Behemoth volta a acertar a mão em seu décimo terceiro disco, "The Shit Ov God"
Resenha - The Shit Ov God - Behemoth
Por Mário Pescada
Postado em 24 de agosto de 2025
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Já faz uns bons anos que a cada novo álbum anunciado pelo Behemoth cria-se toda uma expectativa, afinal, a banda tornou-se um dos grandes nomes do metal extremo mundial e carrega o peso de ser o maior nome da cena metal em seu país.
Basta o disco chegar aos ouvidos dos fãs/crítica que podemos ver de imediato reações adversas pipocando. Com "The Shit Ov God" (2025), seu mais novo trabalho lançado na gringa pela Nuclear Blast e no Brasil pela Shinigami Records, a história mais uma vez se repetiu.

Nergal é um habilidoso comunicador e sempre que pode cria situações para manter seu nome e do grupo em evidência. Posts sobre assuntos polêmicos, tretas judiciais com religiosos, participação em programa de televisão de calouros, não importa, ele está sempre gerando atenção. Só que essa exposição toda acaba irritando parte do público da música extrema que vê o líder do grupo polonês de uns bons anos para cá mais focado com a imagem do que com a música do Behemoth.
Mal "The Shit Ov God" (2025) saiu e já houve notas para ele tão extremas quanto seu som. Começando pelas menores, o que percebi é uma insatisfação pela banda não ter lançado outro "Evangelion" (2009) ou mais difícil ainda, outro "The Satanist" (2014). Entendo essa insatisfação de alguns fãs/crítica, afinal são dois baita discos, mas era outra época, banda, momento. Quanto as notas máximas, também não é para tanto. "The Shit Ov God" (2025) é um ótimo disco de metal extremo, superior ao anterior "Opvs Contra Natvram" (2022) por ser mais direto ao ponto, incluindo aí sua menor duração, mas daí uma nota máxima, também não é o caso.
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Coincidências da vida, esse é justamente o 13º lançamento do grupo. O supersticioso Nergal deu uma declaração sobre isso: "O número treze é muito mágico e significativo. Se este fosse nosso álbum final, eu poderia dizer que morro como um homem orgulhoso. Sem sombra de dúvida, esta é a representação mais refinada e pura do Behemoth. Sem enchimentos, sem excessos. Apenas o melhor que temos a oferecer, entregue a você".
Quanto ao título, tido por muitos como simplista demais, Nergal voltou a explicar: "Escolhemos esse título provocativo deliberadamente, rejeitando sutilezas em favor de uma declaração direta e polarizadora. É um mergulho desafiador nas profundezas, ousando buscar o absoluto mesmo na sarjeta." Assim como os títulos, as letras são na lata, para chocar mesmo. Coragem para falar o que pensa ou heresia gratuita? Deixo essa com vocês.
Contando com a boa produção do sueco Jens Bogren (Amon Amarth, Crypta, Katatonia, Opeth, Paradise Lost, etc.), ele só pecou ao baixar o volume da bateria nas partes mais metrancas para dar mais espaço as guitarras, mas tudo bem. O disco tem ótimos momentos, como na faixa de abertura "The Shadow Elite", que vai funcionar muito bem ao vivo e que ganhou um vídeo animal; "Lvciferaeon", que alterna entre o extremo dos versos e o cadenciado do refrão; "Nomen Barbarvm", onde Inferno dá uma aula de bateria de metal extremo, cheia de variações e viradas insanas e "Avgvr (The Dread Vvltvre)", música toda construída sobre um riff hipnotizante de guitarra do "convidado fixo" Seth e com um canto fantasmagórico arrepiante, a mais complexa e melhor faixa do disco.

Sempre prezando pelo trabalho visual dos seus materiais, o disco tem um encarte muito bonito, visivelmente interessante, obra do conterrâneo Bartek Rogalewicz (só o tamanho da fonte e a posição vertical de alguns trechos das letras que dificultam a leitura).
O Behemoth sempre tenta mudar de um disco para outro. Nem sempre acerta, mas tenta sair do lugar comum, se desafiando e o mais arriscado, se expondo a críticas negativas. "The Shit Ov God" (2025) é uma tentativa bem-feita nesse sentido e está entre os melhores trabalhos do grupo que vinha deixando a desejar nos últimos anos.
Lembrando que, de 19 a 28 de setembro, o Behemoth estará de passagem por cinco capitais brasileiras junto com o Deicide e Nidhogg.
Formação:
Adam "Nergal" Darski: vocais, guitarra
Zbigniew 'Inferno" Prominski: bateria, percussão, samples
Tomasz "Orion" Wróblewski: baixo, backing vocals, teclados
Patryk "Seth" Sztyber: guitarra, backing vocals (convidado)
Faixas:
01 The Shadow Elite
02 Sowing Salt
03 The Shit Ov God
04 Lvciferaeon
05 To Drown The Svn In Wine
06 Nomen Barbarvm
07 O Venvs, Come!
08 Avgvr (The Dread Vvltvre)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O clássico absoluto do Metallica cuja introdução foi inspirada em uma música do Venom
10 discos de heavy metal lançados de 1970 a 1993 que são essenciais, segundo o CRH
Pastor que "inspirou" Iron Maiden, Genesis e Ozzy Osbourne morre aos 86 anos
Por que Angra não chamou Marco Antunes de volta, segundo Rafael Bittencourt
Bangers Open Air 2027 define data para anúncio do lineup completo
A música gravada pelo Iron Maiden que foi uma "dor de cabeça" para Paul Di'Anno
Os 5 melhores discos do Metallica, segundo o Classic Rock History
A música do Exodus que tem uma homenagem a Eddie Van Halen
A música do Guns N' Roses que nasceu diferente das outras, segundo Duff McKagan
Randy Blythe não foi avisado sobre mudança de logotipo do Lamb of God
David Ellefson não faz mais parte da banda Dieth
O álbum mais vendido da história e que nunca chegou ao primeiro lugar das paradas
Cópia de vinil raríssimo do Led Zeppelin aparece em programa de TV no Reino Unido
Como Kerry King, do Slayer, foi parar em clipe do Beastie Boys
James Hetfield beija a noiva Adriana Gillett durante jogo do Las Vegas Raiders
Davide Lo Surdo é o guitarrista mais rápido da história
Veja habilidade de James Hetfield, do Metallica, com as baquetas
Religião: os rockstars que se converteram


O Julgamento do Metal Clássico: Rock Justice impressiona na estreia com "You've Been Served"
Carach Angren - O horror dentro da caixa em "Dance and Laugh Amongst the Rotten"
Animals (1977) - quando o Pink FLoyd resolveu chamar todo mundo de bicho
Moonspell - A grandiosidade do Heavy Metal e da música erudita em "Opus Diabolicum"
Resenha: "Hard-Fi" - Rosa Tattooada (2026)
Depois da ressurreição, Marilyn Manson declara vingança em novo álbum
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Iron Maiden: Grata surpresa e despedida perfeita do gigante
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível
