Noturnall se afirma como expoente do power metal técnico com "Cosmic Redemption"
Resenha - Cosmic Redemption - Noturnall
Por Gustavo Maiato
Postado em 25 de março de 2023
Há quem diga que o power metal já esgotou as possibilidades musicais, mas quem acompanha de perto sabe que existem campos ainda pouco explorados. Uma dessas áreas de inovação é quando sua essência melódica e rápida é incrementada com técnica, virtuosismo e boa dose de peso. Esse é o caso de "Cosmic Redemption", novo álbum do Noturnall, que chegou com a proposta de consolidar a banda como grande expoente dessa vertente.
Noturnall - Mais Novidades
O disco tem participações para lá de especiais, como o baixista David Ellefson em "Take Control" e Ney Matogrosso na incrível versão de "O Tempo Não Para" – escolha ousada para ganhar versão, mas que funcionou muito bem muito por causa da versatilidade vocal de Thiago Bianchi.
Hits como "Try Harder" acenam fortemente para o lado técnico e já mostram os solos poderosos de Mike Orlando. A atmosfera lembra um pouco o "Unfold" do Almah. Já a bateria de Henrique Pucci traz traços de Aquiles Priester.
Outras como "Reset the Game" lembram bastante a fase mais progressiva do Angra e mostram que Bianchi consegue usar tanto o grave quanto o agudo para dar dinâmica. "Lie To You", por sua vez, parece beber da fonte do djent de tão grave e poderosos que são os riffs.
Ao longo do tracklist, entretanto, caberia bem uma genuína balada para intercalar com as canções em sua maioria mais pesadas e rápidas. A mais criativa é "Shallow Grave", que surpreende alternando atmosferas mais lentas com outras pesadas. O riff de Mike Orlando no verso principal é o grande destaque.
Outro convidado que dá as caras é Mike Portnoy, que traz suas tradicionais viradas abusando dos tons da bateria em "Scream! For!! Me!!!". A produção do disco se mostra moderna e com papel fundamental para dialogar com todos os instrumentos no arranjo.
Por fim, "Cosmic Redemption" acena um caminho técnico do power metal e mostra que o Noturnall está pronto para surfar essa onda. Competência e talento a banda tem de sombra, agora resta trabalhar para conseguir colocar essas músicas nos disputados ouvidos dos fãs de hoje em dia, que são bombardeados por milhares de artistas e canções diferentes todos os dias.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música sem riff de guitarra nem refrão forte que virou um dos maiores clássicos do rock
Veja a estreia da nova formação do Rush durante o Juno Awards 2026
Alissa White-Gluz reflete sobre ser injustiçada e simbologia do Blue Medusa
Banda de rock dos anos 70 ganha indenização do Estado brasileiro por ter sido censurada
Steve Morse revela como Ritchie Blackmore reagiu à sua saída do Deep Purple
Guns N' Roses estreia músicas novas na abertura da turnê mundial; confira setlist
Dani Filth promete Cradle of Filth mais pesado em novo disco
A reação de James Hetfield ao ver Cliff Burton após o acidente que matou o baixista
Black Sabel Society lança vídeo de "Ozzy's Song", música que homenageia Ozzy Osbourne
O grande erro que a MTV Brasil cometeu, segundo Gastão Moreira
Produtor de "Master of Puppets" afirma que nada acontecia no Metallica sem aval de Cliff Burton
Jimmy Page disponibiliza demo caseira inédita de clássico do Led Zeppelin
O clássico do Raimundos que deixou o baterista Fred chocado
Para Gary Holt, Exodus é melhor que Metallica, mas ele sabe ser minoria
Os 20 maiores riffs de guitarra da história, segundo o Loudwire


Auri - A Magia Cinematográfica de "III - Candles & Beginnings"
Orbit Culture carrega orgulhoso a bandeira do metal moderno no bom "Death Above Life"
A todo o mundo, a todos meus amigos: Megadeth se despede com seu autointitulado disco
"Old Lions Still Roar", o único álbum solo de Phil Campbell
Sgt. Peppers: O mais importante disco da história?


