Power Symphony - Entrevista com o guitarrista Marco Cecconi

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O Power Symphony é a mais nova revelação do metal épico sinfônico italiano com seu debute "Evillot", repleto de grandes e lindas harmonias e composições. Recentemente assinados com a Nuclear Blast, o grupo batalha por mais espaço no cenário metal mundial. Formada incialmente pela vocalista Michela D’Orlando e pelo guitarrista Marco Cecconi, o baterista Heavy e o baixista Daniele Viola foram posteriormente adicionados à banda. E é o guitarrista e former member Marco Cecconi que concedeu esta entrevista animadíssima para a Whiplash! em primeira mão (é o primeiro veículo de notícias metálicas a dar espaço a esse grande nome da música) por e-mail e depois completada - em meio a altas risadas - por telefone.

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Entrevista concedida a Haggen Kennedy

Tradução / Haggen Kennedy

Whiplash! / Vocês acabaram de lançar o CD "Evillot", um maravilhoso debute com músicas intrincadas e incríveis influências sinfônicas. Como os ouvintes metaller reagiram ao álbum?

Marco / A reação tem sido maravilhosa!! Nós realmente não esperávamos este tipo de retorno. Acho que estamos criando uma base pequena mas bem sólida de fãs com esse disco. Sabe, eu ainda continuo a ouvir coisas de pessoas que têm que fazer coisas incríveis para conseguir o nosso álbum, digo, no Canadá ou Austrália ou Japão... cara, incríveis, mesmo!! E nós temos recebido toneladas de e-mails de pessoas de todos os quatro cantos do mundo, com muitos elogios e tal - incrível. Tá, seja paciente comigo, mas é que eu não sou o tipo de pessoa que pensa pequeno normalmente, mas por ser um CD debute num selo novato e com todos os problemas que isso implica... nossa, eu nunca esperaria alguma coisa deste tipo.

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Whiplash! / O conceito do disco aparentemente fala sobre um personagem fictício chamado Evillot. Vocês parecem estar realmente por dentro de RPGs e uma literatura mais fantasiosa como Tolkien e coisas do tipo. Você poderia nos dizer mais sobre esse personagem e sobre as influências que a literatura tem na banda?

Marco / Bom, Evillot é o personagem principal da faixa título. O CD não é um disco conceitual apesar de decidirmos fazer os arranjos das músicas assim [N. do T..: conceituais] para fazer do CD um tipo de "jornada musical" do Power ao Épico até as influências Doom. A Literatura tem uma grande influência em nós, já que Michela e eu realmente lemos um bocado! Acho que a literatura em geral faz você crescer como pessoa, especialmente no lado emocional. Então, a literatura definitivamente enriquece nosso vocabulário de emoções para que possamos nos expressar. Às vezes, também, somos diretamente inspirados de livros em particular. "Shores of my Land", por exemplo, fala de Aeneid de Virgil. Às vezes, falamos sobre algum conto escrito por Michela como Evillot.

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Whiplash! / Entendo.. mas voltando até 1992, você foi apresentado a Michela por uma amiga, e cerca de um ano depois vocês dois formaram o Power Symphony, é isso mesmo?

Marco / É, é isso mesmo. Então, em 94 ou 95, estivemos gravando, vendendo e promovento a nossa primeira demo tape com uma porrada de datas. Essa fita vendeu realmente muito bem, e adivinhe o quê? Nós ainda encontramos pessoas que são fãs nossos desde aquela fita [risos]. Também, alguns fanzines ainda fazem reviews da fita.

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Whiplash! / Nossa, mas ela ainda existe? [risos]

Marco / Pois é, eu nem sei porquê, já que ela deve ser uma raridade hoje em dia. Nós não a vendemos mais a cerca de dois anos! Mas, bem, basicamente de 96 a 98, estivemos muito, muito ocupados mesmo, escrevendo e gravando um novo CD promocional, que nos levou a assinar com a Northwind Records. E em Abril deste ano, nosso CD saiu (finalmente!). Nós agora somos livres de limites contratuais. De Fevereiro a Maio estivemos gravando nosso material promocional (uma vez mais!) e distribuindo para um monte de selos. Agora estamos quase conseguindo um contrato para os nossos próximos dois álbums, mais ou menos. Veremos. Se tudo sair bem, devemos estar gravando o sucessor de "Evillot" em Novembro, então deverá estar avaliável na Europa lá pra Janeiro, por aí.

