Pearl Jam: A verdadeira origem do nome da banda
Por João Paulo Andrade
Fonte: Rule Forty Two
Postado em 01 de janeiro de 2000
Existe muita desinformação sobre a origem do nome da banda. E a maioria das versões fantasiosas foram espalhadas por eles próprios em entrevistas através dos tempos.
Versão errada 1
O nome teria a ver com uma geléia (jam em inglês) feita pela avó de Eddie Vedder (chamada Pearl) cuja composição incluia um alucinógeno indígena. Ela seria casada com um nativo americano.
Na verdade Veder não tinha uma avó chamada Pearl. Ele tinha uma bisavó chamada Pearl. E ela era casada com um contorcionista de circo, não um nativo americano, e ela não fazia geleias com plantas alucinógenas como peyote.
Essa versão muito popular no Brasil foi divulgada pelo Whiplash.Net desde a década de 90. Caimos miseravelmente na pegadinha da banda. :-)
Versão errada 2
Pearl Jam é uma gíria que significa "esperma".
Sim. A gíria existe. Mas não foi essa a origem do nome.
Versão errada 3
O nome original da banda era Mookie Blaylock, nome de uma estrela da NBA que jogou com o New Jersey Nets, Atlanta Hawks e Golden State Warriors. "Pearl Jam" seria seu apelido.
A banda realmente teve esse nome em homenagem a esse jogador e teve de mudá-lo para evitar problemas. O nome do álbum Ten se refere ao número da camisa de Mookie (ou seria isso outro boato?). Mas Mookie nunca teve o apelido "Pearl Jam".
Afinal, de onde veio o nome Pearl Jam?
Essa é a versão mais provável confirmada pela própria banda... mas é bom lembrar que em algum momento eles confirmaram as versões acima. :-)
Eles gostavam do nome "Pearl" (pérola). Além de significar "pérola" é uma gíria de surfistas para indicar quando a ponta da prancha é submersa na água. Pearl também era o nome de um ótimo disco de Janis Joplin. Também era o apelido do jogador de basquete Earl Monroe. E Eddie tinha uma bisavó chamada Pearl como dissemos acima.
O nome "Pearl" teria surgido de um brainstorm em um restaurante de Seattle.
A palavra "Jam" foi acrescentada em 1991 depois de uma viagem a New York para assistir um show de Neil Young onde muitas "jams" (improvisações criativas sobre a música) foram feitas.
Veder define o nome como algo semelhante a "o conflito criativo que transforma um grão de areia em uma joia".
Tirado do livro Is Tiny Dancer Really Elton’s Little John?: Music’s Most Enduring Mysteries, Myths, and Rumors Revealed, de Gavin Edwards)
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