Marilyn Manson: "confortável em parecer louco"

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Por Flávio Monteiro, Fonte: Blabbermouth, Tradução
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Andrew Williams, da Metro.co.uk, conduziu recentemente uma entrevista com MARYLIN MANSON.

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Metro.co.uk: O que inspirou o seu novo álbum?

Manson: "Ele foi feito em um ponto de mudança em minha vida. Era esperado que eu mudasse muitas coisas sobre mim mesmo em meu casamento e eu comecei a pensar que as coisas que faziam eu ser quem sou eram as imperfeições. Comecei a me separar do que eu faço, mas sempre acreditei que um artista não é tão importante quanto aquilo que cria. O álbum começou com uma canção chamada 'Just A Car Crash Away' e a partir disso eu acabei querendo fazer música novamente e não desistir da vida. Isso é sobre aceitar que um romance acabou - não se lamentar por isso - e também seduzir um novo romance para que ele exista".

Metro.co.uk: Você teve uma crise de identidade?

Manson: "Estou fazendo um filme baseado na história de vida de Lewis Carroll e me identifiquei muito com ele porque eu queria escrever uma estória sobre uma personalidade fragmentada como 'O Médico e o Monstro', que eu acho que é o assunto de 'Alice no País das Maravilhas' - é sobre alguém que não sabe quem é ou quem deve ser. Era isso e as idéias vampirescas e canibais que existem em toda ficção e religião - se você não tem nada pelo que viver você tem uma perspectiva diferente da morte. Eu não quero morrer agora, sendo que antes eu não tinha desejo de viver. Pra mim o romance deve ser sem medo e temerário e tipo 'Bonnie And Clyde' ou 'True Romance' - eu tive de aceitar coisas sobre a minha personalidade que pareciam óbvias demais antes. Sou obviamente uma pessoa notívaga, alguém à beira da caricatura, o que eu sempre evitei antes. Depois que senti que eu estava no meu caminho pra fazer música de novo eu me senti mais desafiado a assumir o que poderiam ser considerados conceitos clichês e refazê-los. Muitos temas no álbum são exemplos do que a boa música tem sido feita, mas eu pensei que era hora de dar a minha versão deles".

Metro.co.uk: Ser considerado uma caricatura era algo que te incomodava?

Manson: "Era o combustível para grande parte da minha inspiração para fazer música. Eu sentia a necessidade de me mostrar como artista dizendo que eles estavam errados no jeito que me viam e eu me sentia obrigado mais a explicar a mim mesmo do que a ser o que sou. Acho que a minha música se tornou uma armadura em oposição a dizer o que eu sinto, da maneira que você diria em um diário. Agora não estou preocupado em me explicar de forma alguma. É libertador que esse álbum tenha sido a última ligação telefônica antes da situação da cadeira elétrica que você veria em um filme. Foi aquele momento dramático. Eu escrevi a canção pra ver se obteria resposta de uma pessoa e se poderia criar uma emoção pra sentir que eu tinha uma razão pra viver. Salvou-me nesse sentido. Não me importo que soe dramático porque sei que é verdade".

Metro.co.uk: Você estava pensando em não voltar à música?

Manson: "Eu estava me convencendo de que não queria fazer música - comecei a associá-la com algo vazio. Isso veio com o território de meu casamento no qual se esperava que eu consertasse coisas sobre mim mesmo que eu não percebia que a outra pessoa considerava como imperfeições. Eu não sabia quem eu deveria ser. No final das contas percebi que eu queria fazer um disco que eu poderia escutar e que faria com que eu me sentisse de determinada forma. Eu nunca tinha ouvido a minha música antes porque era um processo muito longo fazê-la, parecia algo desnecessário".

Metro.co.uk: Por que você fez um vídeo tão explícito com a sua nova namorada?

Manson: "Estou confortável em ser tão louco ou descontrolado quanto qualquer um gosta de pensar que eu sou porque isso cai bem em mim. Ao conhecer Evan Rachel Wood, que é minha namorada agora, não esperávamos ter nada em comum até simplesmente nos tornarmos amigos. Eu percebi que além do fato de eu ser claramente o imaturo no relacionamento, ela é minha gêmea de muitas formas e sua personalidade reflete muitas coisas que eu sentia que eu não deveria ser. Foi nesse ponto que eu percebi que toda a esperança não tinha acabado. Fui feliz o bastante para perceber isso sem um momento de clareza que envolveria religião ou sobriedade ou flores e cãezinhos. Trazer o fogo do inferno e o diabo de volta em minha vida - como ela deveria ser - foi o que me fez lembrar que sou perfeitamente capaz de existir em um inferno de minha própria criação".

Leia a entrevista na íntegra no metro.co.uk.



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