Demorou, mas o Scar Symmetry retornou forte em seu mais novo lançamento
Resenha - Singularity (Phase II; Xenotaph) - Scar Symmetry
Por André Luiz Paiz
Postado em 13 de novembro de 2023
É interessante o fato de que as bandas da fusão entre o metal melódico e o death metal vêm ganhando proporção nos últimos anos. Se os públicos destes estilos viviam polarizados, a coisa parece ter mudado de figura. Com um braço em casa polo e também com uma pitada extra de complexidade musical, é onde está o Scar Symmetry. A banda surgiu lá no início dos anos 2000. Mas, demorou para estabelecer uma formação e também para encontrar uma identidade que não soasse mais do mesmo. Retornando com um novo álbum após quase dez anos, é seguro dizer que, se assim se mantiver daqui em diante, colherá bons frutos.
"The Singularity (Phase II – Xenotaph)" veio forte com a parceria da Nuclear Blast. No Brasil, está sendo lançado pela Shinigami Records. Dotado de peso e excelente produção, o disco já abre com um cruzado de direita na pesada "Chronoautilus". Os vocalistas Lars Palmqvist e Roberth Karlsson são opostos que se complementam, agradando em cheio aos fãs do estilo. Para os que gostam de acompanhar os temas líricos, há uma abordagem interessante e futurística aqui, trazendo temas como a Inteligência Artificial, que é a bola da vez, além de contatos alienígenas e outras coisas esquisitas. Destacam-se também "Altergeist", "Digphrenia Dawn", "Gridworm" e a épica "Xenotaph", que encerra o disco. Esse mix de canções permite identificar bem a intenção da banda em não repetir-se durante todo o tracklist, embora nem sempre isso seja possível.
Per Nilsson é o cara por detrás de tudo. Além de criador das músicas e produtor, também ficou responsável pela gravação e mixagem. As letras ficaram por conta de Henrik Olsson. Vale mencionar também o belo encarte, bem sombrio e dramático, obra de Pierre-Alain D.
É seguro dizer que o Scar Symmetry está em sua melhor fase. Agora, basta manter-se estável, fazer uma boa divulgação e colher os frutos. Um disco extremamente recomendado para fãs de Death Metal Melódico alinhado com uma sonoridade mais contemporânea.
Faixas:
1 Chrononautilus 5:04
2 Scorched Quadrant 5:05
3 Overworld 3:51
4 Altergeist 6:12
5 Reichsfall 5:15
6 Digiphrenia Dawn 5:32
7 Hyperborean Plains 5:07
8 Gridworm 5:06
9 A Voyage With Tailed Meteors 4:55
10 Soulscanner 4:07
11 Xenotaph 7:51
Banda:
Lars Palmqvist (v)
Roberth Karlsson (v)
Per Nilsson (v, g, k, b)
Henrik Olsson (d)
Benjamin Ellis (g)
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