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Whiplash! / Legal, espero que dê tudo certo.

Marco / Ah, pode apostar que eu também. [risos gerais]

Whiplash! / Bem, sendo vocês dois [Marco e Michela] que formaram a banda e sendo Michela que escreveu todas as letras para o disco e você tendo feito todo o resto (arranjos e tal), seria correto dizer que vocês dois são um tipo de Luca Turilli mais Alex Staropolli do Power Symphony? Digo, poderíamos dizer que só vocês escrevem e mandam lá?

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Marco / [visualmente exacerbado] Ora, mas de jeito nenhum!! Quero dizer, nós somos melhores que isso!!! Não, de jeito nenhum, nós não somos chefões supremos ou ditadores! Somos como a mamãe e o papai do Power Symphony [risos]! Também, você tem que entender que Michela e eu temos nos ferrado pra fazer essa banda subir, muito mais do que qualquer outra pessoa, então, claro, somos um ponto de referência na banda. Veja bem, as coisas funcionam assim: todas as contribuições são bem-vindas, mas elas têm que ter sentido com o que propomos fazer, elas têm que ter algo a ver com o Power Symphony, têm que adicionar alguma coisa. Temos uma idéia de onde a banda está e para onde ela vai, e nós aceitamos qualquer ajuda de outra pessoa nessa direção. Acho que os outros membros da banda gostam da situação como ela é, pois haveria uma responsabilidade imensa em seus ombros. Mas de qualquer forma, somos uma banda, quero dizer, nós saímos juntos, tocamos muito juntos, tentamos conversar bastante. Também tocamos ao vivo tanto quanto for possível - neste sentido, somos muito diferentes daqueles dois caras que você mencionou lá atrás [N. do T.: nesse momento, ele solta uma risada malévola].

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Whiplash! / A música da banda é realmente sinfônica com vários detalhes e realmente complexa, com arranjos que são - no mínimo - grandiosos. Mas, além disso, vocês são da Itália. Seria essa a razão por que tantas pessoas comparam o Power Symphony com o Rhapsody? Eu, particularmente, não vejo muita semelhança no som que vocês fazem com o do Rhapsody, mas o que você - ou vocês da banda - acham dessa comparação feita pelas pessoas em geral?

Marco / [pensando um pouco] O que eu poderia dizer? De um modo, é um elogio, porque é claro que o Rhapsody é uma banda de puta sucesso. Também é super natural que sejamos comparados, já que temos um nome como Power Symphony! Mas acho que a comparação é injusta! Não queremos vender cópias do "Evillot" só por causa disto. Não queremos que as pessoas pensem que soamos como eles porque não é verdade. O Rhapsody toca o que chamamos de "happy metal", isto é, o pior tipo de power speed metal comercial... nós não. Nós gostamos de ser seres das trevas e malévolos [Nota do Entrevistador: nesse momento, ele dá outra gargalhada bem demoníaca e este que vos escreve não aguenta e cai na gargalhada]. Ah, bem, você está rindo. Mas falando sério, nós não tentamos ser simplesmente uma banda de power metal. Temos toneladas de influências diferentes e estamos tentando colocá-las todas juntas para trazer algo único e inovativo.

Whiplash! / A line-up do Power Symphony conta com você (g), Michela (v), Daniele (b) e Heavy (d). Contudo, quanto vocês fazem shows, o Nicola sobe ao palco e se junta à banda para ajudar você com as partes de guitarra. Por que ele não entra na banda de uma vez?! Ele tem alguma banda ou projeto solo ou paralelo?

Marco / Não, não tem, não. Ele não está oficialmente na banda porque todos concordamos que ele não estava pronto, e...

Whiplash! / [interrompendo] Não acredito, ele aceitou assim, numa boa?!

Marco / [rindo] Ah, não, ele insistiu pra caramba [mais risos]. Mas só que ele ainda não tem a experiência necessária e estamos esperando que ele cresca um pouco antes de colocá-lo na banda com toda aquela coisa que vem junto.

Whiplash! / Falando em bandas e projetos, alguém na banda tem algum projeto solou e/ou paralelo ou pretende fazer um?

Marco / Ah, eu pretendo, a Michela também e o Daniele também. Estou tentando propor um projeto solo que será completamente diferente do que nós fazemos, mais pra power cyberpunk metal, eu diria. Já a Michela quer fazer algo como um CD solo de um power epic metal num futuro próximo. O único problema é o tempo, já que todo o resto está basicamente feito. Eu provavelmente estarei envolvido nele, mas apenas como auxiliar da Micky [N.doT.: de Michela]. O Daniele toca numa banda gothic, porém não sei se ele/eles querem lançar um CD.

Whiplash! / Ainda sobre membros da banda: como vocês (você e Michela) encontraram os outros músicos?

Marco / Ah, nós procuramos de todas as formas. Através de amigos, anúncios em revistas e nas rádios, flyers, qualquer coisa. Cara, não me faça pensar nisso de novo, porque é difícil pra cacete encontrar bons músicos pra sua banda. [risos]

Whiplash! / Oh, desculpe-me, mas não posso evitar [risos]. Vou te chatear só mais um pouquinho. É que até onde sei, a banda teve duas mudanças de bateristas, é isso mesmo? E, além disso, o tecladista também saiu. Quem é o batera atual e vocês já acharam outro tecladista?

Marco / O batera atual no Evillot é o Roberto Dussi, nosso baterista "histórico". Ele decidiu desistir do ramo musical em 1997, então nós trocamos de baterista. Então esse cara, o Sérgio, veio. Todos nós pensamos que ele seria nosso baterista por um longo tempo. De verdade. Tiramos fotos para o disco, mas o que infelizmente aconteceu é que ele sofreu um acidente automobilístico e quase chegou a matar um cara, então, apesar do fato de ele não ter sofrido nada grave, ele entrou em uma puta crise existencial e desistiu de tocar também. De qualquer modo, era quase inverno [N do T: nosso verão] e já tínhamos essas fotos maravilhosas para o CD, então decidimos usá-las de qualquer forma. Em Dezembro, precisávamos de outro baterista para gravar nosso promo atual, então o Heavy veio. Ele é muito bom, então ainda está na banda. E estará, acho, pelo menos até o próximo CD. Veremos, né.

Whiplash! / É, espero que vá tudo bem. E quanto ao tecladista?

Marco / Bom, nós podemos dizer que sim. Temos alguém em mente, mas é um pouco cedo demais para dizer qualquer coisa. Ele provavelmente estará na banda daqui a um tempo, como o Nicola.

Whiplash! / O que você acha do mercado metal e da cena metal de hoje em dia na Itália?

Marco / Está crescendo, mas ainda é tudo muito novo, infelizmente. Precisamos de mais lugares para tocar, melhores gravadoras e também bandas mais maduras. Hoje em dia é mais como uma disputa de morte entre as bandas. Nossa, você nem acreditaria se eu dissesse.

Whiplash! / Ah, agora vai ter que contar! [risos]

Marco / Cara... é meio louco, sabe. Se você é bom, todo mundo cospe em você. Você tem que ser perfeito - todo mundo já tem uma opinião nada a ver sobre seus companheiros: o pessoal do Labyrinth é metido, o Rhapsody é uma banda falsa, o Lacuna Coil não toca metal e não podem tocar ao vivo... putz, isso é uma droga!

Whiplash! / É verdade, mas nem é só na Itália que acontece isso. De qualquer forma, vamos falar de outra coisa. Você tem um gosto musical bem eclético, o que eu, particularmente, acho admirável. Música Clássica, Thrash, Speed, Power Metal... até Death e Black Metal. Os outros membros da banda são assim também ou são mais mente-fechada?

Marco / Não, que nada, eles todos são assim também, com exceção do Heavy que gosta basicamente de metal extremo. Sabe, lá pros anos 80, eu estava começando a tocar em uma banda, e eu disse a um amigo meu: "seria legal gravar um CD com cada tipo de metal, um pra Thrash, um pro Glam [N.doT.: nessa hora, ele dá uma risada meio sem-graça, mas depois ri com vontade]...". Sabe, eu ainda tenho uma atitude similar, mas agora misturamos todas as influências de uma vez.

Whiplash! / Voltando à parte técnica da coisa, você tem na Itália a White n’ Black como distribuidora, certo? O que você tem achado do trabalho deles? Estão fazendo a coisa direito ou estragando tudo?!

Marco / [pensando] Acho que você deveria perguntar isso à nossa gravadora [risos]! De qualquer modo, até onde sei, eles devem fazer um trabalho mais massivo em cima do nosso trabalho nos próximos meses, vamos ver.

Whiplash! / Você conhece o Maurizio Chiarello [N do T.: o cabeça da Underground Symphony, distribuidora], não é?! Por que vocês não lançaram o CD pela distribuidora dele?

Marco / Ah, o Maurizio está distribuindo o nosso CD, também. Na verdade, ele tem vendido pra caralho [risos]. Não usamos a distribuidora dele na Itália por muitas razões, uma delas é que o Maurizio tava com uns problemas na distribuidora, então não foi muito apropriado no momento. Outra razão é que a White ‘n’ Black é muito maior que a 99th Floor.

Whiplash! / E quanto a distribuição fora da Itália? Como as coisas vão? Vocês assinaram com a Nuclear Blast, não foi? E quanto aos outros continentes?

Marco / A Nuclear Blast distribui CDs exclusivamente na Alemanha, Áustria e Suíça. Acho que eles estão fazendo um trabalho realmente maravilhoso. O resto do mundo está tendo que lidar com as forças de todos nós juntos, a Nuclear Blast, a Northwind e a Underground Symphony.

Whiplash! / Você teve participação de várias pessoas no disco como Giuseppe Dellapina e Gaianeh Tapacian. Como rolaram essas aparições? E, a propósito, alguém da "guest-appearance" tem banda? Se sim, quem e que banda?

Marco / Bom, como você sabe, o Giuseppe é o professor de canto da Michela e já que precisávamos de uma soprano para algumas partes, ele chamou Gaianeh. Esse pessoal é inacreditável! Tivemos que parar as sessões de gravações porque eles colocavam tanta emoção na voz, e eram super altos [risos]!! JJ Angel [N.doT.: da banda italiana Moon of Steel] também deu uma mão para gravar o solo de Inferno Suite. Ele é um grande amigo nosso tem tempo. A propósito, ele acabou de lançar um novo EP, dê uma olhada. E, bom, pro nosso próximo CD, queremos ter ainda mais amigos fazendo participações. Estamos tentando conseguir um coro orquestrado também !!!! Precisamos dele pra fazer algumas partes que estamos planejando. Eu gostaria de ter alguns outros instrumentistas "estranhos" vindo também, vamos ver se dá pra fazer, né! /)

Whiplash! / Sobre shows, vocês iam tocar um em 16 de Maio em Ludwigsburg com o Rough Silk, mas ele foi cancelado. O que aconteceu?!

Marco / A Nuclear Blast pediu a nós que fôssemos lá e tocássemos, mas o show foi cancelado, acho que de algum modo eles não chegaram a um acordo no referente a como dividir os custos ou algo do tipo. Da nossa parte, ficamos muito desapontados, mas ah, que se dane, ainda haverá muitos outros shows. [risos]

Whiplash! / Ainda falando em shows, como têm sido os que vocês fizeram? Quero dizer, como o público reagiu? E once vocês tocaram até agora?

Marco / Nós tocamos apenas na Itália até agora, já que a Northwind não tem sido capaz de nos enviar em tours mais amplas ainda. Os shows que fizemos foram maravilhosos e a reação tem sido inacreditável. Muitas pessoas vêm aos nossos shows sabendo as músicas todas, e você sabe como os italianos são, bem sangue-quente [N. do T.: "agitados"], então as reações foram grandiosas! O povo italiano quer um show que os envolva, eles querer ser parte dele. É muito legal, se você der aos fãs o que eles querem, eles ficam loucos. /)

Whiplash! / Não poderia deixar de perguntar: apesar de a Northwind não ter verdadeira capacidade de bancar vocês, há alguma possibilidade de fazer tours por outros países ou mesmo continentes? Vocês planejam alguma coisa assim?

