Metallica: Lars Ulrich comenta experiência estranha com os Rolling Stones
Por Douglas Morita
Fonte: Metallica Remains
Postado em 27 de maio de 2007
O baterista do Metallica, Lars Ulrich, esteve no The Opie & Anthony Show no dia 25 de Maio de 2007, ficou no ar por cerca de 15 minutos, e falou sobre o show do Heaven and Hell que ele viu em Los Angeles, a influência do Mercyful Fate na música do Metallica e a oportunidade de abrir para o Rolling Stones em 2005.
Sobre ver o Heaven and Hell em Los Angeles:
"Eu e James [Hetfield] vimos o Heaven and Hell - sabe, [Black] Sabbath com o Dio - duas ou três semanas atrás em L.A., e foi bem legal. Eu estava realmente admirado. Eles, aliás, irão tocar um show conosco na Europa neste verão. É fantástico [que eles estejam abrindo para nós]. É meio que, 'nós devíamos abrir para vocês'."
"Bill [Ward, baterista do Black Sabbath] é Bill. Mas ele não tem estado em sua melhor forma nos últimos anos. Mas se for pra alguém o substituir, é Vinny [Appice]..."
"Eu achei que foi demais. Eu estava realmente admirado em como... Foi simplesmente desafiador e tinha muita energia. Foram algumas boas horas. Foi uma boa diversão."
"Eu estou te falando, se assistir o Heaven and Hell no palco fazendo a coisa deles não for ótimo, lá na mesa de som onde nós estávamos, Hetfield teve seu próprio mosh pit lá onde as luzes estavam, olhando assustado. Eu não via o Hetfield excitado dessa forma há anos."
Sobre coverizar Mercyful Fate (em 1998, o Metallica fez um tributo ao Mercyful Fate ao gravar um medley de músicas clássicas do Mercyful Fate no álbum "Garage Inc.", entitulado "Mercyful Fate"):
"Mercyful Fate é uma das duas ou três principais bandas que meio que moldaram o som do Metallica, junto do Diamond Head, e uma ou duas outras bandas. Então, em 81 ou 82, quando nós estávamos começando, Mercufyl Fate foi uma das principais inspirações, então quando chegou a hora de fazermos alguns covers e homenagearmos algumas das pessoas que pavimentaram nosso caminho, Mercyful Fate... Eu não sei quantas pessoas que nos ouvem sabem quem é Mercyful Fate, mas algumas das coisas são bem loucas, como você deve saber... Então muita do nosso lado meio que progressivo vem daí, mas estou te falando, quando nós fizemos essa cover - quando foi? 97, 98, tanto faz - eu quero dizer, ver o Hetfield tentar cantar coisas do King Diamond; é tipo nove oitavas acima... onde só os pássaros conseguem ouvir ou seja lá o que for. Foi uma bela cena. Mas isso foi ótimo. Fate sempre foi algo grande para a carreira do Metallica. Nós tocamos com eles algumas vezes na Europa, e tivemos a participação deles conosco no palco - cruzes invertidas e tudo mais. Isso tudo é bom. [risos]"
Sobre abrir para os Rolling Stones:
"Sim, foi no ano passado - foi há cerca de um ano e meio, aqui em São Francisco. Nós estávamos no meio de um período de descanso depois da turnê do 'St. Anger' e um dia, 'os Stones querem saber se você querem abrir para eles em São Francisco,' e foi tipo, 'Duh, claro, nós queremos. Só falar o dia e o local e nós estaremos lá.' Só que obviamente não abríamos para ninguém há alguns anos mas se você for abrir para alguém, abra para os Stones."
"É o segundo show - nós tocamos dois shows com os Rolling Stones - e uma assistente com, tipo, cinco walkie-talkies e uma garrafa d'água, veio antes do show e disse, 'vocês querem sua foto tirada com os Rolling Stones?' Nós estávamos meio que, 'Quer saber? Claro. Por quê não?' Então depois de nosso show e quando eles estavam se arrumando para entrar, a assistente veio e disse, 'Ok, estejam prontos em cinco minutos' ou algo assim. Então ela veio, nos guiou até este lugar no túnel que leva até o estádio e disse, 'Esperem aqui.' Enquanto esperávamos neste túnel, literalmente, e esta banda, Everclear - que também estava tocando - eles estavam meio que lá no X deles. Então nós estávamos lá e fomos e falamos 'Oi' para os caras do Everclear, 'Ei, como foi o show?' e esta assistente volta e diz, 'Não. Os caras do Metallica ficam aqui, e os caras do Everclear ficam ali.' Então nós pensamos 'Whoaaah.' Então depois de uns cinco minutos, os Stones vieram e eu juro que eles não pararam - eles diminuiram o passo, o suficiente para tirar, tipo, duas ou três fotos, duas ou três imagens com o Everclear, e então eles vieram até onde nós estávamos esperando, e eles olharam para nós... Não, na verdade, Charlie Watts disse 'Oi' e eu acho que Keith [Richards] balançou a cabeça ou algo assim, e Mick [Jagger] olhou como se todos nós fossemos passar pneumonia para ele ou algo assim - ele tinha essa cara de desgosto em seu rosto. Então eles diminuiram o passo enquanto o fotógrafo tirou duas ou três fotos, e então eles foram embora. E então a assistente veio e disse, 'se a banda aprovar a foto, nós enviaremos para vocês uma cópia.' Isto meio que resume a experiência com os Rolling Stones. [risos] Mas estar no palco, foi demais e o legado e tudo isso, mas isso meio que me deixou com um gosto estranho em minha boca... Se nós conseguirmos isso alguma vez, você me acha e me dá um tiro? Quero dizer, sério? Mas foi uma ótima noite e ter a chance de ser parte de... Se você puder sentar e falar para seu filhos, 'Eu abri para o Iron Maiden, eu abri para o Deep Purple, e eu abri para os Rolling Stones,' então você pode morrer feliz, entende o que eu quero dizer?"
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