Wounded - Entrevista exclusiva com Marco Van Der Velde

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Por Semih ORHAN - correspondente Whiplash! na Turquia
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Tradução e texto por Thiago Corrêa Sarkis

O metal gótico dos holandeses do The Wounded começa a ganhar maiores proporções e isso se deve principalmente ao segundo álbum do grupo, intitulado “Monument”. Recebido com bons ouvidos e elogios de toda a mídia especializada, o disco abriu as portas do mercado para a banda.

Mais shows apareceram e o novo álbum já está começando a ser composto.

Em entrevista exclusiva ao correspondente do Whiplash! na Turquia, Semi Orhan, Marco Van Der Velde, líder do conjunto, comenta esse crescimento, além de falar da história do The Wounded, da saída do baterista Ralph, entre outras coisas. Confira abaixo:

Whiplash! - O The Wounded não é uma banda muito conhecida ainda. Você poderia dizer aos nossos leitores um pouco sobre a história da banda?

Marco Van Der Velde / Bem, a banda foi formada em 96, 97, por mim e pelo Andy. Depois de algumas mudanças na formação, nós decidimos gravar uma demo e mandar para as gravadoras. Na mesma época, fomos tocar num concurso de bandas em nossa cidade. Depois vencemos a final regional e posteriormente a final do Norte do país, deixando 57 bandas para trás. Chegamos então às finais do festival holandês e ficamos com o terceiro lugar, principalmente porque na época o metal gótico não era levado a sério na Holanda. Num determinado show, o Henri da Coldblood Industries veio até nós falando que gostaria de assinar com a banda. E depois de termos alguns interesses de gravadoras de outros países, resolvemos assinar o contrato com a ColdBlood. Aí gravamos o debute chamado “Art Of Grief”. As respostas para este álbum foram ótimos e nos possibilitou fazer vários shows na Holanda e na Bélgica.
Depois de um ano, gravamos nosso segundo álbum, “Monument”, que recebeu críticas ainda melhores. E aqui estamos nós.

Whiplash! - O álbum foi lançado há quatro meses. Até agora, como vão as vendas?

Marco / Realmente ótimas! Eu não sei números exatos, mas acho que são grandes números. Mas sempre pode melhorar, é claro. Queremos fazer shows em outros países e com boas vendas, teremos esse interesse em nossas apresentações. Por agora, o interesse é crescer rapidamente, e talvez seja apenas uma questão de tempo.

Whiplash! - Depois do lançamento de “Monument”, o baterista Ralph saiu da banda. Qual a razão para a saída dele? Você pode nos dar mais detalhes sobre o novo baterista, Alwin?

Marco / Bem, o Ralph não estava mais motivado a trabalhar para a banda por problemas pessoais. Tudo que queremos é o melhor para o grupo, então as duas partes concordaram, e vimos que cada um devia seguir seu caminho. Sem ódio ou qualquer coisa assim, apenas decidimos por diferentes caminhos para o futuro. O Alwin é um baterista fantástico, que chegou na hora certa e no lugar certo. Eu o conheço a muito tempo. E ele estava sempre conosco viajando, e já acompanhando os shows, então todos já o conheciam também. Ele construiu uma boa relação com o grupo, então foi uma decisão lógica.

Whiplash! - Você utilizou vocais guturais em “The Art Of Grief”. Por quê deixar isso e utilizar apenas vocais limpos em “Monument”?

Marco / Porque as músicas não pediam por essa maneira mais agressiva de cantar. Talvez no terceiro álbum, os vocais guturais sejam usados novamente, ou talvez não. Não é porque não sou muito ligado a esse tipo de vocalização, mas simplesmente as músicas não pediram por isso no último disco.

Whiplash! - Acredito que seu novo álbum deva sair no fim deste ano. Como está o trabalho nele?

Marco / Nós estamos começando a escrever as músicas e poucas estão prontas. Eu não posso adiantar muito sobre o disco, mas posso te falar com exclusividade que uma das músicas vai se chamar “Atlantic”. Não sei ainda quando o álbum será lançado, mas creio que será no começo do próximo ano.

Whiplash! - Observando os festivais nos quais vocês têm tocado, parece que a Cold Blood trabalha muito bem. Vocês estão satisfeitos com a gravadora e acham que a divulgação está boa?

Marco / A Coldblood não é uma gravadora grande com a Virgin ou a Music For Nations. Mas acho que por isso, eles trabalham ainda mais pesado pelas bandas que têm contrato com eles, e realmente passam o dia inteiro trabalhando nisso. Para nós, está tudo muito bem, a distribuição é ok, a divulgação é ótima, e os contatos entre a banda e a gravadora também são excelentes. O principal é que numa gravadora pequena você não é apenas o número 36 na lista das bandas, mas na verdade você é visto com o The Wounded.

Whiplash! - Vocês gravaram um clip para Billet Doux. Como foi a experiência e as respostas perante o clip?

Marco / O clip passou na Holanda algumas vezes e recebemos boas respostas. Também passou na Alemanha e no Canadá, mas não tenho notícias de como foi lá. Claro que é excelente fazer um vídeo clip, porque muitas bandas sonham em fazer isso, assim como nós sonhávamos.

Whiplash! - Os membros da banda estão envolvidos em outros trabalhos também, certo? Conte-nos sobre isso.

Marco / Bem, na minha adolescência, eu chutei completamente o balde em relação à escola e carreira no futuro. Agora voltei a freqüentar a escola de novo (risos). Os outros membros trabalham também e conseguem combinar o tempo do trabalho com a banda. Não é algo fácil, mas você não vai nos ouvir reclamar, porque sabemos que temos muita sorte. E não precisamos nem de ensaios ou algo assim para nos sentirmos motivados. Vivemos para a banda, então tudo o que fazemos é com um enorme carinho. O que a maioria das bandas esquece é que você tem que trabalhar duro para chegar a algum lugar especialmente se você toca uma música que é ‘diferente’ daquilo que rola em rádios e TVs. Você não pode ficar sentado em casa esperando por empresários e gravadoras entrarem no seu quarto com uma mala cheia de dinheiro e uma lista de cidades onde você pode tocar. Você tem que trabalhar duro e por um tempo muito longo. Mas no final, eu tenho certeza de que você chegará aonde quer, assim como se desenvolverá. Como músico, humano, compositor. Para isso, creio que é preciso ouvir bastante outras pessoas com experiência ou um ponto de vista diferente, e principalmente ouvir a si próprio.

Whiplash! - Quais as bandas ou estilos que você tem escutado ultimamente?

Marco / Eu ouço diversos tipos de música, como metal gótico, new wave, e também pop. O Marillion é uma das minhas bandas favoritas, e também Placebo e Sigur Ros. No metal, creio que Entombed, Morbid Angel, enfim, os deuses do death metal. Anathema e My Dying Bride são fantásticos também.

Whiplash! - Obrigado pela entrevista Hence!

Marco / Obrigado a vocês, e espero que nossa música possa fazer sucesso também por aí, em breve.

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