Bruce Kulick - Entrevista com o ex-guitarra do Kiss. Por Jaisson Tatto.
Postado em 28 de dezembro de 1999
Bruce Kulick
Por Jaisson Tatto
Publicado na Revista Dynamite
Tatto / Após você ter tocado em uma das maiores bandas do mundo, como você se sente tendo que recomeçar tudo de novo, quase do zero?
Bruce Kulick / É, isto realmente é um grande esforço. Mas tudo bem, eu tive muitas experiências e aprendi muito com uma dupla muito esperta, o Gene Simmons e o Paul Stanley. O Gene particularmente é muito trabalhador e eu sempre o assistia nas reuniões que tinham na casa dele com empresários, produtores e outros mais. Ele abraça muita coisa, cuidando de tudo. Ele e o Paul estão acima de tudo, mesmo no tempo que eu estava na banda, como agora na reunião da formação original. O trabalho (do Union) é duro mas a gente tá fazendo de tudo, conversando, dando entrevista pra tudo quanto é rádio, revistas, etc. Eu e o John estamos batalhando mesmo.
Tatto / Como você conheceu seus novos companheiros de banda?
Bruce / O John Corabi me foi apresentado pelo Nikki Sixx que me conhece há uns dez anos. Com esse lance da reunião do Kiss com maquiagem, ele me falou que tinha um cara perfeito pra trabalhar comigo. A química está dando certo entre o John e eu, a gente se entende muito bem. Sobre os outros , o nosso batera é canadense, já tinha tocado em bandas de sucesso por lá, mas veio pra Los Angeles em busca de algo maior e eu o conheci através de um amigo. O Jamie Hunting é um excelente baixista que estava por Los Angeles já fazia um tempinho, ele tinha tocado nuns shows com o David Lee Roth, ele é o cara perfeito pra banda.
Tatto / Você está com mais responsabilidades de quando tocava com o KISS?
Bruce / Oh yeah! Absolutamente! Olha, era uma responsabilidade bem grande pra fazer o melhor pra tocar no Kiss, mas eu não tinha nada a ver com os negócios, com as decisões importantes da banda. Eles se interessavam com minhas opiniões, mas agora é diferente como eu lhe falei. E é até cômico quando lembro das grandes turnês do Kiss, tudo de primeira classe, eu dou até risadas de como era fácil.
Tatto / A primeira música do álbum do Union soa um pouco parecido com o que Kiss, que tinha você na formação fez no álbum "Carnival of Souls"...
Bruce / Aquele riff eu e o Gene trabalhamos pro "Carnival", mas não aconteceu. Aí eu fiquei com ele e foi um dos primeiros riffs que eu mostrei pro John, além de mais umas duas idéias que eu tinha. Mas eram só pequenas partes, não tinha uma música pronta.
Tatto / Você ainda continua amigo do Gene e Paul?
Bruce / Sim, sim, continuamos amigos. Nos primeiros dias eu estava estranho, mas tudo bem, eu entendi o porque deles ficarem com a formação antiga, é um sucesso! E por que eu deveria ser imaturo e ter um mau sentimento sobre isso? É melhor aceitar e usar minha energia numa banda nova.
Tatto / Qual foi sua reação quando o KISS lançou o "Carnival of Souls" pois você já estava fora da banda.
Bruce / Eu vibrei, sem dúvida nenhuma! Eu pensei que nunca mais fosse lançado Aquilo foi um alívio pra mim, pois tem um som meu, depois eu canto em outra faixa e você sabe, eu nunca tinha cantado antes no Kiss. Foi legal esse álbum ter saído, foi uma glória!
Tatto / Qual foi a sensação de ter tocado no Unplugged da MTV?
Bruce / Foi demais!! Uma experiência incrível!
Tatto / Você ficou nervoso?
Bruce / Confesso que sim (risos)...mas na hora "H" rolou bem legal.
Tatto / E aquela parte que o Gene erra na música "DOMINO" e pede pra colocar mais alto a sua guitarra na caixa de retorno dele, pois ele estava perdendo a cadência da música?
Bruce / Ele errou um monte aquela noite (risos), acho que todos estávamos um pouco nervosos (risos), mas foi legal, foi inesquecível.
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