Arcade Fire e a redefinição do Rock Alternativo dos anos 2000 em "Funeral"
Resenha - Funeral - Arcade Fire
Por Giovanna Techio
Postado em 21 de agosto de 2023
Morre Phil Campbell, guitarrista que integrou o Motörhead por mais de 30 anos
"Funeral", o álbum de estreia dos canadenses do Arcade Fire é um verdadeiro acontecimento do início dos anos 2000, fazendo parte de uma revolução que conduziria o Rock Alternativo por novos caminhos nos anos seguintes, chegando cada vez mais ao mainstream ao se conectar com as pessoas através de composições carregadas de sentimentos profundos expressos de uma maneira absolutamente emotiva e sensível.
A conexão dos músicos se justifica pelos laços familiares dos membros: o líder Win Butler é marido de Régine Chassagne e irmão de William Butler, e isso pode ser sentido claramente no entrosamento irretocável da banda.
Em "Funeral" o Arcade Fire consegue ir do Pop Radiofônico até o Rock Sinfônico, fazendo com que composições mesmo bastante comoventes soassem tão encantadoras e reconfortantes, oferecendo acalento para uma geração bastante fragilizada e carente de conexões sentimentais.
Apesar dos hits absolutos "Wake Up" e "Rebellion (Lies)", as canções mais tocantes e belas do disco estão escondidas à sombra daqueles que se tornaram os grandes destaques do álbum, como na belíssima e emocionante "Neighborhood #2 (Laika)" e na delicada e afetiva "Haiti".
Apesar da densidade avassaladora do disco, que tem sua temática principal girando em torno da morte, sua perspectiva pode ser sentida de uma forma mais otimista ou mais depressiva, dependendo do momento em que ele encontra o ouvinte, e no meu caso específico, esse é um daqueles discos para sair da bad, como raios de sol adentrando a janela após uma noite de tormenta.
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