Black Sabbath: curiosidades sobre o clássico álbum "Heaven and Hell"

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Por Ricardo Seelig, Fonte: Collectors Room
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"Heaven and Hell", um dos melhores discos e um dos mais adorados trabalhos do Black Sabbath, comemora 37 anos de vida neste dia 25 de abril de 2017. Para comemorar, além de ouvir o álbum em um volume acima do recomendado, listamos 18 curiosidades sobre o disco.

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- "Heaven and Hell" é o nono álbum de estúdio do Black Sabbath

- o disco, lançado em 25 de abril de 1980, marcou a estreia da nova formação da banda, com Ronnie James Dio substituindo Ozzy Osbourne nos vocais. Toni Iommi, Geezer Butler e Bill Ward seguiram em seus postos habituais

- quem apresentou Ronnie James Dio a Tony Iommi foi Sharon Arden (que mais tarde se casaria com Ozzy e ficaria conhecida como Sharon Osbourne). O primeiro encontro entre o vocalista e o guitarrista aconteceu em 1979, após Dio sair do Rainbow e Iommi estar na procura de um substituto para o instável Ozzy

- o álbum foi produzido por Martin Birch, no primeiro trabalho do produtor inglês com o grupo - ele também assinaria o disco seguinte, "Mob Rules" (1981). Pra quem não sabe, Birch é um dos maiores produtores da história do rock e marcou época em álbuns de bandas como Deep Purple, Whitesnake, Wishbone Ash e Iron Maiden

- Martin Birch foi o primeiro cara de fora da banda a produzir sozinho um disco do Black Sabbath desde "Master of Reality". Todos os discos anteriores haviam sido produzidos pela própria banda, com o auxílio de outros produtores

- o disco foi gravado no Criteria Studios, em Miami, mesmo local em que o Black Sabbath gravou "Technical Ecstasy" (1976). Algumas gravações foram feitas também no Studio Ferber, em Paris

- a icônica capa do álbum é uma pintura do artista norte-americano Lynn Curlee inspirada em uma fotografia de 1928 que mostrava algumas mulheres vestidas como anjos e fumando cigarros em uma folga de um trabalho universitário. A obra tem o título de Smoking Angels e se tornou uma das imagens gráficas mais conhecidas da mitologia do Black Sabbath

- a ilustração da contracapa do disco, que traz toda a banda, foi criada pelo artista norte-americano Harry Carmean

- o álbum traz oito faixas, todas compostas pela banda e com letras escritas por Ronnie James Dio

- “Children of the Sea”, uma das melhores músicas do disco, chegou a ter uma versão demo gravada com a voz de Ozzy. No entanto, essa versão inicial possuía uma letra diferente e outra linha melódica nos vocais

- foram lançados três singles para promover "Heaven and Hell". O primeiro saiu antes do disco e trouxe “Children of the Sea / Lady Evil”, o segundo veio em julho de 1980 com “Neon Knights” e uma versão ao vivo para “Children of the Sea”, e o terceiro chegou às lojas em dezembro de 1980 com “Die Young” e uma “Heaven and Hell” ao vivo

- Geoff Nicholls, parceiro de longa data de Tony Iommi, participa do disco tocando teclado. "Heaven and Hell" foi a sua estreia como músico de estúdio do Black Sabbath. Mais tarde, em 2004, Nicholls seria efetivado como membro permanente da banda. Ele faleceu em 29 de janeiro deste ano

- sucesso comercial e de crítica, "Heaven and Hell" alcançou a posição número 28 da Billboard e vendeu mais de 1 milhão de cópias somente nos Estados Unidos

- na Inglaterra, o disco chegou à nona posição nas paradas e foi o primeiro álbum do Black Sabbath a receber a certificação Prata, vendendo mais de 60 mil cópias. As vendas continuaram subindo, e o álbum ganhou Disco de Ouro da British Phonographic Industry em abril de 1982, marcando as 100 mil cópias comercializadas. "Heaven and Hell" é o único álbum do Black Sabbath a possuir essas duas certificações de vendas do mercado inglês

- na Argentina, o disco ganhou uma versão em fita-cassete lançada em 1986 e com o título traduzido para o espanhol, "Cielo e Infierno"

- "Heaven and Hell" teve um impacto duradouro na história do Black Sabbath, e é considerado, de maneira justa, como um dos melhores discos da banda inglesa. Isso pode ser verificado pela quantidade de covers para as suas faixas. A música que dá nome ao trabalho foi regravada por nomes como Solitude Aeturnus (em 1998), Benedictum (2006), Manowar (2010) e Stryper (2011)

- Iron Savor, Queensryche e Anthrax regravaram “Neon Kinghts”, enquanto Jorn Lande fez uma competente versão de “Lonely is the Word” no álbum "Unlocking the Past" (2007)

- uma das homenagens mais bonitas à Heaven and Hell e ao próprio Dio foi feita por Robb Flynn, do Machine Head. Após a morte do icônico vocalista, o líder do Machine Head gravou um vídeo com uma linda releitura acústica para “Die Young”

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Post de 25 de abril de 2017


Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor da Collectors Room - www.collectorsroom.com.br - e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.

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