o que acontece COM o suporte de uma gravadora".
Leia a entrevista completa no Arizona Republic (link abaixo).
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