Guitarrista do Marduk fala sobre "Rom 5:12"
Por César Enéas Guerreiro e Fabio Rondinelli
Fonte: Chronicles of Chaos
Postado em 12 de junho de 2007
Jackie Smit, do webzine Chronicles of Chaos, entrevistou recentemente o guitarrista do MARDUK, Morgan Håkansson.
Chronicles of Chaos: Acho que a minha reação ao ouvir "Rom 5:12" pela primeira vez foi provavelmente parecida com a de muitas pessoas, porque eu quase não acreditei que estava ouvindo a mesma banda. Havia certamente algumas semelhanças, mas as novas sonoridades parecem muito mais maduras e variadas. É realmente um álbum multidimensional.
Morgan: "E é, mas isso foi algo que não planejamos. Nós nunca sentamos e planejamos fazer um álbum que soe de certa maneira. Quando compomos, nosso objetivo é sempre juntar música e letra, fazendo uma refletir a outra, e isso é o que aconteceu aqui. Penso que outra grande diferença foi que trabalhamos menos na produção. Fizemos de forma parecida no caso do ‘Plague Angel’, mas agora gravamos num estúdio em nossa cidade natal, o que nos deixou mais relaxados e facilitou a agenda de todo mundo, o que, para mim, também refletiu no resultado do álbum".
Chronicles of Chaos: Então por que fazer um álbum conceitual agora?
Morgan: "Bem, este não é um álbum puramente conceitual no sentido de todas as músicas contarem a mesma história. O que acho que existe é um tema comum que é discutido em todo o álbum; algo como uma linha condutora que passa por todas as músicas e que reflete o título. Na verdade, pensamos em vários títulos enquanto estávamos trabalhando no disco e nenhum realmente capturava o seu significado. Então eu trabalhei em letras baseadas na idéia bíblica de que a morte veio através do pecado e esse é o verdadeiro significado do álbum. Na minha opinião, essa frase realmente captura o espírito do álbum. As letras não se encaixam totalmente, mas com certeza têm o mesmo tema básico. Esse tema tem a ver com a concepção Barroca [filosofia predominante na Europa no séc. 17 e 18] da morte pois, naquele tempo, as pessoas também estavam retornando ao pensamento medieval – o simbolismo ‘memento mori’ [‘lembra-te da morte’] e coisas desse tipo".

Chronicles of Chaos: Você mencionou que trabalhar com Mortuus (vocais) deu a você uma sensação maior de liberdade criativa nesse álbum. Você poderia explicar melhor o que você quis dizer com isso?
Morgan: "A sua personalidade como um todo – quando soube que iríamos trocar de vocalista em 2003, ele foi o único cara que eu quis na banda. É claro que eu poderia ter encontrado outra pessoa depois, mas eu ouvi a música na qual ele trabalhou antes e simplesmente adorei. Então minha idéia era realmente colocá-lo na banda e eu e ele trabalhamos muito bem juntos. Nós temos a mesma filosofia e es mesmas idéias; nós basicamente gostamos de criar músicas juntos. Quando o trouxemos para o ‘Plague Angel’, por volta de 95% da música já estava pronta, então a participação dele foi limitada. Mas, desta vez, ele fez parte do processo de composição desde o início e pôde fazer muita coisa em termos de trazer novas idéias para os arranjos, vocais, etc. Pessoalmente, acho que ele tem uma das vozes mais poderosas e emotivas que eu já ouvi. No ‘Rom 5:12’, ele pôde escrever boa parte das letras também e acho que, quando você está cantando o seu próprio material, isso permite que você se dedique muito mais. Isso acabou realmente ajudando a dar força às novas músicas porque, para mim, 50% é música e 50% é letra e esses dois elementos devem formar uma unidade bastante, digamos, coesa".
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Morgan: "Sim, bem, dissemos a ele que queríamos que ficasse para gravar as partes de bateria para o novo álbum e ele gravou umas seis músicas. Eu encontrei outro baterista local para fazer algumas partes diferentes em algumas músicas e para regravar algumas partes das quais eu queria mudar o arranjo. Então acabei trabalhando com dois bateristas nesse disco".
Chronicles of Chaos: Além desse fato, você tratou da composição e da gravação do novo álbum de maneira diferente em relação aos dois últimos álbuns?

Morgan: "Na verdade não. Esta foi provavelmente uma das gravações mais tranqüilas que já fizemos. Nós trabalhamos nela por um bom tempo mas, no total, não passamos mais do que dez dias gravando. Quando trabalho, eu normalmente termino muitas coisas em um curto espaço de tempo. Eu sei o que quero antes de entrar no estúdio, então já começo com tudo pronto. Levei um minuto para chegar ao meu som de guitarra, por exemplo. Eu cheguei, liguei meu amplificador Marshall e consegui o mesmo som que eu normalmente uso na sala de ensaios. Então o álbum foi intencionalmente feito de maneira simples. Nós normalmente gravamos nossas guitarras em camadas, mas não fizemos isso desta vez – apenas colocamos um canal de guitarra em cada alto-falante, como o SLAYER faz. Para mim isso ajudou a música a ser ainda mais dinâmica porque permitiu que ouvíssemos tudo o que estava acontecendo ao invés de apenas um instrumento esconder todo o resto".

Leia a entrevista completa (em inglês) no Chronicles of Chaos.
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