Em 15/04/2001: o mundo perdia Joey Ramone, em um dos dias mais tristes do rock
Por Mateus Ribeiro
Fonte: Mateus Ribeiro
Postado em 15 de abril de 2020
O dia 15 de abril de 2001 é uma das datas mais trágicas da história do rock and roll. Neste longínquo, porém inesquecível dia, morria ninguém menos que Jeffrey Ross Hyman, mais conhecido como Joey Ramone, vocalista do Ramones.
O emblemático Joey nasceu em 19 de maio de 1951 e não teve uma infância das mais fáceis. Para a nossa sorte, ele encontrou na música uma saída para a sua insegurança.
A sua vida musical começou em meados dos anos 1970, quando se juntou com Johnny, Dee Dee e Tommy, formando o Ramones, que viria a se tornar uma das maiores bandas do mundo, além de ser o grupo mais importante do cenário punk rock.
Joey sempre foi o principal ícone da banda, com sua voz única e carismática, capaz de agradar a todos. Desde o primeiro álbum até o derradeiro "¡Adios Amigos!", Joey sempre se doou de corpo e alma e nos presenteou com excelentes performances nos discos gravados.
Ao longo de quase duas décadas, Joey emprestou sua voz para músicas que embalaram (e mudaram) a vida de muitas pessoas ao redor do mundo. Afinal de contas, quem aqui nunca saiu cantarolando "I Wanna Be Sedated", "I Wanna Be Your Boyfriend", "I Remember You", ou "Blitzkrieg Bop"?
O genial vocalista do Ramones era muito mais que um músico. Com o passar do tempo, se tornou uma lenda, ídolo máximo para inúmeras pessoas (inclusive para este que vos escreve).
Infelizmente, em 1996, após inúmeros discos e mais de 2 mil shows, o Ramones encerrou suas atividades. Os fãs da banda esperavam ansiosamente pela volta do grupo, o que nunca ocorreu.
No dia 15 de abril de 2001, então, o pior aconteceu: Joey Ramone, que estava com apenas 49 anos e lutava contra o câncer, faleceu. O mundo da música ficou triste com a perda de um de seus maiores ícones. A grande e bela trajetória escrita por aquele rapaz de voz inconfundível acabava, e Joey deixava o mundo para se tornar um imortal.
Até hoje, o saudoso Joey é lembrado e celebrado. Segue abaixo uma pequena homenagem que fiz para Joey há algum tempo.
"Joey não era exatamente o melhor cantor do mundo. Joey não era um galã, nem de longe. Joey não era a pessoa mais carismática do planeta. E mesmo assim, Joey foi, é e continuará sendo o maior ídolo de muitas pessoas. Para não gostar dele, tem que ser muito azedo.
Ao longo de sua carreira, gravou músicas que foram a trilha sonora da vida de muita gente. E no meio desse monte de música legal, tem pra todo gosto, quer ver?
Quem nunca dançou ao som de "I Wanna Be Sedated"?
Quem nunca ficou revoltado com o fim de um namoro ouvindo "I Don't Want You"?
Quem nunca encheu o coração de esperança com "Something To Believe In" ou "It's Gonna Be Alright"?
Quem nunca namorou ao som de "Oh, Oh, I Love Her So"?
Essa aqui, possivelmente, já tocou em algum almoço da sua família!
Desnecessário falar que no Natal você sempre coloca esse clássico pra tocar enquanto espera o Papai Noel:
Joey também fez muita gente acreditar em milagres, algo que estamos precisando!
Uma pena que infelizmente, ele não era imortal, e nos deixou no dia 15 de abril de 2001.
Apesar do mundo ter ficado muito mais chato, Joey tentou tornar a nossa existência muito mais legal. Conseguiu. E se você acha que só nós, pobre mortais, gostamos dele, engano. Existe muita gente grande no rock que adorava não só ele, mas sua banda também.
Joey faz falta até hoje.
Joey merece todas as homenagens.
Joey é um ídolo imortal."
Valeu, Joey Ramone! Esteja onde estiver, saiba que sua obra foi de vital importância para o rock e para nossas vidas!
Morte de Joey Ramone
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