Marco / Planos, sim. Ah, nós temos vários planos! Mas é muito difícil no momento. Estamos tentando organizar uma mini-tour pela Northwind na Itália, Alemanha, Áustria, Suíça e Holanda, mas você sabe, está tudo um pouco "nebuloso" no momento, é a primeira vez que eles fazem uma coisa desse tipo, então... bom, pelo futuro, sim, haverá uma tour séria para o novo disco, é uma das coisas que estamos pedindo antes que assinemos com alguém. Há chances de irmos aos U.S. para tocar lá também, mas ainda não sei muito bem.

Whiplash! / Quando você faz um show, você usa todos os artefatos que usaram nas fotos do disco (capa, espada, etc.)? Ouvi dizer que nos shows, Michela até usa espadas. Como é isso? Espero que ela não tenha degolado ninguém.

Marco / [rindo] Ah, não, é simplesmente impossível usar aquelas roupas no palco, elas são quente demais, pois são feitas de lã com couro ou algo do tipo. E debaixo das luzes do palco fica completamente inviável aguentar o calor! Até tentei usar pelo menos uma capa, mas ela se enrola na minha guitarra, e como eu me movo como doido no palco, não quero que este tipo de coisa limite a minha performance. Michela realmente leva a espada aos palcos que permitem, ou seja, o palco tem que ser grande! - e as pessoas amam isso! Ela às vezes usa um casaco, também, pelos primeiros minutos do show, então ela tira! Acho que oferecemos um show muito bom. Tentamos dar às pessoas tudo o que temos em todos os shows. Corremos um bocado, a gente se diverte pra caramba - e as pessoas entendem isso, eles se envolvem no show. As pessoas, na verdade, sempre se lembram dos nossos shows, o que para nós, é uma grande honra! E, sabe, algumas pessoas realmente vieram ao backstage em um show para tirar uma foto enquanto Michela os degolava [N. do T.: Ele, novamente, dá uma de suas gargalhadas maníacas, e caímos na risada]. É muito legal esse lance todo.

Whiplash! / Bom, essa pergunta é mais sobre uma curiosidade pessoal do que por outra coisa. No dia 27 de Julho de 1999, a banda fez uma aparição no Power Fest no Mephisto Club e Michela estava com um dedo quebrado. Aparentemente aconteceu por causa de um desentendimento com um jornalista. Nos afinais, que diabos aconteceu?!

Marco / [rindo bastante] Oh, Deus, não me pergunte! Nós estavamos numa festa e, bem, pode-se dizer que não estávamos muito sóbrios [risos]... bem, em uma certa hora, eu lembro de Michela andando por ali com gelo no dedo... então, bem, fomos todos dormir e na manhã seguinte eu tive que levá-la ao hospital porque o dedo dela parecia uma salsicha [risos]! Bem, eles consertaram, mas foi muito engraçado porque eles perguntaram a ela o que tinha acontecido, e ela não se lembrava [mais risos]! Mais tarde, eu descobri que ela estava fazendo umas palhaçadas com o jornalista, fingindo ser uma Hilander ou coisa do tipo, usando um cobertor ou algo assim e, bem, terminou que eles se enrolaram na manta e foram ao chão. E ele caiu bem no dedo dela. Cara, e este mesmo jornalista nos entrevistou poucos dias depois, mas ele estava bastante assustado [risos].

Whiplash! / Bem, a entrevista chega ao fim. Muito obrigado pela entrevista, esse telefonema me rendeu boas risadas. De qualquer forma, às vezes o entrevistador nem chega a perguntar tudo o que o entrevistado gostaria que perguntasse, então o espaço fica livre para você falar qualquer coisa. Tem aguma? /)

Marco / Ah, sim, gostaria de agradecer imensamente o Whiplash! e todos os seus leitores, e convidá-los a dar um pulinho na nossa página em http://www.powersymphony.com para que tivessem um chat conosco ou para fazer o download de algumas de nossas músicas. /)

Whiplash! / Legal, considere o recado dado. Boa sorte com a banda e até a próxima, Marco. Foi um prazer.

Marco / O prazer foi meu. Obrigado pela força. Arrivederte.

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