Arcade Fire e a redefinição do Rock Alternativo dos anos 2000 em "Funeral"
Resenha - Funeral - Arcade Fire
Por Giovanna Techio
Postado em 21 de agosto de 2023
"Funeral", o álbum de estreia dos canadenses do Arcade Fire é um verdadeiro acontecimento do início dos anos 2000, fazendo parte de uma revolução que conduziria o Rock Alternativo por novos caminhos nos anos seguintes, chegando cada vez mais ao mainstream ao se conectar com as pessoas através de composições carregadas de sentimentos profundos expressos de uma maneira absolutamente emotiva e sensível.
Arcade Fire - Mais Novidades
A conexão dos músicos se justifica pelos laços familiares dos membros: o líder Win Butler é marido de Régine Chassagne e irmão de William Butler, e isso pode ser sentido claramente no entrosamento irretocável da banda.
Em "Funeral" o Arcade Fire consegue ir do Pop Radiofônico até o Rock Sinfônico, fazendo com que composições mesmo bastante comoventes soassem tão encantadoras e reconfortantes, oferecendo acalento para uma geração bastante fragilizada e carente de conexões sentimentais.
Apesar dos hits absolutos "Wake Up" e "Rebellion (Lies)", as canções mais tocantes e belas do disco estão escondidas à sombra daqueles que se tornaram os grandes destaques do álbum, como na belíssima e emocionante "Neighborhood #2 (Laika)" e na delicada e afetiva "Haiti".
Apesar da densidade avassaladora do disco, que tem sua temática principal girando em torno da morte, sua perspectiva pode ser sentida de uma forma mais otimista ou mais depressiva, dependendo do momento em que ele encontra o ouvinte, e no meu caso específico, esse é um daqueles discos para sair da bad, como raios de sol adentrando a janela após uma noite de tormenta.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O melhor baterista de todos os tempos, segundo Edu Falaschi
Banda venezuelana Van Der Dijs perde todos os integrantes em terremoto
Clássico do Led Zeppelin supera 1 bilhão de plays no Spotify
O álbum de 1987 que Axl Rose nunca conseguiu superar: "Seria legal vender mais"
O melhor disco dos anos 80, segundo a Classic Rock
Por que Iron Maiden nunca será grande como Metallica, segundo Bruce Dickinson
Rush é parado na fronteira dos Estados Unidos com o México e precisa adiar show
A única banda de rock nacional que não virou peça de museu, segundo Regis Tadeu
Em clima de Copa do Mundo, Angra lança videoclipe da releitura de "Pra Frente Brasil"
A melhor música de rock progressivo de todos os tempos, segundo os leitores da Prog
Ripper Owens: "Há uma razão pro Iron Maiden tocar pra 20 mil e o Judas pra 5 mil"
Capital Inicial cancela shows nos Estados Unidos após vistos negados
Jimmy Page renega o álbum apontado como seu favorito do Led Zeppelin
O guitarrista que se sentiu ofendido ao ser convidado para entrar no Deep Purple
O que torna o Slayer diferente, na opinião de Dave Mustaine


Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos


